Nunca! Nunca! Nunca! Nunca! Nunca! – Spurgeon sermão N° 477

N° 477

Sermão pregado na manhã de Domingo, 26 de outubro de 1862

Por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

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Porque Ele disse: Não te desampararei, nem te deixarei.” Hebreus 13:5.

“Ele mesmo disse: Nunca te deixarei nem te desampararei.”

Hebreus 13:5. A Bíblia das Américas

 Em “assim disse Jeová” reside um grande poder. O homem que pode empunhar, mediante a fé, esta espada: “Porque Ele disse”, tem em sua mão uma arma que vence tudo. Existe alguma dúvida que não possa ser eliminada por esta espada de dois gumes? Qual medo não cairá aniquilado com uma ferida mortal proporcionada por esta flecha saída do arco do pacto de Deus? Se podemos nos apoiar no baluarte “porque Ele disse”, acaso as tribulações da vida e as agonias da morte não parecerão apenas leves aflições? E não acontecerá exatamente o mesmo com as corrupções internas e com as tentações externas, com as tribulações que provêm do alto e com as tentações que surgem de baixo? Seja para encontrar deleite em nossa quietude ou para receber fortaleza em nosso conflito, “porque Ele disse” há de ser nosso refúgio cotidiano. Continue lendo

Uma Palavra às Igrejas (J.C.Ryle)

capa-Uma palavra às Igrejas - RyleUm sermão pregado em 1856 por

J.C.Ryle

Quando reitor da Paróquia de Helmingham, Suffolk, Inglaterra

E publicado como capítulo no livro “Home Trusts”

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Apocalipse 3.22: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”

LEITOR,

Parto do pressuposto de que você pertence a alguma igreja de Cristo. Não pergunto agora se você é episcopal, presbiteriano ou congregacional. Suponho apenas que você não gostaria de ser chamado de ateu ou infiel. Você frequenta o culto público de algum corpo de cristãos professos. Continue lendo

Lições da História da Igreja Inglesa (J.C.Ryle)

Lições da História da Igreja Inglesa-castelo-forte-capaTexto escrito por

J.C.Ryle

1° Bispo da Diocese da Igreja da Inglaterra em Liverpool

Como o 15° Capítulo do livro “Princípios para os clérigos

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Temo que o título deste artigo não seja muito atraente ou convidativo. História é notoriamente considerada uma matéria árida, maçante e desinteressante. É embaraçoso o fato relatado no livro de Ester, que na noite em que o Rei Assuero não conseguia dormir, ordenou a seus servos que lhe lessem “o livro dos feitos memoráveis”[1] (Ester 6.1, ARA).

Mas certamente não deveria ser assim. O estudo da História, e especialmente da História da Igreja, deveria sempre interessar à mente do cristão. Que é a História, se não o ensino da Filosofia através do exemplo? Como observam os sábios, a História costuma se repetir. O que mais pode nos mostrar o que esperar da natureza humana em nossos tempos, senão as obras da natureza humana no passado? Permitam-me mostrar aos meus leitores que há lições interessantes a serem aprendidas da História da Igreja da Inglaterra. Continue lendo

Três Retratos: Qual deles é o Meu? (J.C. Ryle)

tres retratos capaUm tratado avulso publicado por volta de 1881[1]

pela Drummond Tract Deport, de

JOHN CHARLES RYLE

1° Bispo da Diocese da Igreja da Inglaterra em Liverpool

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“E, dizendo ele isto em sua defesa, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar. Mas ele disse: Não deliro, ó potentíssimo Festo; antes digo palavras de verdade e de um são juízo. Porque o rei, diante de quem também falo com ousadia, sabe estas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto.  Crês tu nos profetas, é rei Agripa? Bem sei que crês. E disse Agripa a Paulo: Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão! E disse Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias.” Atos 26: 24-29

LEITOR,

Há uma coleção de retratos em Londres intitulada de Galeria Nacional de Retratos. Ela contém as imagens de quase todos os grandes homens que marcaram a história inglesa. Vale, realmente, a pena ver. Mas eu duvido que ela contenha três retratos tão merecedores de um estudo mais cuidadoso do que os três que serão por mim apresentados neste artigo.

Uma característica notável da Bíblia é a rica variedade de seus conteúdos. Este grandioso Livro antigo, que por dezoito séculos tem deixado perplexos os ataques da ética hostil, não é apenas um depósito de doutrina, preceito, história, poesia e profecia. O Espírito Santo também nos legou uma série de retratos fidedignos da natureza humana, em todos os seus vários aspectos, que merecem nosso exame meticuloso. Quem não sabe que frequentemente aprendemos mais de padrões e exemplos do que de afirmações abstratas? Continue lendo

Menosprezar a Cristo – Spurgeon sermão N° 98

10508445_560883827354416_140405152_nNº 98

Sermão pregado na noite do Domingo, 17 de Agosto de 1856

Por Charles Haddon Spurgeon

No Exeter Hall, Strand, Londres.

“Eles, porém, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio;” Mateus 22:5

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O homem não mudou muito desde os dias de Adão. Em sua estrutura corporal parece ser exatamente o mesmo, pois os esqueletos que possuem muitas centenas de anos correspondem exatamente aos nossos. E verdadeiramente, os feitos do homem realizados há séculos e que ficaram registrados na história, poderiam ser escritos de novo, pois, “nada há de novo debaixo do sol”. Ainda descobre-se a mesma classe de homens (apesar de, talvez, vestidos de maneira diferente) que existiu em idades muito remotas. Ainda existem homens que respondem ao caráter que o Salvador atribuiu a outros em Seu dia: Vão, “um para o seu campo, e outro para o seu negócio”, desprezando as coisas gloriosas do Evangelho. Continue lendo

Simplicidade na Pregação – J.C.Ryle

Sermão pregado em torno de 1887 por

J.C.Ryle

1° Bispo da diocese da Igreja da Inglaterra em Liverpool

Na Catedral de São Paulo, Londres[1]

Terceiro capítulo do livro “O Cenáculo

O rei Salomão diz no livro de Eclesiastes: “Não há limite para a produção de livros” (Eclesiastes 12.12). Há poucas coisas nas quais isso seja tão certo como na pregação. Os volumes que escrevi para ensinar os ministros a pregar são suficientes para formar uma pequena biblioteca. Ao publicar outro pequeno tratado, somente me proponho a tocar num aspecto dessa questão. Não pretendo considerar a substância e a matéria de um sermão. Deliberadamente deixarei de lado pontos como a solenidade, unção, vivacidade, fervor e outros semelhantes, ou as respectivas virtudes de sermões escritos ou improvisados. Desejo limitar-me a um ponto somente, que recebe bem menos atenção do que merece. Esse ponto é a simplicidade na linguagem e no estilo. Continue lendo

A Tinturaria Celestial – Como ter a consciência mais alva do que a neve (Paco Orozco)

10151564_10202320176264191_570365466_nSermão pregado no domingo, 10 de fevereiro de 2013

pelo pastor Paco Orozco

Na Igreja Bíblica Monte Horebe, em Hermosillo, Estado de Sonora, México.

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Lava-me mais e mais de meu pecado, limpa-me da minha iniquidade.” Salmo 51:2 (tradução da Reina-Valera[1])

Como Igreja estamos memorizando essa passagem que acabamos de ler, os primeiros doze versículos do Salmo 51, um versículo por mês, e neste mês nos cabe memorizar o segundo versículo, onde Davi roga “Lava-me mais e mais de meu pecado, limpa-me da minha iniquidade.” Salmo 51:2 Continue lendo

Qual é sua Motivação Missionária? (Bispo Josep Rossello)

1947741_499503446825788_1580333952_nSermão pregado no Domingo, 16 de Junho de 2013

por Josep Rossello

Bispo Diocesano da Igreja Anglicana Reformada do Brasil,

Na Igreja Anglicana do Vale do Paraíba

Em São José dos Campos, São Paulo, Brasil

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Qual de vós, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no campo e não vai atrás da que se perdeu, até encontrá-la? E quando a encontra, coloca-a sobre os ombros, cheio de alegria; e, chegando em casa, reúne os amigos e vizinhos e lhes diz: Alegrai-vos comigo, pois encontrei a minha ovelha perdida. Digo-vos que no céu haverá mais alegria por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento. Lucas 15:4-7 Continue lendo

Os Negócios Seculares Não Justificam a Negligência com a Religião – George Whitefield

Capa WhitefieldSermão pregado pelo

Rev. George Whitefield

 

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Deixe que os mortos sepultem os seus mortos” – Mateus 8:22.

Paulo, pregando em Atenas, diz-lhes que conforme ele passava ali e via sua devoção, ele percebeu que eles eram, em todas as coisas, muito supersticiosos. Mas se este apóstolo ressuscitasse hoje e pudesse vir a anunciar as boas novas da salvação em alguma de nossas populosas cidades, ele não veria razão pela qual acusar os habitantes disso; mas, antes, conforme ele passasse e observasse o curso de suas vidas, ele os acusaria dizendo:

Percebo que em todas as coisas vós sois muito secularizados; sois muito ávidos em se inclinarem na busca dos seus negócios legítimos; muito ávidos de modo a negligenciarem totalmente, ou ao menos muito despreocupados em dar atenção, à única coisa necessária.

Não pode, então, haver maior caridade para com o mundo cristão, do que soar um alarme aos seus ouvidos e adverti-los do indizível perigo de agarrar-se continuamente às coisas dessa vida, sem estar igualmente, ou melhor, sem estar mil vezes mais preocupados pelo bem-estar em um estado futuro.

E há ainda mais ocasião para tal alarme, pois o mundanismo está ocupando os corações dos homens tão fácil e habilmente. Pois a partir de uma ilusória pretensão de servir a Deus ao trabalhar pela comida que perece, eles são insensivelmente acalentados em uma sonolência espiritual tal, que se tornam escassos em perceber sua negligência em garantir aquela comida que dura para a vida eterna.

As palavras do texto, se não à primeira vista, ainda assim quando examinadas e explicadas, serão aplicáveis a esse caso, visto que contém uma admirável advertência em não buscar os negócios desse mundo à custa da felicidade do mundo vindouro.

Essas são as palavras do próprio Jesus Cristo; a ocasião em que foram proferidas foi essa: enquanto Ele conversava com os que estavam reunidos ao Seu redor, Ele fez a um deles uma convocação imediata para que O seguisse: mas este, ou temeroso em ir após um mestre tão perseguido, ou preferindo amar ao presente mundo, diz: “Permite-me primeiro ir para casa e enterrar o meu pai”, ou, como muitos o explicam, “Deixa-me primeiro ir e resolver alguns negócios importantes que tenho aqui na terra”. Mas Jesus lhe disse: “Deixe os mortos sepultarem os seus mortos”; deixe os negócios mundanos para os homens mundanos, deixe seus negócios seculares de lado, ao invés de deixar de me seguir.

Se essa pessoa fez como lhe foi ordenado, eu não sei; mas isto eu sei, que o que Cristo disse aqui a essa pessoa, Ele tem frequentemente sussurrado com a suave e tranquila voz do seu Espírito Santo, e diz a muitos aqui presentes, que acordam cedo e repousam tarde, e comem o pão do cuidado: “Venham livrar-se de suas afeições pelas coisas dessa vida; tomem a vossa cruz e sigam-Me”. Mas eles, querendo justificar-se, respondem: “Senhor, deixa-nos primeiro enterrar os nossos pais, ou resolver nossos negócios seculares”. Eu digo a todos estes: “Deixe os mortos sepultarem os seus mortos”, deixem seus negócios mundanos de lado, ao invés de deixar de segui-Lo.

A partir das palavras explicadas desta maneira, naturalmente surge esta afirmação, de que nenhum negócio, por mais importante que seja, pode justificar a negligência para com a verdadeira religião.

Essa é a verdade que eu irei primeiramente mostrar, e então fazer uma aplicação disso.

I. Primeiramente então, eu pretendo provar que nenhum negócio temporal, por mais importante que seja, pode justificar a negligência para com a verdadeira religião.

Pela palavra “religião”, eu não me refiro a nenhum conjunto de virtudes morais, nenhum aperfeiçoamento parcial de nós mesmos, ou cumprimento formal de qualquer um de nossos deveres exteriores; mas uma aplicação da inteira e pessoal justiça de Cristo, feita pela fé em nossos corações; uma mudança completa e real de nossa natureza, moldada em nós pela invisível, mas poderosa, operação do Espírito Santo, preservada e nutrida em nossas almas pelo constante uso de todos os meios da graça, evidenciada por uma boa conduta, e produzindo os frutos do Espírito.

Essa é a verdadeira e imaculada religião, e para o aperfeiçoamento dessa boa obra em nossos corações, o eterno Filho de Deus veio ao mundo e derramou seu precioso sangue; para esse fim nós fomos criados e enviados ao mundo, e somente por causa disso é que nós podemos nos tornar filhos de Deus. Se porventura de fato julgássemos pela prática comum do mundo, pensaríamos que fomos enviados a ele sem nenhum propósito, a não ser o de cuidar e labutar pelas incertas riquezas dessa vida; mas se consultarmos as palavras da vida, elas nos informarão de que nascemos para fins mais nobres, até mesmo para sermos nascidos de novo do alto, para sermos restaurados à divina semelhança por Jesus Cristo, nosso segundo Adão, e assim sermos feitos dignos de herdar o reino dos céus. Consequentemente, existe uma obrigação posta sobre todos nós, mesmos àqueles mais ocupados, de assegurar-se desse fim; sendo uma verdade inegável, que todas as criaturas devem responder ao fim pelo qual foram criadas.

Alguns, de fato, confinam a religião ao clero, e pensam que ela pertence apenas àqueles que servem; mas que erro fatal é esse, visto que todas as pessoas são indiferentemente chamadas por Deus para o mesmo estado de santidade interior. Assim como todos nós somos corrompidos em nossa natureza, assim todos também devemos ser renovados e santificados. E embora deva ser reconhecido que o clero está sob obrigações duplicadas de ser exemplo aos crentes, na fé, no zelo, na caridade e em tudo o mais que for louvável e de boa fama, uma vez que estão mais imediatamente dedicados ao serviço de Deus; ainda, assim como todos fomos batizados com um só batismo na morte de Cristo, estamos todos sob a necessidade de executar nossa aliança batismal, e aperfeiçoar a santidade no temor a Deus; pois as Sagradas Escrituras nos indicam senão um caminho de admissão no reino de Cristo, através da porta estreita de uma sólida conversão. E aquele que não entra no curral das ovelhas, seja clérigo ou leigo, por essa porta, descobrirá, para sua eterna ruína, que não pode pular a cerca.

Além disso, que grande ignorância da natureza da verdadeira religião, assim como de nossa própria felicidade, essa distinção revela? Pois o que nosso Salvador, querendo que sejamos religiosos, requer de nós? Não quer senão subjugar nossas paixões corruptas, erradicar nossos maus hábitos, para então enraizar as graças celestiais do santíssimo Espírito de Deus em seu lugar; e, em uma palavra, nos encher de toda a plenitude Deus.

E os homens serão tão inimigos de si mesmos a ponto de afirmar que isso pertence apenas aos que ministram as coisas santas? Isso não diz respeito igualmente ao mais ocupado homem vivo? É o objetivo da religião fazer o homem feliz, e não é um privilégio de cada um ser tão feliz quanto pode? As pessoas em seus negócios acham as corrupções de sua natureza, e a desordem de suas paixões tão agradáveis, que não se importam se nunca as controlam ou eliminam? Ou elas irão consentir que apenas os ministros sejam participantes da herança dos santos na luz? Se não, desde que desejam o mesmo fim, não farão uso dos mesmos meios? Pensam eles que Deus irá criar uma nova coisa sobre a terra, e, contrariamente à pureza da Sua natureza, e da imutabilidade de Seu conselho, irá admiti-los nos céus em seu estado natural, por estarem sobrecarregados com muitas coisas mundanas?

Examinem cuidadosamente a Escritura, e vejam se elas dão algum espaço para tal esperança infundada.

Mas, além disso, alguém poderia supor que existe algo do mais alto interesse e da maior importância em nossos assuntos temporais, de modo que estes desviaram muitos de purificar seus corações pela fé que está em Cristo Jesus.

Um avarento cobiçoso, que negligência a religião por estar continuamente concentrado em procurar grandes coisas para si mesmo e para os de sua casa, gloria-se de que age da maneira mais sábia; e ao mesmo tempo censurará e condenará um jovem pródigo, que não tem tempo para ser devoto, por estar tão envolvido em desperdiçar sua fortuna em uma vida desordenada e em procurar prostitutas. Porém em pouco tempo os homens serão convencidos que os que perderam a sua alma buscando pelas riquezas são tão indesculpáveis quanto os que a perderam buscando os prazeres sensuais. Pois embora o negócio possa assumir um ar de importância, quando comparados a outros divertimentos triviais, ainda assim quando colocado na balança com a perda de nossas preciosas e imortais almas, é igualmente frívolo, de acordo com o que disse nosso Salvador: “O que aproveitará o homem, se ganhar ao mundo inteiro e perder a sua própria alma“; ou, “o que dará o homem em troca de sua alma?”. E então, necessitamos de mais alguma prova? Ouvimos a decisão da boca do próprio Cristo. Mas por ser tão difícil convencer alguns dessa importante verdade, aqueles cujos corações estão cegos pelo engano das riquezas, é que precisamos gritar-lhes na língua do profeta: “Ó terra, terra, ouve a palavra do Senhor”,

Eu colocarei diante de vós uma passagem a mais da Escritura, a qual eu desejo que seja escrita nas tábuas dos nossos corações. No capítulo catorze do evangelho de Lucas, a partir do verso dezoito, nosso bendito Senhor propõe esta parábola:

Um certo homem fez uma grande ceia, e convidou a muitos. E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados […] E todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo, e importa ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado. […] E, voltando aquele servo, anunciou estas coisas ao seu senhor.

E o que se segue? O mestre aceitou às suas desculpas? Não, o texto nos conta que o bom homem se irou, e disse “que nenhum dos que foram convidados deveriam provar de sua ceia”. E o que essa parábola ensina, senão que as mais legítimas vocações não justificam nossa negligência; mais do que isso, que elas deixam de ser legítimas quando de alguma forma interferem nos grandes interesses da religião?

A ceia de casamento da qual aqui se fala, significa o evangelho; o mestre da casa é Cristo; os servos enviados, são os seus ministros, cujo dever é, de tempos em tempos, chamar o povo para sua festa de casamento, ou, em outras palavras, para serem religiosos. Então descobrimos que aqueles que foram convidados estavam muito bem e honestamente empregados. Não há ofensa em comprar ou ver um pedaço de terra, ou em ir e provar uma junta de bois; mas aqui está a sua culpa, em que eles fizeram tais coisas quando foram convidados a vir à festa de casamento.

Sem dúvida, pessoas podem muito honestamente estarem ocupadas em seguir às suas respectivas vocações; mas ainda assim, se elas estão engajadas tão profundamente nelas, de modo a impedir o seu trabalho para com sua própria salvação, com temor e tremor elas devem esperar a mesma sentença que seus predecessores na parábola, de que nenhum deles provará da ceia de Cristo: pois nosso chamado particular, dessa ou daquela profissão, não deve jamais interferir no nosso chamado geral e precioso como cristãos. Não que o cristianismo nos chame inteiramente para fora do mundo, pois as Sagradas Escrituras não certificam tal doutrina.

É muito notável que no livro da vida encontramos alguns de quase todas as ocupações, os quais, contudo, serviram a Deus em suas respectivas gerações, e lançaram tantas luzes no mundo. Assim ouvimos falar de um bom centurião nos evangelhos, e um devoto Cornélio no livro de Atos; um piedoso advogado; e alguns que andaram com Deus, mesmo da casa de Nero, nas epístolas; e nosso divino mestre, em sua resposta a Marta, não lhe condena por seus cuidados, mas por estar obstruída ou perplexa acerca de muitas coisas.

Não, vós podeis, aliás, vós deveis trabalhar vossa obediência a Deus, mesmo para com a comida que perece.

II. Agora eu aplicarei, em segundo lugar, o que foi dito.

 

Eu vos suplico, pelas misericórdias de Deus em Cristo Jesus, que não permitam que vossa inquietação pela comida que perece seja à custa daquela que dura para a vida eterna; pois, repito as palavras do nosso bendito Salvador: “O que aproveitará um homem, se ele ganhar ao mundo inteiro e perder a sua própria alma“; ou, o que dará um homem em troca de sua alma?”

Se fôssemos viver para sempre no mundo, então a sabedoria mundana seria nossa mais alta sabedoria; mas visto que não temos aqui nenhuma cidade contínua, e fomos enviados a este mundo para ter nossas naturezas transformadas e para nos ajustar Àquele que há de vir; o que significa então, negligenciar essa importante obra por um pequeno ganho mundano, senão, como o profano Esaú, vender a nossa primogenitura por um prato de lentilhas?

Ah! Como os cristãos são diferentes do cristianismo! Eles são mandados a “procurar primeiro ao reino de Deus e à sua justiça” e todas as outras reais necessidades lhes serão acrescentadas; mas eles são temerosos – ó, homens de pequena fé – de que se o fizerem, todas as outras necessidades lhes sejam tomadas; eles são estritamente proibidos de se preocuparem com o dia de amanhã, e ainda assim eles não repousam noite ou dia, mas continuamente amontoam riquezas para muitos anos, embora não saibam quem as apanhará. Isso é agir como pessoas que são estrangeiros e peregrinos na face da terra? É isso guardar o seu voto batismal? Não é, antes, apostatar diretamente do voto, e desistir do serviço a Jesus Cristo para se alistar sob a bandeira de Mamom?

Mas qual será a esperança de tais mundanos quando Deus lhes tirar as suas almas? O que aconteceria se o Todo-Poderoso lhes dissesse, como disse ao rico tolo no evangelho, “esta noite tua alma te será requerida”? Então, que proveito eles teriam de todas essas coisas que eles estão tão ocupados para conseguir?

Se a vida eterna, aquele dom gratuito de Deus em Cristo Jesus, pudesse ser comprada com dinheiro; ou se os homens carregassem seus rebanhos além do túmulo para comprar óleo para suas lâmpadas, isto é, graça para os seus corações, quando fossem chamados para encontrar com o noivo, haveria então alguma razão pela qual Deus pudesse ser tolerante para com eles. Mas uma vez que seu dinheiro perece com eles, uma vez que isso é certo que nada trouxeram ao mundo, e nada podem carregar dele; ou, supondo que pudessem, uma vez que não há óleo a ser comprado, nenhuma graça a ser comprada já que a lâmpada de suas vidas naturais se foi; não seria muito mais prudente gastar o pouco tempo que lhes é dado aqui, comprando óleo que pode se ter, e não temendo ter um pouco menos daquilo que logo será de outro homem, e perder eternamente as verdadeiras riquezas?

O que pensais? Deve-se supor que aquele mundano cobiçoso mencionado anteriormente, quando entrou no mundo dos espíritos, lamentou não poder estar aqui nessa terra até que derrubasse os seus celeiros e construísse maiores?

Ou não pensais que todas as coisas aqui em baixo lhe pareceram igualmente pequenas, e que ele se arrependeu apenas de que não tivesse empregado mais tempo em derrubar cada alto pensamento que se exaltou contra o Todo-Poderoso, e ter edificado sua alma no conhecimento e temor do Senhor?

E assim será com todos os homens infelizes, que como ele estão se inquietando em uma busca vã de riquezas seculares, e ao mesmo tempo não são ricos para com Deus.

Eles podem, por um tempo, parecer excelentemente bem ocupados em estarem cuidadosos acerca das preocupações importantes dessa vida; mas uma vez que seus olhos foram abertos pela morte, e suas almas lançadas na eternidade, eles verão então a pequenez de todos os cuidados mundanos, e se espantarão de terem sido tão tolos para com as coisas da outra vida, enquanto eram, talvez, aplaudidos por sua grande sabedoria e profunda sagacidade nos assuntos desse mundo.

Ah, como se lamentarão por agirem como o mordomo injusto, tão sábios em suas preocupações temporais, em chamar seus devedores tão cuidadosamente, e perguntar quanto cada um devia, e ainda assim nunca se lembrar de acertar as contas consigo mesmo, ou inquirir quanto eles deviam ao seu grande Senhor e mestre?

E então o que mais direi? O deus deste mundo, e os desordenados desejos por outras coisas, devem ter sufocado totalmente a consciência daquele homem que não vê a força desses claros raciocínios.

Permitam-me apenas adicionar uma palavra ou duas para o rico e para as pessoas que estão livres dos negócios dessa vida.

Aqui eu devo parar um momento, pois estou ciente de que mesmo sendo isso uma coisa desagradável, e como alguns podem imaginar, algo pretensioso, pelo fato de um mero aprendiz em religião estar incumbido de instruir homens de altos posições, e que possivelmente desdenhariam e me jogariam aos cães de seus rebanhos.

Entretanto, visto que Paulo, que conhecia o que melhor convinha para um jovem pregador, comandou Timóteo, jovem como era, a exortar e cobrar os ricos com toda autoridade; eu espero que nenhum dos que aqui o são sejam ofendidos, se com humildade eu suplico a lhes lembrar, ainda que um dia já o tenham sabido, que se as pessoas nos serviços mais ocupados estão indispensavelmente obrigadas a “trabalharem sua salvação com temor e tremor”, muito mais devem fazer, os que estão livres da fadiga e do fardo de um estilo de vida mais simples, e consequentemente, tem maiores oportunidades de tempo livre para se prepararem para o estado futuro.

Mas esse é realmente o caso? Ou não encontramos, em uma experiência inevitável, que muitíssimos daqueles a quem Deus exaltou acima de seus irmãos, que estão “vestidos em púrpura e linho fino, e passam suntuosamente todo dia”, por um triste abuso da grande doação que Deus lhes fez, pensam que suas posições lhes colocam acima da religião, e então permitem que os pobres, que vivem do suor de seus rostos, compareçam mais constantemente aos meios da graça do que eles mesmos?

Mas ai de tais ricos! Pois eles receberam a sua consolação.

Bom seria se eles nunca tivessem nascido; pois se os negociantes negligentes e irreligiosos não podem ser salvos, onde aparecerão os luxuriosos e ímpios cavalheiros?

Permitam-me, portanto, a fim de concluir, exortar todas as pessoas: grandes e pequenas, ricos e pobres, um com o outro, a fazer a renovação da sua natureza caída, a única ocupação de suas vidas; e não permitir que nenhum benefício mundano, nenhum prazer mundano, impeça-lhes desses pensamentos. Que esse grito, “vede que o noivo chega”, esteja sempre soando em nossos ouvidos; e vivamos como criaturas que estão a todo momento passíveis de ser apressadas até o julgamento pela morte. Lembremo-nos que essa vida é um estado de infinita importância, um ponto entre duas eternidades, e que depois de terminados esses poucos dias, não haverá mais sacrifício pelo pecado. Perguntemo-nos frequentemente: como desejaremos ter vivido quando deixarmos o mundo?

E então estaremos sempre em tal estado, de modo a nunca temermos morrer. Se vivermos, viveremos para o Senhor; ou se morrermos, morreremos para o Senhor; de modo que vivendo ou morrendo, possamos ser do Senhor.

A fim de que, pedimos a Deus, o protetor de todos os que nele colocam a fé, sem o qual nada é forte e nada é santo, aumente e multiplique sobre nós a Sua misericórdia, que sendo Ele nosso governante e guia, possamos então passar pelas coisas temporais, para que no fim, não percamos as coisas eternas; por Cristo Jesus, nosso Senhor.

 

 

FONTE

Traduzido de

http://web.archive.org/web/20070824063155/http://www.anglicanlibrary.org/whitefield/sermons/20.htm

Tradução: Gyordano Montenegro Brasilino

Revisão: Thiago McHert – FirelandMissions.com

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Eleição – João Calvino

Sermão pregado

pelo Reformador

João Calvino

Pastor em Genebra

 

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A Necessidade do Novo Nascimento – Martinho Lutero

Sermão pregado pelo Reformador

Martinho Lutero

Para o Domingo da Santíssima Trindade de 11 de junho de 1536

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Havia um homem dos fariseus que se chamava Nicodemos, um principal entre os judeus. Este veio a Jesus de noite e lhe disse: “Rabi, sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes se Deus não estiver com ele. Respondeu-lhe Jesus: “Em verdade, em verdade te digo se o homem não nascer de novo, não poderá ver o reino de Deus”. Nicodemos lhe disse: “Como pode um homem nascer de novo sendo velho? Pode por acaso entrar uma segunda vez no ventre de sua mãe e nascer?”Respondeu-lhe Jesus: “Em verdade, em verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não poderá entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do Espírito é Espírito. Não te maravilhes do que eu te disse: é necessário nascer de novo. O vento sopra onde quer e se ouve o seu som; mas ninguém sabe de onde vem e nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”. Perguntou-lhe Nicodemos: “ Como pode acontecer isso?” Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre de Israel  e não sabe disso? Em verdade, em verdade te digo que aquilo sabemos falamos, e aquilo que temos visto testificamos, mas vós não recebeis o nosso testemunho. Se eu vos tenho dito coisas terrenas e não acreditastes, como acreditareis se eu vos falar das celestiais? Ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, o Filho do Homem, que está no céu. E assim como Moisés levantou a serpente do deserto, é necessário que o filho do homem seja levantado para que todo aquele que Nele crer, não se perda, mas tenha vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que Nele crer não se perda, mas tenha vida eterna”.

 

João 3:1-16

COMO ALCANÇAR A SALVAÇÃO, a pergunta principal da humanidade

Hoje ainda não lhes foi explicado o Evangelho. Escreve o evangelista São João que certo fariseu de nome Nicodemos veio ao Senhor de noite e teve com ele uma conversa, e Cristo, de sua parte, lhe pregou um sermão para aquele homem piedoso que realmente ele não sabia que fazer com ele: quanto mais o ouvia, menos o entendia.

Sobre essa historia se prega todo ano. Mas como hoje o momento novamente é propício, falaremos mais uma vez sobre ela. Desde que o mundo existe, os sábios que existem nele se perguntam: “De que modo se pode alcançar a justiça e a bem-aventurança?” Essa questão se discute desde quando há homens na terra, e continuará sendo discutida até que o mundo chegue a seu fim. Ainda nos nossos dias atuais pode-se ver com quanto ardor debatemos esse assunto. Todos crêem estar em condições de emitir um juízo, porém, com seu juízo, revelam sua ignorância. Esta mesma questão, como nos informa o Evangelho para o dia de hoje, Cristo a tratou com um homem que, falando nos términos da lei judaica, era uma pessoa corretíssima e muito instruída.

Aquele homem quer discutir sobre aquilo que devemos fazer e como devemos viver para sermos salvos, e espera que Cristo lhe dê uma resposta. “Porque tu” ele diz, “és mestre vindo de Deus, pois os sinais que tu fazes vão além da capacidade de qualquer ser humano. Nós os fariseus ensinamos, no campo do espiritual, a lei de Moisés. Opinas tu que há algo melhor que possa nos recomendar?” Surge assim na discussão entre ambos a pergunta sobre as obras, ou seja, a vida perfeita – a pergunta que inquieta aos homens de todas as gerações.

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Desculpas Vãs – sermão Bispo Josep Rossello

 Desculpas Vãs - RosselloSermão pregado no Domingo, 09 de Junho de 2013

por Josep Rossello

Bispo Diocesano da Igreja Anglicana Reformada do Brasil,

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No 3º Domingo depois da Trindade.

 

E, voltando aquele servo, anunciou estas coisas ao seu senhor. Então o pai de família, indignado, disse ao seu servo: Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade, e traze aqui os pobres, e aleijados, e mancos e cegos. E disse o servo: Senhor, feito está como mandaste; e ainda há lugar. Lucas 14:21-22

 

Acredito que todos nós gostamos de um churrasco. Quem não gosta dessa carne gordurosa e suculenta? Ou da linguiça apimentada, ou aquele pão com alho bem gostoso. De fato, quem não gosta de uma boa festa?

Jesus gostava de uma boa festa. Sem Ele, as bodas de Caná não teriam sido de tal grande sucesso que todo o mundo hoje já ouviu falar dela. Também, dedicou uma grande parte de suas parábolas para falar sobre festas e jantares. Possivelmente, Jesus gosta de uma boa festa, como todos os demais. Nesse sermão, iremos tratar de como aprender com essas festas em que Jesus tanto aproveita como usa delas para o ensino de sua igreja

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As Oito Coisas que Cristo Realizará (Sermão inédito de D.L.Moody)

Um sermão pregado no século 19

Por D.L.Moody

Na Inglaterra

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Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Mateus 11:28-30

Desejo chamar vossa atenção para as oito coisas que Cristo realizará.

A primeira coisa é achada em Mateus 11: 28-30. Nunca vi uma pessoa que não quisesse descansar. Não existe homem ou mulher na face da terra que não precise de descanso. Lemos do rico que derrubou seus celeiros e edificou maiores e que disse à sua alma: “Alma, descanse, tens muito armazenado”. Os comerciantes se esforçam dia e noite para amontoarem dinheiro, a fim de serem capazes de descansar. Os homens deixam suas famílias e amigos e dão a volta ao mundo para ganhar dinheiro, com a esperança de descansar. Os marinheiros enfrentam as ondas e ficam longe de casa durante meses para conseguir dinheiro a fim de que ele os leve ao descanso. De fato, se o descanso estivesse no mercado para ser comprado, haveria centenas de pessoas em Londres que o comprariam, até mesmo por preços muito altos, mas ainda que o dinheiro não o possa comprar, ao crer na palavra de Deus podemos obtê-lo sem dinheiro e sem preço.

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” Agora, quando dizemos que faremos algo, nem sempre o fazemos. Talvez não temos a intenção de cumprir com nossa palavra quando dizemos que faremos alguma coisa, ou, se pensamos em fazê-la, às vezes falhamos por carecer de recursos ou da capacidade de cumprir a promessa. Mas lembre-se: Deus nunca quebra uma promessa. Nunca se equivoca, nunca falha em cumprir Sua palavra. E as palavras que leio são dignas de toda confiança, porque não são palavras do homem, mas sim do Filho de Deus: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei

Isso nos diz onde há um único lugar onde podemos achar descanso. Não existe outro lugar que um homem possa ter a possibilidade de achar descanso para sua alma. Lembre-se de que não é através de algum credo, não é através de alguma igreja ou através de alguma doutrina determinada, mas sim através de Cristo. “Vinde a mim”. É andando com Cristo pessoalmente, que então conseguimos a paz e o descanso da alma.

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O Evangelismo Trinitariano – Walter McAlister

Walter McAlister

O que é evangelismo? Todo cristão tem uma ideia sobre o que seja o ato de evangelizar e sabe que essa é uma ação que devemos praticar. Agora, vamos refletir sobre a que de fato estamos nos referindo quando falamos sobre isso. Evangelizar é o ato de trazer alguém para a Igreja? É a afirmação pública de que somos cristãos? É a entrega de um panfleto na praia? O que é, afinal? Continue lendo

O Papado – uma heresia

O Cabeça da Igreja - Spurgeon capaPor John MacArthurUm dos principais catalisadores do início da Reforma Protestante foi um livro de Jan Hus, um cristão da Boemia que precedeu Martinho Lutero por um século inteiro. O livro foi De Ecclesia ( A Igreja ), e um dos pontos mais profundos de Hus foi proclamado no título de seu quarto capítulo: ” Cristo, o único cabeça da Igreja.”
Hus escreveu: “Nem o papa, nem os cardeais são cabeça de todo o corpo santo, universal e católico da [isto é, verdadeira] igreja. Para nós Cristo é o cabeça da igreja. “Lembrando que a maioria dos líderes da igreja em sua época, na verdade, desprezava o senhorio de Cristo, Hus disse,” o clero chegou a um ponto tão baixo  que eles odeiam ver os que pregam chamarem muitas vezes Jesus Cristo, o Senhor. ” A candura de Hus lhe custou a vida. Ele foi declarado herege e queimado na fogueira em 1415.
Mais de cem anos depois, e já em desacordo com o instituição papal, Martin Lutero leu De Ecclesia . Depois de terminar o livro, ele escreveu a um amigo, “Eu ensinei até agora que todas as opiniões de Hus eram surpreendentes, assim que João Staupitz. Mas em suma, todos nós somos hussitas sem saber. “
Como chefe da Igreja Católica Romana, o papa é muitas vezes chamado de “Santo Padre” e “Vigário de Cristo”, nomes e funções que se aplicam somente a Deus. Ele afirma ter a capacidade de falar ex cathedra, exercendo infalibilidade divina para adicionar e aumentar a Escritura ( Apocalipse 22:18 ). Ele exerce a autoridade, não-bíblica e profana sobre seus seguidores, usurpando a liderança de Cristo e pervertendo a obra do Espírito Santo.
Os reformadores entenderam o que era declarado com uma ousadia descarada. Como Martinho Lutero escreveu a um amigo: “Nós aqui temos a convicção de que o papado é a sede do verdadeiro e real Anticristo. . . . Pessoalmente, eu declaro que devo ao Papa a mesma obediência a que devo ao Anticristo.”
Em sua Institutas da Religião Cristã , João Calvino disse:
Algumas pessoas pensam que somos muito graves e de censuráveis, quando chamamos o Anticristo pontífice romano. Mas aqueles que são desta opinião não consideram que eles trazem a mesma carga de presunção contra o próprio Paulo, de quem falamos, e cuja língua que adotamos. E para que ninguém se oponha, que pervertem indevidamente ao pontífice romano as palavras de Paulo, que pertencem a um assunto diferente, vou brevemente mostrar que eles não são capazes de qualquer interpretação diferente da que implicá-los para o papado (John Allen tradução livro, quatro, capítulo sete).
As palavras de Paulo que Calvino referiu-se eram de 2 Tessalonicenses, onde o apóstolo descreveu a vinda do Anticristo “, que se opõe e se exalta acima de todo que se chama Deus ou objeto de adoração, de forma que ele toma seu lugar no templo de Deus, exibindo a si mesmo como sendo Deus “( 2 Tessalonicenses 2:4 ).
Esse mesmo entendimento foi posteriormente refletido na Confissão de Fé de Westminster, que diz: “Não há outro Cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo. Nem o Papa de Roma, em qualquer sentido, é o cabeça dela, mas ele é aquele anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição que se exalta na Igreja contra Cristo e contra tudo que se chama Deus “(25,6).
Isso não quer dizer que o papa é o último Anticristo. Tem sido e continuará a ser, como 1 João 2:18 diz, muitos falsos mestres que personificam o espírito do Anticristo. Como o  puritano americano Cotton Mather escreveu em A Queda de Babilônia : “Os oráculos de Deus predizem o surgimento de um Anticristo [ou seja, uma ou mais anticristos que personificam o espírito do Anticristo] na igreja cristã. E no Papa de Roma, todas as características de que o Anticristo são tão maravilhosamente respondidos que, se qualquer um que ler as Escrituras não vê-lo, há uma cegueira maravilhosa sobre eles. “
Em um sermão intitulado “Ore por Jesus”, Charles Haddon Spurgeon exortou sua congregação que “é dever de cada cristão orar contra o Anticristo, e como o  Anticristo age. Nenhum homem sensato deve levantar outro questionamento: se ele não for o papado na igreja de Roma e da Igreja da Inglaterra, não há nada no mundo que possa ser chamado por esse nome. “
Ele passou a dizer:
Papado em qualquer lugar, seja Anglicano ou Romano, é contrário ao Evangelho de Cristo! E é o Anticristo, e devemos orar contra ele! Essa deve ser a oração diária de cada crente que o Anticristo possa ser arremessado como uma pedra de moinho no dilúvio e afundar para não subir mais. Devemos orar contra o erro para com Cristo, porque ele rouba Cristo de Sua glória, porque coloca a eficácia sacramental no lugar de Sua expiação e levanta um pedaço de pão no lugar do Salvador, e algumas gotas de água no lugar do Espírito Santo, e coloca um mero homem falível como nós como se fosse o Vigário de Cristo na terra.  Devemos orar por ele, pois devemos amar as pessoas mesmo odiando os seus erros! Vamos amar suas almas embora nós detestemos os seus dogmas, e assim o sopro de nossas orações será adoçado porque voltamos nossos rostos para Cristo quando oramos.
Em outro sermão, intitulado “Cristo Glorificado”, Spurgeon disse:
Cristo não redimiu Sua igreja com o Seu sangue para que o papa pudesse entrar e roubar a glória. O Papa nunca veio do céu para a terra e derramou seu coração para que Ele possa comprar o seu povo, de modo que um pobre pecador, um homem simples possa ser definido em alta admiração por todas as nações e de se chamar o representante de Deus na terra! Cristo sempre foi o cabeça de Sua igreja.
Em 1 Timóteo 2:5 , Paulo disse: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.” O papa assumiu para si uma posição de autoridade que não precisa ser preenchida.FONTE: John MacArthur Brasil 

LEiA o sermão de C.H.Spurgeon “O Cabeça da Igreja” no Projeto Spurgeon