Arquivos da categoria: Charles Spurgeon

O Cristo do Povo – sermão Spurgeon

Nº 11

Pregado na manhã de domingo, 25 de fevereiro de 1855

Por Charles Haddon Spurgeon

Em Exeter Hall, Londres

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“Exaltei a um eleito do meu povo.”

Salmo 89:19

 

Não cabe dúvida alguma que, originalmente, estas palavras se referiam a Davi. Ele foi um escolhido de seu povo. Sua linhagem era respeitável, mas não ilustre. Sua família era santa, mas não exaltada: os nomes de Isaí, Obede, Boaz e Rute não evocavam lembranças de realeza, nem motivavam pensamentos de uma antiga nobreza ou de uma gloriosa genealogia. Quanto ao próprio Davi, sua única ocupação havia sido a de um jovem pastor, carregando os cordeiros em seu colo, conduzindo mansamente as ovelhas com suas crias; um jovem simples que possuía uma alma real, reta, de valor firme, mas ainda assim plebeu – alguém do povo.

Entretanto, isto não o desqualificava para a coroa de Judá. Aos olhos de Deus, a procedência deste jovem herói não era nenhuma barreira para elevá-lo ao trono da nação santa, como tampouco o mais orgulhoso admirador de castas e linhagens se atreveria a insinuar sequer uma palavra contra o valor, sabedoria e justiça do governo deste monarca do povo. Continue lendo

O Perdão Facilitado – Spurgeon

Nº. 1448

Um sermão pregado por

Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

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“Perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” Efésios 4: 32.

 

“E perdoem uns aos outros, como Deus vos perdoou por meio de Cristo.” Efésios 4: 32 Bíblia da América.

 

 

Quando os moralistas pagãos desejavam ensinar a virtude, não podiam dar o exemplo dos seus deuses, pois, segundo os seus mitólogos, os deuses eram constituídos por uma mistura de todos os vícios imagináveis e, eu diria, inimagináveis. Muitas divindades clássicas ultrapassaram os piores indivíduos em seus crimes. Eles eram tão grandes na injustiça, como eram supostamente superiores no poder. É um dia fatídico para um povo quando seus deuses são piores do que as pessoas. A pureza abençoada da nossa santa fé é visível não só em seus preceitos, mas no caráter do Deus que revela. Não há nenhuma excelência que poderíamos propor que não vejamos brilhando intensamente no Senhor nosso Deus. Não há nenhuma regra de conduta em que o crente deva se destacar que não possamos identificar em Cristo Jesus, nosso Senhor e Mestre, como sua regra. Nos lugares mais altos da fé cristã há as maiores virtudes, e a Deus nosso Pai e ao Senhor Jesus seja o mais sublime louvor. Continue lendo

Fé Fraca Suplicando a um Forte Salvador (Spurgeon)

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Sermão pregado na noite de Domingo, 19 de Março de 1876.

Por C. H. Spurgeon,

no Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

Publicado em 28 de Abril de 1904.

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“E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio Senhor! Ajuda a minha incredulidade.”
Marcos 9:24

Este é um caso de um homem que sabia muito bem o que queria e que estava cheio de aflição para obter o que pedia. De fato, ele estava tão aflito para obter isto que orou com a maior seriedade e insistência. Ele orou para a Pessoa certa, pois, depois que os discípulos falharam, ele recorreu ao próprio Mestre deles. Ainda assim, apesar de tudo isso, no momento abordado no nosso texto, o homem de nossa passagem não tinha obtido a bênção que procurava.

Nós provavelmente conhecemos pessoas que ainda não foram despertadas para um senso da sua necessidade – e muito trabalho deve ser feito pelo fiel ministro, de forma a mostrar-lhes o perigo e fazê-los entender a sua verdadeira situação diante de Deus. Elas têm várias necessidades espirituais, mas não sabem quais necessidades são essas. Esse homem havia ido além disso, pois ele sim sabia qual era a maior necessidade dele e de seu filho. Continue lendo

O Segredo da Alegria (sermão – Spurgeon)

o segredo da AlegriaNúmero 3227

Sermão pregado na noite de Quinta-Feira, 2 de Maio de 1872

Por C. H. Spurgeon,

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres

E publicado em 8 de Dezembro de 1910.

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“Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados”.
Mateus 9:2

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO não falou ao paralítico “Tem bom ânimo, os teus membros paralisados vão ser feitos fortes e bons novamente”. Mas antes que Ele tenha curado o homem daquele terrível mal, Ele o ofereceu conforto, pois os pecados dele haviam sido perdoados – como se isso fosse uma razão suficiente para se alegrar mesmo que ele permanecesse paralítico! Se ele fosse carregado para fora da presença de Cristo na sua maca tão desamparado como quando havia sido abaixado pelo teto até o meio daquele local lotado, isso seria uma questão bem secundária comparada com o fato totalmente importante de que seus pecados foram perdoados. De fato, Davi escreveu “Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto”, e aquele homem foi abençoado ainda que fosse doente de paralisia, ou sofrendo de todas as doenças, das quais a carne é herdeira! Você lembra, também, como o profeta Isaías escreveu, sob a inspiração do Espírito Santo “Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. Falai ao coração de Jerusalém, bradai-lhe” – O que? Qual deve ser a causa do conforto para a Igreja de Deus? – “que já é findo o tempo da sua milícia, que a sua iniquidade está perdoada”. Jerusalém pode estar em grande tribulação e angústia. Sua terra pode estar pisoteada debaixo dos pés dos invasores. Seus filhos e filhas podem estar desmaiando nas ruas, mas como sua iniquidade foi perdoada, ela tem bom motivo para ter conforto! Para citar outra instância que é um paralelo próximo ao nosso exemplo, nosso Senhor disse à mulher da cidade, a qual era uma pecadora – que lavou Seus pés com lágrimas e os enxugou com os cabelos de sua cabeça, e os beijou, e os ungiu com unguento – “Seus pecados estão perdoados… Vá em paz”. E, verdadeiramente, quando o pecado é perdoado, nós estamos em paz! Continue lendo

O Paracleto (sermão de C.H.Spurgeon)

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Sermão pregado na manhã de Domingo, 6 de outubro de 1872

Por C.H.Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres

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“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco.” – João14:16

 

 

O dom indescritível do Filho de Deus foi seguido pelo dom do Espírito Santo, igualmente inestimável. Não nos é necessário confessar que temos o Espírito Santo em muito menos estima do que deveríamos? Estou certo de que não engrandecemos tanto o Salvador, e que Ele nem sempre é alvo de nossas meditações; mas ao mesmo tempo, damos um lugar muito desproporcional ao Espírito Santo, se comparado ao Redentor. Temo até mesmo que tenhamos ofendido o Espírito por negligenciá-lo. Continue lendo