Falece R.C.Sproul (1939-2017)

Faleceu essa tarde dia 14, na Flórida, nos EUA, segundo informações do ministério Ligonier Ministries​, o reverendo Robert Charles Sproul , mais conhecido como R.C.Sproul.

Orem pela família Sproul. O Projeto Castelo Forte lamenta e se gloria no Senhor pela vida e obra desse heroi da Fé e Pai da Igreja no século XX

Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Co 15:55)
“Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos” (Sl 116:15)
tendo Davi no seu tempo servido conforme a vontade de Deus, dormiu, foi posto junto de seus pais e viu a corrupção (Atos )

Dr. Sproul serviu como co-pastor na capela de Saint Andrew, uma congregação em Sanford, Florida. Foi ordenado como um ancião na Igreja Presbiteriana Unida nos EUA em 1965, mas deixou essa denominação por volta de 1975 e se juntou à Igreja Presbiteriana na América. Ele também é membro do Conselho da Alliance of Confessing Evangelicals.
Sproul tem sido um fervoroso defensor do calvinismo em suas muitas publicações impressas, de áudio e vídeo. Um tema dominante em muitas das lições de Renewing Your Mind de Sproul é a santidade e a soberania de Deus.
Sproul, um crítico da Igreja Católica Romana e da teologia católica, denunciou o documento ecumênico de 1994 Evangelicals and Catholics Together.

“Você pode sofrer por mim na semana anterior à minha morte, se eu estiver com medo e machucado, mas quando eu suspirar com aquela última respiração fugaz e minha alma imortal fugir para o Céu, eu estarei pulando sobre hidrantes nas ruas douradas e minha maior preocupação, se eu tiver alguma, será minha esposa aqui na Terra sofrendo. Quando eu morrer, eu serei identificado com a exaltação de Cristo. Mas agora sou identificado com Sua aflição.”
– R.C. Sproul

Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
2 Timóteo:4:7

Esboços da História da Igreja – Capítulo 9 – As últimas perseguições antes de Constantino. (261-313 dC)

Esboços da Historia da Igreja

J.C.Robertson

 

Valeriano, que havia tratado os cristãos tão cruelmente, chegou a um final miserável. Ele conduziu seu exército para a Pérsia, onde foi derrotado e feito prisioneiro. Foi mantido por algum tempo em cativeiro; e conta-se que ele costumava ser conduzido carregado de correntes, mas com as vestes roxas de um imperador jogadas sobre ele, para que os persas pudessem zombar de seus infortúnios. E quando morreu pelos efeitos da vergonha e do sofrimento, diz-se que a pele dele estava cheia de palha e era mantida num templo, como lembrança do triunfo que os persas tiveram sobre os romanos, cujo orgulho nunca tinha sido tão humilhado antes.

Quando Valeriano foi tomado como prisioneiro, seu filho Galiano tornou-se imperador (261 dC). Galiano editou uma lei pela qual os cristãos, pela primeira vez, conseguiram a liberdade de servir a Deus sem o risco de serem perseguidos. Podemos pensar que ele foi um bom imperador por fazer tal lei; mas ele realmente não merece muito crédito por isso, já que parece ter feito isso simplesmente porque não se importava muito com sua própria religião ou com qualquer outra. Continue lendo

Juan Rojas

            De acordo com os diferentes lugares e culturas onde se plantaram as primeiras igrejas, cada uma delas no Novo Testamento teve suas peculiaridades. A igreja de Corinto, por exemplo, não era igual a igreja de Éfeso, nem a de Roma. De certo que cada uma variava em detalhes de importância secundária, como o tempo de duração da reunião, o tamanho do local onde se reuniam, a quantidade de colaboradores (diáconos) etc. As Epístolas também nos deixam claro que cada congregação necessitava de uma ênfase de ensino em diferentes épocas de sua vida. Mas o que não deixa margem para dúvidas é que o Novo Testamento dita o modelo de uma igreja verdadeira.

A IGREJA NA HISTÓRIA

 

            A igreja nunca foi um mero lugar de reunião, mas sim pessoas que se reuniam para estudar, compartilhas e adorar a Deus. Estas congregações primeiramente se reuniam em casas (ver, por exemplo, At 5:42 e 20:20). Os cristãos sofreram tremenda perseguição por parte dos judeus e dos romanos. O cristianismo era estritamente proibido e considerado como perigoso dentro do império romano. Os cristãos eram considerados ateus por não crerem no panteão dos deuses gregos. Ameaçavam o Imperador ao negar-lhe prestação de culto e devoção. Por essas e outras razões, a igreja se reuniu escondida por séculos, assim como nas casas. Continue lendo

Como Meditar na Paixão de Cristo – Sermão – Lutero

Como Meditar na Paixão de Cristo

Por Martinho Lutero,

Monge agostiniano e reformador

Em 1519

 

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  1. Formas equivocada de meditar na paixão de Cristo

Algumas pessoas meditam na paixão de Cristo e se iram com os judeus. Cantam e falam muito sobre Judas. Só fazem o de sempre. Gostam de se queixar dos demais. Passam todo seu tempo condenando seus inimigos. Suponho que esse é um tipo de meditação, mas não é uma meditação sobre o sofrimento de Cristo, antes, somente uma meditação sobre a maldade dos judeus e de Judas.

Outras pessoas gostam de falar do beneficio de meditar na paixão de Cristo mas não entendem do que isso se trata. Algo que Alberto[1] disse pode ser muito enganoso: Pensar na Paixão é melhor do que jejuar o ano todo e rezar os salmos todos os dias. Alguns cegamente o seguem, e tomam seu comentário no sentido literal, e logo atuam contrariamente à Paixão de Cristo. Só buscam seus próprios interesses, tratando de evitar fazer outras coisas. De forma supersticiosa, se adornam com imagens e livretos, cartas e crucifixos. Outros até imaginam que fazendo essas coisas estão protegendo-se contra afogamentos, queimaduras, contra a espada e toda classe de perigos. Tratam de usar os sofrimentos de Cristo para evitar que algum sofrimento venha sobre suas vidas, o qual, óbvio, é totalmente contrário a como a vida é na realidade.

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Menos é mais: Martinho Lutero sobre a vida cristã – Artigo – Carl Trueman

Uma das coisas impressionantes da visão de Martinho Lutero sobre a vida cristã é a sua absoluta simplicidade. Ao se opor a piedade medieval, com suas múltiplas ordens sagradas, suas penitências e peregrinações, Lutero apresentou um Cristianismo para todos. E contra o pano de fundo da sua própria psicologia complicada e escrupulosa, ele descobriu a paz que vem direto da suficiente ação salvadora de Deus no Cristo crucificado. Se Agostinho libertou a igreja da piedade auto-martirizante de Pelágio, Lutero a libertou de séculos de complicações ofuscantes.

Veja sua compreensão das fontes da salvação, por exemplo: Cristo ofertado na Palavra pregada, Cristo ofertado no batismo e na Ceia do Senhor. Ouvir, lavar e comer: três das atividades humanas mais básicas e cotidianas que não exigem nenhum talento especial. Atividades que transcendem todas as categorias humanas das quais nos importamos em criar para tornar as coisas mais complicadas, seja com base na idade, classe, etnia, etc.

Uma vida cristã fundamentada nas simples ferramentas estabelecidas nas Escrituras pode muito bem rebater a estética de um mundo em detrimento do espetacular e inovador, mas, no entanto, surge de um dos aspectos mais poderosamente graciosos do ensino bíblico na salvação: Deus não faz acepção de pessoas. Lutero viu isso claramente: Deus considera a humanidade como os que estão “fora de Cristo” e sujeitos às penalidades da Lei, ou os que estão “em Cristo” e, portanto, se beneficiam de Sua pessoa e trabalho. A questão-chave para os cristãos – e, portanto, para os que estão no ministério pastoral – era simplesmente de como alguém pode se unir a Cristo.

Para Lutero, a resposta era simples: pela fé agarrando-se na promessa de Cristo oferecida em sua Palavra e sacramentos. Assim, o chamado do ministério foi moldado de forma mais profunda pelo fato de que que eram essas as ferramentas que precisam ser usadas. E a vida individual de cada cristão é moldada do mesmo jeito significativo ao darmos a devida atenção para essas duas coisas. Ao passar pelo prumo da simplicidade e objetividade neste ponto, todo o resto é revelado como uma simples confusão – uma bagunça que escurece ou distrai da coisa real.

Ler Lutero pode ser muito libertador. Muitas pessoas que lutam sob o peso de seu próprio pecado e de suas próprias tentativas de alcançar a Deus, foram libertas pelo seu discernimento de que o evangelho é a boa notícia do que Deus fez por nós, e não do que nos exige que façamos para Ele.

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Tradução: Paulo Cunha

 

RECOMENDAÇÃO DE LEITURA DA NOSSA PARCEIRA LIVRARIA EL SHADDAI