Quem vai governar nossos corações esta semana? – Scotty Smith

Permitam que a paz de Cristo governe o seu coração, pois, como membros do mesmo corpo, vocês são chamados a viver em paz – Colossenses 3:15 NVT

Senhor Jesus, esta semana, como em todas as semana, nossos corações serão governados por algo ou alguém. Haverá um monarca reinante, um ímpeto governante ou uma preocupação controladora. Poderão ser pessoas autoritárias ou incrédulas no Evangelho; poderá ser nossa “necessidade” de obter atenção ou a ambição de possuir mais dinheiro. Poderá ser o medo de COVID, políticas malucas ou atitudes miseráveis.

Mas pela fé, em obediência a Tua Palavra, escolhemos Tua paz como a governante de nossos corações esta semana – nossa governante do âmago e dos nossos afetos. Ninguém conhece a paz melhor do que Tu, Jesus, pois Tu és o Príncipe da Paz. Tu não apenas nos dá paz; Tu és a nossa paz (Ef 2:14).

Por Tua obra concluída, garantiu a paz de Deus conosco e nossa paz com Deus. A paz com Deus agora é nosso direito legal – uma transação certa e uma questão resolvida. A paz de Deus é nosso chamado diário, presente gratuito e necessidade constante.

Pelo poder do Espírito, que Tua paz domine nossos medos e acalme nossas ansiedades; ajude-nos a aceitar as coisas que não podemos mudar e os resultados que permanecem incertos para nós.

Jesus, porque estás em paz conosco, procuraremos viver em paz com os outros. Porque Tu nos perdoastes, optamos por perdoar os outros. Conceda-nos a graça de que precisamos. Portanto, assim oramos, em Teu santo e persistente Nome. Amém

FONTE: https://www.thegospelcoalition.org/blogs/scotty-smith/who-gets-to-rule-our-hearts-this-week/

12 razões pelas quais você pode não ter vontade de ir à igreja – David Gundersen

David Gundersen

Existem muitos motivos pelos quais os cristãos podem não querer ir à igreja. Mas se você puder discernir a razão por trás de sua relutância, o caminho a seguir se tornará mais claro. Um diagnóstico preciso é metade da cura, mesmo quando o remédio é difícil de aplicar. Então, quais são alguns dos motivos pelos quais frequentar a igreja pode ser uma luta?

1. Razões físicas

Alguns cristãos lutam para frequentar a igreja por motivos físicos, como exaustão, doença, doença ou dor crônica. Pode ser óbvio ou despercebido, temporário ou permanente, diagnosticado ou misterioso. Independentemente disso, você está fisicamente sobrecarregado. O mundo está quebrado, você não é uma máquina e às vezes o espírito está pronto, mas a carne é fraca ( Mt 26:41 ).

2. Razões espirituais

Talvez a razão dominante seja espiritual. Você está em trevas, o Cristianismo perdeu seu brilho ou você está vivendo em um pecado oculto. Talvez banquetear-se com o mundo tenha minado seu apetite espiritual, ou você está passando pela primeira estação seca como cristão. Talvez você diga com o salmista: “Por que você está abatida, ó minha alma, e por que está tumultuada dentro de mim?” (Salmos 42: 5 ).

3. Razões relacionais

Às vezes, o desafio é relacional – um problema conjugal, uma amizade desfeita, uma personalidade estranha. Talvez você seja solteiro ou viúvo e se sinta deslocado com todas as famílias. Talvez você tenha discordado de um líder e haja uma tensão. Talvez você tenha sido julgado ou repreendido por alguém e vê-lo desperta raiva e vergonha. Talvez você seja rejeitado ou perca credibilidade se você se identificar com a fé cristã. Independentemente disso, o Salmo 133:1 está longe de sua experiência: “Eis que quão bom e agradável é quando irmãos vivem em união!”

4. Razões logísticas

Talvez seus problemas sejam principalmente logísticos. Você mora longe ou seu horário de trabalho muda de semana para semana. Talvez você esteja viajando com frequência ou os fins de semana sejam um tempo valioso para colocar em dia os deveres de casa ou projetos domésticos. Para muitas mães, levar filhos pequenos à igreja pode ser caótico e exaustivo, e discutir com os filhos mais velhos toda semana pode fazer com que você se sinta um refém de negociações. Seja qual for a situação, ir e voltar da igreja é um desafio.

5. Razões preferenciais

Algumas frustrações são sobre preferências. Você não gosta da música, da liturgia, da maneira como as pessoas se vestem ou do estilo de liderança. Você gostaria que o sermão fosse mais curto, as pessoas mais amigáveis ou o café melhor. Suas preferências podem refletir princípios bíblicos ou podem ser apenas minucias. Mas esteja você certo ou errado, a frustração constante não é um bom sinal.

6. Razões culturais

Algumas de nossas preferências são culturais. Você pode ser um operário em uma igreja de pessoas mais abastadas ou uma minoria racial em uma igreja onde poucos entendem sua experiência. Você pode ser um imigrante, um trabalhador estrangeiro ou alguém de uma cultura diferente. Quer seja uma barreira de idioma ou outros elementos que o mantêm se sentindo um estranho, as diferenças culturais podem dificultar o envolvimento na Igreja.

7. Razões recreativas

Algumas pessoas lutam com a igreja por motivos recreativos. Os fins de semana são o horário nobre para hobbies, aventuras, torneios, viagens ou programas de esportes infantis. Com uma semana agitada para trás e novas oportunidades pela frente, pode ser difícil priorizar a igreja.

8. Razões Missionais

Às vezes, os cristãos têm dificuldade com a igreja porque há pouca orientação dos líderes. Queremos participar, contribuir e nos entregar à missão que Cristo deu a seus discípulos ( Mt 28:18–20 ). Mas a falta de liderança faz com que você sinta que sua igreja está à margem da missão, em vez de estar na linha de frente dela.

9. Razões doutrinárias

Às vezes, os cristãos não conseguem encontrar uma igreja que esteja de acordo com suas crenças. A igreja que você frequenta pode ser sua igreja padrão, mas não a igreja desejada, então você se sente doutrinariamente sem teto. Você adoraria que sua igreja se alinhasse às suas convicções, mas não quer causar divisão. Suas diferenças podem estar impedindo você de se conectar ou servir, e você pode se encontrar marginalizado e prestes a sair.

10. Razões intelectuais

Outros cristãos acham a igreja difícil por razões intelectuais. As mensagens parecem banais e cheias de clichês, e você sai no domingo sem nenhuma de suas objeções respondidas. A pós-graduação, uma ocupação intelectual, amizades diversas ou uma formação profunda em outras religiões fazem você desejar um pensamento mais profundo. Ou talvez você seja apenas um opositor e esteja sempre bancando o advogado do diabo. Você está comprometido com Cristo, mas sua igreja não é um lugar para o qual você traria um amigo descrente.

11. Razões de transição

Existem também desafios transitórios para considerar. Às vezes, essas transições são pessoais: você está se afastando de um ministério, se mudando para uma nova cidade ou procurando uma nova igreja. Outras vezes, a própria igreja está em transição. Um jovem pastor assumiu o comando. Amigos próximos vão embora. A igreja muda de local. Mesmo uma temporada de mudanças necessária pode durar muito tempo e se tornar uma maratona sem linha de chegada.

12. Razões pessoais

Finalmente, alguns têm problemas pessoais com a igreja. Talvez você tenha sofrido abusos de “autoridades espirituais”, testemunhado um escândalo pastoral ou sofrido uma divisão na igreja. Em algumas situações, você pode assumir alguma responsabilidade, mas mesmo quando você é completamente inocente, ainda há dor. Sejam suas feridas causadas por outras pessoas ou autoinfligidas, a história pessoal pode tornar difícil amar uma igreja, confiar em uma igreja ou até mesmo frequentar uma igreja.

Todos nós temos diferentes personalidades, situações e desafios. Espero que as categorias acima estimulem seu raciocínio ao avaliar sua própria situação. Não consigo saber tudo, diagnosticar seu problema e garantir uma solução fácil. Frequentemente, não existe solução mágica para os desafios que enfrentamos em nossas igrejas. Mas Deus promete sabedoria para aqueles que pedem: “Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá generosamente e sem censura, e ser-lhe-á dada” ( Tiago 1: 5 ).

O pecado da autopiedade e como ser livre dele – Abigail Dodds

Abigail Dodds

Todos nós já vimos isso nas crianças. O momento em que o menino de 3 anos pede um carrinho de corrida específico para seu companheiro. O amigo responde: “Não, estou brincando com ele”, e a criança rejeitada – em vez de encontrar outro brinquedo ou esperar por sua vez – senta-se bufando de mágoa e má vontade.

Já vimos isso em crianças do ensino fundamental. O momento em que a menina de 8 anos sugere  uma brincadeira de “casinha” de bonecas e brincar de teatro, mas suas amigas decidem sair para brincar de pega-pega. Então, em vez de se juntar a eles, ela fica zangada dentro de casinha e depois diz à mãe que as outras crianças a deixaram fora e não brincariam com ela. Continue lendo

Desfrutando os Presentes de Deus de Forma Adequada – Stephen Kneale

Stephen Kneale

Ontem, na igreja, continuamos nossa série em 1 Reis. Nesta semana, chegamos ao capítulo 10 e à chegada da Rainha de Sabá. Uma das coisas que não podem deixar de ser notadas na passagem é a enorme quantidade de coisas que tirou o fôlego da Rainha. A vasta riqueza e sabedoria com as quais Salomão fora abençoado levaram-na até a abençoar o próprio Deus Jeová. Continue lendo

Cuidado com a Mentalidade Vitimista – Akos Balogh

Akos Balogh

Eu cresci com uma mentalidade de vítima.

Ninguém chamava assim na época. Mas, quando olho para trás, é o que era.  

Veja, eu era um refugiado da Europa Oriental comunista – da Hungria. Cresci entre outros refugiados, entre vítimas: vítimas de um regime totalitário opressor; vítimas que viram entes queridos presos e mortos; vítimas para as quais fugir de sua terra natal era frequentemente a única opção que restava.  

Agora, nem por um momento quero minimizar o sofrimento de meus companheiros refugiados húngaros. A dor deles era real.

Mas isso significava que cresci em uma subcultura que estava totalmente ciente de seu sofrimento. Ser uma vítima era fundamental para nossa identidade húngara – como goulash e páprica. E sim, a Hungria teve seu quinhão de tragédia nacional: a partir do Tratado de Paz de Trianon, de 1920, no final da Primeira Guerra Mundial, a Hungria perder 60% de seu território; a depois ela foi ocupada, primeiro pelos nazistas e depois pelos soviéticos (por mais de 40 anos).

Enquanto eu crescia, eu era constantemente lembrado de quanto nós, húngaros, havíamos sofrido nas mãos de outros.

Nós fomos as vítimas. E as nações ao redor, os soviéticos, romenos, sérvios, os Tchecos, eles foram os opressores.

Éramos inocentes. Eles eram culpados.

E assim, desenvolvi uma mentalidade de vítima.

Desnecessário dizer que essa mentalidade de vítima não me encorajou exatamente a construir amizades com essas nacionalidades. (Na verdade, enquanto meus colegas de escola primária jogavam handebol e Atari, eu sonhava em lançar uma revolução contra os ocupantes soviéticos – tendo Rambo e Reagan como minha inspiração).

A mentalidade de vítima distorceu grande e verdadeiramente minha visão da realidade. Continue lendo

6 hábitos perigosos que os pastores devem evitar nas redes sociais – Daniel Darling 

Por Daniel Darling 

“… MAS ele é pastor!”

Eu ouço essa frase quase todas as semanas sobre a atividade online de um pastor – ou seja, sobre seu tratamento para com outro ser humano por meio de palavras rudes. É quase como se estivéssemos atrás de um teclado ou tela sensível ao toque e esquecêssemos nosso chamado como arautos da Palavra de Deus, pastores do povo de Deus.

Hoje, existem muitas maneiras pelas quais pastores se desqualificam – ou pelo menos envergonhem – a si próprios, mas poucas são tão fáceis e fatais quanto as redes sociais. Um amigo meu comentou recentemente que antes de procurar uma igreja, os cristãos deveriam verificar o feed de mídia social de um pastor. É um bom conselho.

Os pastores – especialmente quando temos esse rótulo em nossa biografia de mídia social – podem fazer ou quebrar a opinião de buscadores ou cínicos quando se trata de representar bem a Cristo em nossas interações. E um pastor que mostra um espírito crítico ou má vontade para com aqueles que não pertencem à sua tribo pode rapidamente desencorajar outros crentes no Twitter.

Então, quais são alguns erros críticos que os pastores podem cometer nas redes sociais? Aqui estão seis dos mais comuns que devemos evitar. Continue lendo

Vida e Missão de Ashbel Green Simonton

Florêncio Moreira de Ataídes

Ashbel Green Simonton nasceu no dia 20 de janeiro de 1833, em West Hanover, na Pensilvânia, descendente de presbiterianos escoceses-irlandeses que haviam migrado para os Estados Unidos. Era filho de William Simonton e Martha Davis. Tinha nove irmãos, sendo cinco homens, denominados os quinque frates (os cinco irmãos): William, John, James Thomas e quatro irmãs: Martha, Jane, Elizabeth (Lillie) e Anna Mary. Continue lendo

O Conhecimento de J. I. Packer : um obituário espiritual – Leland Ryken

Artigo escrito por Leland Ryken para versão digital da “Christianity Today”

James Innell Packer, mais conhecido por muitos como J.I. Packer, foi um dos líderes evangélicos mais famosos e influentes de nossa época. Ele morreu na sexta-feira, 17 de julho, aos 93 anos.

Packer nasceu em uma cidade nos arredores de Gloucester, Inglaterra, em 2 de julho de 1926. De origem humilde, ele nasceu em uma família de classe média baixa. O ambiente religioso em sua casa e em sua igreja local era o anglicanismo nominal, alheio à crença evangélica em Cristo como Salvador (algo que Packer não ouviu em sua igreja natal). Quando menino, Packer teve uma experiência que mudou sua vida. Aos sete anos, um valentão o perseguiu para fora do pátio da escola e para a movimentada London Road, em Gloucester, onde foi atingido por uma caminhonete, e sofreu um grave ferimento na cabeça. Ele carregou uma cicatriz visível no lado da cabeça pelo resto da vida. No entanto, Packer não reclamou disso e aceitou esse acontecimento de sua infância como algo direcionado pela Providência divina.

Muito mais importante que esse acidente, porém, foi sua conversão a Cristo, que ocorreu duas semanas após sua inscrição como estudante na Universidade de Oxford. Packer entregou sua vida a Cristo em 22 de outubro de 1944, quando participou de um serviço evangelístico organizado pelo grupo InterVarsity naquele campus. Embora Packer fosse um estudante sério, cursando estudos clássicos, o verdadeiro impulso de sua vida em Oxford foi espiritual. Foi lá que Packer ouviu as palestras de C.S. Lewis pela primeira vez e, embora nunca se conhecessem pessoalmente, Lewis exerceria uma poderosa influência na vida e no trabalho de Packer. Quando Packer deixou Oxford com sua tese de doutorado em Richard Baxter em 1952, ele não iniciou imediatamente sua carreira acadêmica, mas passou um período de três anos como ministro paroquial nos subúrbios de Birmingham. Continue lendo

Falece J.I.Packer (1926-2020)

Faleceu hoje, aos 93 anos, o pastor anglicano e professor de teologia, James Innell Packer , mais conhecido como J.I.Packer (1926 – 2020). Ele foi um gigante da fé, da Teologia Reformada e da igreja cristã.

Suas décadas de serviço, ensino e dedicação piedosas para a causa do Reino de Cristo são um legado que será sentido por muitas gerações.

Esse desenho é uma homenagem em louvor ao Senhor pelo reverendo e teólogo anglicano reformado. Uma benção de Deus para Sua igreja pela qual damos graças. Seu livro “O Conhecimento de Deus” foi essencial para nossa caminhada espiritual e me apresentou a outros gigantes do passado, como J.C.Ryle.

Finalmente Ryle, Martin Lloyd-Jones, John Stott e Packer adoram juntos ao Senhor Jesus na glória :

AQUI você pode ler mais sobre a vida e obra dele (em inglês)

Armando Marcos 

Lições dos primeiros cristãos para os cristãos de hoje – Tim Challies

Tim Challies

Quando eu era criança, minha família assistiu um filme que incluía cenas vívidas de perseguição contra os primeiros cristãos. Lembro-me de estar acordado à noite, aterrorizado com essas imagens de cristãos queimando nas ruas e sendo alimento de leões. Não pude deixar de me imaginar no lugar daqueles crentes sitiados. Na época, eu assumi que eles estavam sendo perseguidos simplesmente por serem cristãos, mas, ao estudar sobre história da igreja primitiva, percebi que não é tão simples assim. E, à medida que a simplicidade dá lugar à realidade, vejo que há algumas lições importantes que podemos aprender hoje por meio dessa perseguição na igreja primitiva. Continue lendo

E se eu ainda não puder congregar no domingo? – Stephen Kneale 

Por Stephen Kneale 

Eu já havia publicado sobre nossa primeira reunião em nosso prédio no domingo.  Você pode ler sobre isso aqui . Foi tudo em grande parte como esperado e surpreendentemente livre de estresse.

Muitos de nós, no entanto, não somos capazes de congregar no momento. Talvez porque não possamos voltar aos prédios alugados, ou ainda não fomos capazes de preparar nossos locais de culto para que fiquemos seguros, a maioria de nossas congregações podem não estar presente ou podemos sentir, nesse estágio, que simplesmente não há benefício em voltar. Como eu disse no meu post anterior, não acho que haja certo ou errado sobre tudo isso. Todos nós temos que descobrir, com a sabedoria que o Senhor nos deu, o que é melhor para nossas situações e contextos particulares. Continue lendo

As igrejas são “uma fonte importante de casos de coronavírus?” – Tim Challies

Tim Challies

O The New York Times publicou recentemente uma coluna intitulada “As igrejas estavam ansiosas para reabrir. Agora eles são a principal fonte de casos de coronavírus. ” O lede da matéria é alarmante: “O vírus se infiltrou nos cultos de domingo, nas reuniões da igreja e nos campos de jovens. Mais de 650 casos foram vinculados a instalações religiosas reabertas. ” Veja como a história começa: Continue lendo

O que um cristão precisa para crescer? – Stephen Kneale

Stephen Kneale

Todos nós temos muitas idéias sobre o que precisamos para crescer espiritualmente como cristãos. As conferências abundam em toda parte (hoje em dia online….) e elas são boas, não são? E existem vários livros que valem a pena ser lidos, e eles certamente são úteis? Algumas pessoas também gostam de blogs e Podcasts cristãos. Esses meios são certamente valiosos, não?

Mas, honestamente, não. Não em si mesmos como essenciais. Todas essas coisas podem ser valiosas. Mas não, você não precisa deles para crescer.

Durante a maior parte da História da Igreja, as conferências não existiram. O mais próximo que você chegou delas foram os vários Concílios aos quais a maioria das pessoas nunca foram. Apenas um grupo de bispos que aparentemente tinham rostos compridos, auréolas atrás da cabeça e dois dedos amarrados que pareciam querer fazer um sinal de V de vitória. As mesmas pessoas que nunca foram a conferências também não conseguiram ler nenhum livro. Nem consideremos que os livros eram itens de luxo. Dado que os blogs existem apenas há 20 anos e os podcasts ainda menos, sua importância para o nosso crescimento provavelmente pode ser superestimada. De fato, considerando tudo isso, nenhuma dessas coisas pode ser considerada vital.

Então, o que é necessário e vital para nosso crescimento espiritual? Quais são as coisas que o Senhor nos deu e que sim são necessárias para crescermos?

O Espírito Santo

Número 1, a única coisa que você não pode prescindir, a mais central de todas as coisas vitais para o seu crescimento espiritual é o dom do Espírito Santo. Sem a terceira pessoa da Trindade habitando em seu coração, sem a obra de santificação sobre você, não haverá crescimento. Não pode haver crescimento. Se estamos discutindo o que é vital para o crescimento, o Espírito Santo é fundamentalmente o que você absolutamente não pode prescindir.

A palavra

Sejamos claros com o que queremos dizer com isso. Não quero dizer exatamente ler a Palavra. A maioria das pessoas cristãs, que conseguiram crescer perfeitamente bem, não conseguiram ler a Palavra sempre. Se você vasculhar a Bíblia de perto, não encontrará nenhum comando em suas páginas para lê-la. O que é interessante, não? Mas o que esses cristãos não podiam prescindir era o meditar na Palavra. Eles não foram apartados do Espírito Santo, e aplicaram as palavras das Escrituras em seus corações. A Palavra é necessária para o seu crescimento.

A igreja local

A razão pela qual a igreja é vital para o seu crescimento é que ela é o contexto em que a maioria dos cristãos conseguiu se envolver com a Palavra. A Igreja Primitiva esperava que os ensinamentos dos apóstolos e suas cartas fossem lidas em reuniões públicas. Durante a maior parte da história da igreja, o povo de Deus se envolveu com a Palavra ao ouvi-la pregada. Eles meditaram sobre ela em comunidade. E a Palavra é clara: a igreja é necessária para o seu crescimento. É o meio de Deus para ensinar a Palavra em comunidade. Mas ressalto a igreja local porque somente ela é capaz de sustentá-lo cristão de maneira significativa e prestar contas daquilo que você afirma crer. A disciplina da igreja, em comunidade, é um meio dado por Deus para ajudá-lo a crescer. Além da igreja, seu crescimento é praticamente impossível.

Oração

A oração é simplesmente falar com Deus. Ouvimos Deus falando conosco em sua Palavra e falamos com Ele em oração. Ao orarmos de acordo com a Palavra de Deus, estamos aprendendo a alinhar nossa vontade com a Dele. O fim da vida cristã é tornar-se, em última análise, como Cristo. Quando nossas vontades começam a se alinhar com as de Deus, crescemos à semelhança de Cristo. Este é outro meio do povo de Deus crescer .

Tudo o mais, por mais útil que possamos achar pessoalmente, não é obrigatório por Deus para o nosso crescimento. Livros, conferências, blogs, Podcasts ou qualquer outra coisa podem ser úteis – o Senhor pode até usá-los para nos formar de maneiras úteis – mas nenhuma dessas coisas é vital. Podemos viver perfeitamente felizes, vidas cristãs que crescem em Cristo sem nenhuma dessas coisas. As únicas coisas de que precisamos são o Espírito Santo, a Palavra, a Igreja e a Oração.

FONTE: https://stephenkneale.com/2020/07/01/what-does-a-christian-need-to-grow/

Meu grande desafio diário como cristão – Tim Challies

Tim Challies

O grande desafio diário que enfrento na vida cristã não é um desafio de conhecimento – sei o que preciso saber para viver de uma maneira que agrade a Deus. Não é um desafio de discernimento – raramente há grande dificuldade em distinguir a verdade do erro e o certo do errado. Não é um desafio de habilidade – não há tentação que não resista e pecado a que não posso me afastar quando estou habitado pelo Espírito Santo de Deus. Eu tenho o que preciso para viver bem diante de Deus e do homem.

Mas tantas vezes eu não consigo. Muitas vezes falho em cumprir os dois grandes mandamentos de Deus. Frequentemente, deixo de amar a Deus de todo o coração e de amar o meu próximo como a mim mesmo. Por quê? Por que deixo de viver da maneira que quero viver, da maneira que Deus me diz para viver, da maneira que Deus me capacita e me equipa a viver? Qual é o grande desafio diário?

O grande desafio diário da vida cristã é o desafio de simplesmente apossar-me do que é meu em Cristo. É o desafio de apresentar todo o meu eu como um sacrifício vivo para Deus, sabendo que isso é santo e aceitável para Ele, que é um ato de verdadeira adoração. É o desafio de não estar em conformidade com este mundo, mas de ser transformado pela renovação da minha mente para que eu possa fazer a vontade de Deus – tudo o que é bom, aceitável e perfeito.

O grande desafio diário é, em face disso, muito simples: pensar como um cristão, falar como um cristão, agir como um cristão. É pensar de maneiras que reflitam uma mente renovada, uma mente que vê o mundo como realmente é e uma mente que está determinada a pensar nos pensamentos de Deus. É falar de maneiras que refletem um coração renovado, entender que a vida e a morte estão no poder da língua e que minhas palavras podem ser água doce ou amarga, uma bênção ou uma maldição. É agir de maneira que reflita desejos renovados, agir de maneira que fielmente eu use meus dons, talentos, tempo, energia e entusiasmo pelo bem dos outros e pela glória de Deus.

O grande desafio diário é desejar sinceramente viver de uma maneira distintamente cristã. É orar para que eu realmente viva de uma maneira distintamente cristã: “Deus, oro para que eu pense como um cristão, que eu fale como um cristão, que eu atue como um cristão”. É confiar que esta é uma oração que Deus tem prazer em responder.

FONTE: https://www.challies.com/articles/today-i-will-live-like-a-christian/

Quando a Igreja começou? – Robert Rothwell

Robert Rothwell, em artigo escrito para Tabletalk Magazine de julho de 2020.

(nota do Projeto: esse artigo segue a linha teológica conhecida como “aliancismo” ou “teologia do pacto”, por isso a referência ao batismo infantil)

Na última primavera, tive a honra de dar uma aula sobre eclesiologia – a doutrina da igreja – no Reformation Bible College. No primeiro dia de aula, fiz a seguinte pergunta: Quando a igreja começou? Um dos meus alunos fez a observação: “Bem, isso depende do que você quer dizer com ‘igreja’.

Ele estava absolutamente certo. Se entendemos a igreja como meramente um fenômeno da nova aliança, a igreja não começou até o Pentecostes ou talvez a Última Ceia. Se, no entanto, entendermos que a igreja faz parte do plano eterno de Deus para a Sua criação, veremos que ela realmente começou muito antes da nova aliança ser inaugurada, embora, sob a nova aliança, a igreja alcance sua expressão máxima.

A teologia reformada se diferencia de algumas outras tradições teológicas ao afirmar que a igreja é anterior à nova aliança. Como a Confissão Belga declara no seu 27° artigo: “A igreja existe desde o princípio do mundo e existirá até o fim. Pois, Cristo é um Rei eterno, que não pode estar sem súditos”. Na minha experiência, muitas pessoas têm dificuldade em entender que a igreja existe desde o início. Mas quando olhamos cuidadosamente as Escrituras à luz da missão que Cristo deu à igreja, creio que fica claro que a igreja não começou em Jerusalém no Pentecostes, mas sim no Éden.

A MISSÃO DA IGREJA

Certamente, todo cristão pode concordar que Mateus 28: 18–20 estabelece a missão fundamental da igreja. Esta missão nos diz que a igreja deve fazer várias coisas:

1. Fazer discípulos de Jesus – multipliquar seguidores do único Deus verdadeiro em Cristo

2. Batizar ele em nome do Deus trino – administrar e receber sacramentos

3. Ensinar-los observar / obedecer a Jesus – instruir-lhes a guardar os mandamentos do único Deus verdadeiro em Cristo

4. Ir pelo mundo todo – fazer as três coisas acima em todo o mundo

Se esses mandatos pertencem à igreja, parece que qualquer entidade que os possua é a igreja. Vamos ver como encontramos os componentes da Grande Comissão e, portanto, da igreja de Cristo, ao longo da história bíblica.

DE ADÃO A MOISÉS

Gênesis 1–2 descreve a criação de Adão e Eva e sua colocação no jardim do Éden. Nesse ato de criação, Deus realmente lhes dá uma missão que se assemelha à Grande Comissão de maneiras significativas. Primeiro, encontramos o comando para multiplicar. Adão e Eva receberam ordens de ter muitos filhos (1:28). No entanto, não devemos pensar que isso significava simplesmente dar à luz muitos bebês. Adão e Eva andaram com Deus no jardim, tendo comunhão com Ele e aprendendo com Ele (3: 8). Ele falou com eles. Certamente, Adão, Eva e seus filhos deveriam continuar conversando uns com os outros sobre o Senhor, mesmo quando Ele não os estivesse visitando. Em outras palavras, a tarefa deles no jardim envolvia refletir sobre o Senhor e Suas palavras, aprender com Ele e sobre Ele. Em suma, no jardim eles estavam se tornando Seus discípulos.

No jardim do Éden, também encontramos um sacramento. Gênesis 2: 9 nos diz que no meio do jardim estava a Árvore da Vida, que dava vida continua àqueles que comiam dela (ver 3:22). Não devemos pensar que havia algo de especial na árvore que dava ao fruto o poder inerente de transmitir vida à parte de qualquer outra consideração. Aquela árvore transmitia vida porque estava conectada às promessas de Deus. Sua concessão de vida veio através da confiança de Adão e Eva no Senhor, confiança demonstrada em sua disposição de fazer o que Ele disse. A árvore era um sinal visível de uma graça invisível; comer disso traria vida, porque Deus prometeu dar vida a Adão e Eva à medida que confiavam nEle, provando essa confiança seguindo Suas regras sobre o que comer e o que não comer e as outras tarefas que lhes eram dadas no jardim. Enquanto participavam da fé, eram renovados na vida por nosso Criador.

Dificilmente podemos falar sobre a Árvore da Vida sem referenciar a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal em Gênesis. Comer dessa árvore traria a morte (2: 16–17). Aqui temos uma referência ao que podemos chamar de disciplina da igreja. Adão e Eva seriam expulsos do jardim, ficariam longe das bênçãos de Deus, se comessem da árvore proibida. Sob a nova aliança, expulsamos as pessoas da igreja por excomunhão, enviando-as para longe da bênção de Deus, por pecado grave, persistente, impenitente.

Finalmente, a missão de Adão e Eva foi mundial. Deus disse a eles que dominassem a criação ( Gênesis 1: 26–28 ) . Não tenho espaço para desenvolvê-lo por completo, mas as palavras hebraicas usadas aqui transmitem a ideia de que este era um chamado para expandir as fronteiras do Éden. Adão e Eva deviam levar o mundo ordenado do jardim a toda a terra. O lugar onde os seres humanos tinham comunhão com Deus e O adoravam deveria ser estendido ao redor do mundo.

Sob Noé, vemos a maioria dessas coisas também. Noé recebeu o domínio da criação e foi instruído a ser frutífero e multiplicar-se como Adão e Eva (Gênesis 9: 1–7). Ele recebeu mandamentos e ensinamentos para aprender e obedecer. Assim, ele e aqueles que seguiram o único Deus verdadeiro tiveram a mesma missão “religiosa” dada aos nossos primeiros pais de discípulos multiplicadores em todo o mundo. A única exceção aqui é que não está totalmente claro se Noé tinha um sacramento. O arco-íris pode se qualificar, mas não é algo tangível como a Árvore da Vida ou, mais tarde, o batismo. Pelo menos, podemos dizer que o arco-íris foi um sinal da promessa de Deus e, a esse respeito, é semelhante a um sacramento (9: 8–17).

Com Abraão, temos a presença da igreja tornada especialmente clara. Aqui fica evidente que a igreja cumprirá sua missão somente pela graça de Deus, pois Deus promete abençoar o mundo por meio de Abraão ( Gênesis 12: 1–3 ) . A igreja constituída da família de Abraão levaria a bênção do conhecimento de Deus, cumprindo sua missão mundial, no poder de Deus. Abraão recebeu ordem de obedecer ao Senhor e instruir seus filhos a fazer o mesmo discipulado. Ele também recebeu o sinal e o selo da circuncisão, que se tornou o principal sacramento da igreja da antiga aliança. Além disso, aqueles que não obedecessem à ordem de circuncidar seriam disciplinados pela igreja e afastados – expulsos – do povo ( Gênesis 17: 1–14).

Quatrocentos anos depois de Abraão, a igreja recebeu uma expressão ainda mais formal na aliança feita no Sinai. Aqui, novamente, encontramos uma expressão mundial da missão da igreja, apesar da separação de Israel das nações. Deuteronômio 4: 1–8 explica que, por Israel adorar e obedecer ao Senhor, outros povos seriam atraídos pelo Deus de Israel. O discipulado – ensinar as pessoas a obedecerem ao único Deus verdadeiro – era a chave para a antiga aliança. Isso acontecia no nível familiar, com os pais ensinando aos filhos os mandamentos de Deus, e no nível da comunidade em geral, com os sacerdotes e levitas ensinando a lei nas cidades de Israel (Deuteronômio 6: 4-9; 33:10 ) Além disso, a multiplicação também foi um fator aqui, pois, seguindo os termos da aliança, os israelitas seriam abençoados com muitos filhos (Deuteronômio 28: 1–6). Finalmente, os sacramentos aparecem na aliança mosaica, principalmente a circuncisão e a Páscoa ( Êxodo 12:48 )., mas talvez pudéssemos incluir todos os sacrifícios e festivais da antiga aliança. A disciplina da igreja deveria ser encontrada lá também. Sob a antiga aliança, alguém poderia ser cortado – executado ou expulso da nação – por vários pecados e crimes (por exemplo, Levítico 18:29 ) .

Torna-se evidente que a igreja cumpriria sua missão somente pela graça de Deus, pois Deus promete abençoar o mundo através de Abraão.

DE MOISÉS A CRISTO

A aliança mosaica governou a vida do povo de Deus e estabeleceu a estrutura e a prática da igreja desde o período de Moisés até Cristo. Assim, os mesmos princípios sacramentais, de discipulado e de multiplicação da missão mundial da igreja também se aplicavam. Vale a pena notar, no entanto, que o entendimento dos propósitos globais de Deus para a igreja se aprofundou ao longo dos muitos séculos entre Moisés e Jesus. Com o tempo, o foco mundial da missão da igreja ficou ainda mais claro. Jonas foi enviado para pregar na Assíria. No Salmo 68 pede-se que Deus abençoe Israel para que as nações o vejam e venham adorar o Senhor. Isaías 42:6 declara que Israel havia sido chamado especificamente como uma luz para as nações. Vários gentios, incluindo Raabe, Rute e Naamã, chegaram à fé no Deus de Israel ( Js. 2:11 ; Rute 1: 16-17 ; 2 Reis 5 ) .

Além disso, embora Israel tenha quebrado a antiga aliança e sido exilado, as bênçãos começaram a entrar em vigor no mundo. Durante o exílio e suas conseqüências, o sistema da sinagoga foi estabelecido, permitindo que os judeus crescessem em seu conhecimento da Palavra de Deus mesmo fora de Israel. Muitos gentios foram expostos ao Deus de Israel visitando essas sinagogas e conversando com judeus na Babilônia, Roma e em outros lugares. Na Pérsia, o resgate dos judeus através dos esforços da rainha Ester levou muitos persas a se unirem ao povo de Deus ( Ester 8:17 ) .

A introdução de sinagogas forneceu um novo caminho para a igreja da antiga aliança se engajar na obra do discipulado. Jesus e os apóstolos aprovaram claramente o sistema da sinagoga, pois participavam de suas atividades de adoração e discipulado ( Lucas 4: 16–27 ; Atos 13: 13–43 ) . Além disso, havia análogos aos oficiais da igreja da nova aliança de presbíteros e diáconos na liderança das sinagogas, e grande parte do culto corporativo cristão primitivo era baseado no culto na sinagoga. Aparentemente, Deus estava preparando a igreja da nova aliança, permitindo que Sua igreja da antiga aliança desenvolvesse estruturas de liderança e adoração que os apóstolos usariam para a igreja da nova aliança.

A IGREJA É ETERNA

Este breve olhar para a igreja ao longo da história não é exaustivo. Pode-se dizer muito mais sobre seu desenvolvimento, mas quero observar brevemente uma aplicação significativa ao nosso entendimento da igreja como resultado desta pesquisa. Como a igreja também estava presente sob a antiga aliança, e como a igreja da antiga aliança incluía tanto crentes quanto não crentes (todos os homens israelitas foram circuncidados, mesmo aqueles que rejeitaram o Senhor por idolatria), então não podemos dizer que a diferença entre os antigos e igrejas da nova aliança é que a igreja da nova aliança inclui apenas crentes, pelo menos ainda não. Um dia isso será verdade, mas até Jesus voltar, as pessoas que não têm verdadeira fé em Cristo se unirão à igreja visível pela profissão externa de fé. Nós nos esforçamos e oramos para impedir que isso aconteça, mas isso ocorrerá.

Por sua vez, isso tem ramificações para nossa visão dos sacramentos. Sob a antiga aliança, alguém ingressava na igreja por circuncisão antes que pudesse professar fé se fosse filho de membros da igreja. Se esse era o caso, e a igreja existia sob esse pacto, devemos seguir o mesmo princípio batizando os filhos daqueles que professaram fé em Cristo durante essa era do novo pacto.

No entanto, isso não significa que não haja avanço real sob a nova aliança, enquanto esperamos que Jesus volte. Claramente, a igreja da nova aliança tem um melhor entendimento de sua missão. O mundo também está entrando na igreja de uma maneira que nunca aconteceu sob a antiga aliança. Mesmo agora, a igreja está crescendo em todo o mundo até que a plenitude dos eleitos chegue. Então a igreja incluirá pessoas de todas as tribos e línguas que adorarão o Senhor Deus para sempre ( Ap 7: 9–12 ) .

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