Simplicidade na Pregação – J.C.Ryle

CAPA-JCRYLE_Simplicidade na PregaçãoSermão pregado em torno de 1887 por

J.C.Ryle

1° Bispo da diocese da Igreja da Inglaterra em Liverpool

Na Catedral de São Paulo, Londres[1]

Terceiro capítulo do livro “O Cenáculo

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O rei Salomão diz no livro de Eclesiastes: “Não há limite para a produção de livros” (Eclesiastes 12.12). Há poucas coisas nas quais isso seja tão certo como na pregação. Os volumes que escrevi para ensinar os ministros a pregar são suficientes para formar uma pequena biblioteca. Ao publicar outro pequeno tratado, somente me proponho a tocar num aspecto dessa questão. Não pretendo considerar a substância e a matéria de um sermão. Deliberadamente deixarei de lado pontos como a solenidade, unção, vivacidade, fervor e outros semelhantes, ou as respectivas virtudes de sermões escritos ou improvisados. Desejo limitar-me a um ponto somente, que recebe bem menos atenção do que merece. Esse ponto é a simplicidade na linguagem e no estilo.

Se a experiência serve para alguma coisa, devo ser capaz de dizer algo a meus leitores a respeito de “simplicidade”. Comecei a pregar há quarenta e cinco anos, quando exerci o ministério pela primeira vez numa pobre paróquia rural[2]; e tenho passado uma grande parte de meu ministério espiritual pregando para trabalhadores rurais e granjeiros. Conheço a enorme dificuldade de pregar a ouvintes como esses, de fazer com que entendam o que queremos dizer e manter sua atenção. No que concerne à linguagem e à composição, afirmo deliberadamente que prefiro pregar na Universidade de Oxford ou em Cambridge, no Templo, em Lincoln’s Inn ou no Parlamento, do que dirigir-me a uma congregação agrícola numa quente tarde de agosto. Ouvi de um trabalhador rural que apreciava o domingo mais do que qualquer outro dia da semana porque – dizia – “sento-me confortavelmente na igreja, coloco minhas pernas para o alto, não preciso pensar em nada e simplesmente adormeço”. Talvez alguns de meus jovens amigos no ministério sejam chamados para pregar numa congregação assim, como aconteceu comigo, e me alegrarei se forem beneficiados pela minha experiência.

Antes de entrar no assunto, gostaria de iluminar o caminho fazendo quatro comentários preliminares.

a) Por um lado, peço a meus leitores que lembrem-se que alcançar a simplicidade na pregação é de suma importância para todo ministro que aspire ser útil para as almas. Jamais o entenderão, a não ser que você seja simples em seus sermões; e a menos que o entendam, você não poderá fazer o bem a seus ouvintes. Como dizia Quintiliano: “Se você não quer que o entendam, não merece ser ouvido”. Outra coisa que deveríamos buscar é que nossos sermões sejam inteligíveis; e a maioria de nossos ouvintes não os entenderão se não forem simples.

b) O que direi a seguir, à guisa de comentário preliminar, é que alcançar a simplicidade não é fácil, absolutamente. Não podemos cometer maior equívoco do que acreditar que é. “Fazer com que as coisas difíceis pareçam difíceis está ao alcance de todos, mas fazer com que as coisas difíceis pareçam fáceis e inteligíveis é algo que poucos pregadores conseguem”, dizia o arcebispo Usher. Um dos mais sábios e valorosos puritanos disse há 200 anos: “A maior parte dos pregadores dispara suas armas muito acima da cabeça de suas congregações”. Isso também acontece em nossa época! Receio que nossos ouvintes não entendam uma grande porção do que pregamos mais do que entendem grego. Quando as pessoas escutam um sermão claro e direto, ou leem uma obra do mesmo gênero, podem dizer: “Que clareza! Que fácil é de entender!”; e pensar que qualquer um pode pregar ou escrever nesse estilo. Permitam-me dizer aos meus leitores que é extremamente difícil escrever de modo simples, claro, direto e vigoroso. Considerem os sermões de Charles Bradley[3], de Clapham. Podem ser lidos tranquilamente. São simples e naturais. Qualquer um sente de imediato que seu significado está tão claro como o Sol ao meio-dia. Cada palavra é a correta e se encontra no lugar adequado. No entanto, a confecção desses sermões demandou um enorme esforço do Sr. Bradley. Aqueles que leram O Vigário de Wakefield, de Goldsmith[4], dificilmente deixaram de perceber a maravilhosa naturalidade, fluidez e simplicidade de sua linguagem. E, no entanto, é de domínio público que os esforços, dificuldades e o tempo que levou para essa obra ser terminada foram imensos. Comparemos O Vigário de Wakefield com A História de Rasselas de Johnson[5] – que foi escrita em poucos dias e sob pressão – e imediatamente perceberemos a diferença entre ambas. De fato, utilizar palavras difíceis para parecer culto e fazer com que as pessoas saiam do sermão exclamando “que inteligente! Que erudito!”, é tarefa fácil. Mas escrever algo que impacte e fique marcado na memória, falar ou escrever algo agradável e de fácil compreensão, que seja assimilado pela mente do ouvinte e jamais esquecido, isso, podemos estar certos, é algo muito difícil e uma conquista não muito frequente.

c) Permita-me observar, além disso, que quando falo de simplicidade na pregação não estou me referindo a pregação infantil. Se pensarmos que as pessoas humildes apreciam esse tipo de pregação, estamos redondamente enganados. Se nossos ouvintes pensam que os consideramos um bando de ignorantes para os quais qualquer tipo de papinha para bebê é válida, perdemos qualquer possibilidade de fazer-lhes o bem. Normalmente não estarão dispostos a ouvir uma pregação condescendente. Sentirão que não os estamos tratando como iguais, mas como inferiores, e isso sempre desgosta a natureza humana. Imediatamente nos darão as costas, taparão os ouvidos, ficarão ofendidos, e então melhor seria pregar para uma muralha.

d) Finalmente, permita-me observar que não precisamos de uma pregação rude ou vulgar. É perfeitamente possível ser simples e falar como um cavalheiro, com o estilo de uma pessoa gentil e refinada. É um tremendo erro pensar que os homens e mulheres iletrados e analfabetos preferem que lhes falem de modo iletrado e como um analfabeto. É um grande erro supor que um evangelista leigo ou qualquer um que lê as Escrituras, que desconhece o latim e o grego e somente está familiarizado com a Bíblia, é mais aceitável do que um homem de Oxford ou um polemista de Cambridge. Normalmente as pessoas somente toleram a vulgaridade e a rudeza quando não podem ter qualquer outra coisa.

Depois desses comentários preliminares, passarei a oferecer cinco breves indicações do que me parece ser o melhor método para alcançar a simplicidade na pregação.

  1. Minha primeira indicação é a seguinte: Se você quer obter a simplicidade na sua pregação, assegure-se de que você tem uma ideia clara do assunto sobre o qual irá pregar. Peço uma atenção especial sobre isso. Das cinco indicações que irei dar, esta é a mais importante de todas. Tenha cuidado, pois, de entender e chegar ao fundo do texto que você escolheu; de saber exatamente o que você deseja mostrar, o que quer ensinar, o que pretende estabelecer e o que anela que penetre nas mentes de seus ouvintes. Se você mesmo começar de modo nebuloso, pode ter certeza de que deixará a sua congregação em trevas. Cícero, um dos maiores oradores da Antiguidade, disse: “É impossível que alguém fale de modo claro e eloquente a respeito de um assunto que desconhece”; e creio que ele falou a verdade. O arcebispo Whately[6] era um observador sagaz da natureza humana e falou com razão de um grande número de pregadores “que não apontavam para nada e não acertavam nada. Como homens que chegam a uma ilha desconhecida e começam uma viagem de exploração, partiam da ignorância e viajavam em ignorância durante todo o dia”.

Peço especialmente a todos os jovens ministros que lembrem-se desta primeira indicação. Repito categoricamente: “Assegure-se de compreender profundamente seu tema. Jamais escolha um texto cujo significado você não entenda completamente”. Cuide-se para não tomar passagens obscuras como aquelas de profecias simbólicas que ainda não se cumpriram. Se um homem prega constantemente a uma congregação normal sobre os selos, as taças e as trombetas do Apocalipse, ou sobre o templo de Ezequiel ou sobre a predestinação, o livre arbítrio e os propósitos eternos de Deus, não será surpreendente se não conseguir pregar com simplicidade. Não estou dizendo que tais questões não devam ser tratadas em ocasiões especiais, em momentos adequados e diante de uma audiência apropriada. O que estou dizendo é que são temas de grande profundidade sobre os quais, geralmente, cristãos sábios estão em desacordo e é quase impossível fazer com que pareçam assuntos simples e corriqueiros. Devemos compreender claramente os temas de nossas pregações, se desejamos torná-los simples. E podemos encontrar centenas de temas claros e simples na Palavra de Deus.

Evite, pelo mesmo motivo, escolher o que denomino temas fantasiosos e “textos forçados” para extrair deles significados que o Espírito Santo jamais teve a intenção de dotá-los. Não há questão necessária para a saúde da alma que não esteja claramente ensinada e exposta na Escritura. Sendo esse o caso, creio que o pregador não deveria nunca tomar um texto e extrair dele, como um dentista faria com um dente, algo que, por mais verdadeiro que seja por si mesmo, não é o significado claro e literal das palavras inspiradas. O sermão pode parecer brilhante e engenhoso, e talvez sua congregação saia dizendo: “Que pastor inteligente nós temos!”, mas se após uma análise não puderem encontrar o sermão no texto ou o texto no sermão, ficarão perplexos e começarão a pensar que a Bíblia é um livro cujo significado é profundo demais para ser entendido. Se você quer alcançar a simplicidade, evite os textos forçados.

Permita-me explicar o que quero dizer com textos forçados. Lembro de ouvir um ministro numa cidade do norte que era famoso por pregar com esse estilo. Uma vez escolheu como texto: “Ou com o ídolo do pobre, que pode apenas escolher um bom pedaço de madeira e procurar um marceneiro para fazer uma imagem que não caia?” (Isaías 40.20). Disse aquele pregador: “Aqui temos um homem arruinado e perdido. Não tem nada para oferecer como pagamento pela sua alma. E o que deve fazer? Escolher um bom pedaço de madeira, isto é, a cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”. Em outra ocasião, querendo pregar sobre a doutrina do pecado que habita em nós, escolheu seu texto a partir da história de José e seus irmãos: “Como vai o pai de vocês, o homem idoso de quem me falaram? Ainda está vivo?” (Gênesis 43.27). Utilizando essa pergunta, articulou engenhosamente um discurso sobre a infecção produzida pela natureza pecaminosa que permanece no crente: uma grande verdade, sem dúvida, mas com certeza não a verdade daquela passagem. Creio que esses exemplos servirão de advertência a meus irmãos mais jovens. Se você quer pregar sobre a corrupção que permanece na natureza humana ou sobre o Cristo crucificado, não precisa utilizar textos tão “rebuscados” como os que mencionei. Assegure-se de escolher textos claros e diretos.

Além disso, se você deseja analisar a fundo seus temas, ainda que de modo simples e direto, não se envergonhe de dividir seus sermões e de mencionar suas divisões. Quase não preciso dizer que essa é uma questão bem problemática. Em muitos lugares há um receio temeroso a respeito de “em primeiro lugar, em segundo lugar e em terceiro lugar”. A tendência atual é fortemente contrária à divisões no sermão, e devo confessar com franqueza que um sermão vivo e não dividido é muito melhor do que um dividido de forma pesada, néscia e ilógica. Que cada homem esteja completamente convencido em seu foro íntimo. Que perseverem aqueles capazes de pregar sermões sem divisões que causem impacto e que sejam facilmente lembrados. Mas que não sejam desprezados aqueles que dividem seus sermões. O que desejo frisar é que, se quisermos usar de simplicidade e clareza, o sermão deve ter uma ordem, como um exército. Que tipo de general misturaria a artilharia, a infantaria e a cavalaria numa massa confusa, no dia da batalha? Que anfitrião, ao preparar um banquete, imaginaria pôr à mesa todos os manjares ao mesmo tempo: sopa, peixe, entradas e saladas, carne e a sobremesa num único grande prato? Podemos dizer o mesmo de sermões: deve haver uma ordem, seja utilizando palavras como “em primeiro lugar, em segundo lugar, em terceiro lugar” ou não. Deve haver ordem, independentemente se suas divisões são expressas ou ocultas; uma ordem tão cuidadosamente disposta que os pontos de seu sermão e suas ideias sucedam uns aos outros com maravilhosa regularidade, assim como os regimentos que desfilam diante da Rainha num dia de revista no parque de Windsor.

Particularmente, confesso que não creio ter pregado dois sermões sem divisões em toda a minha vida. Creio que é da maior importância que as pessoas entendam, lembrem e retornem a suas casas com meu sermão, e estou certo de que as divisões ajudam sobremaneira em tudo isso. De fato, são como ganchos, pinças e estantes na mente. Se estudarmos os sermões de homens que tenham sido ou são grandes pregadores, sempre encontraremos ordem e lógica em seus sermões, e frequentemente, divisões. Não me envergonho nem um pouco de dizer que leio frequentemente os sermões do Sr. Spurgeon. Gosto de colecionar ideias para pregações em vários lugares. Davi não perguntou a respeito da espada de Golias: “Quem a fez? Quem a poliu? Que ferreiro a forjou?”. Não; apenas disse: “Não há outra semelhante”, porque certa feita a utilizou para cortar a cabeça de seu dono. O Sr. Spurgeon prega de maneira extraordinariamente eficaz e o demonstra mantendo uma enorme congregação reunida. Deveríamos analisar sempre os sermões que unem as pessoas. Ao ler os sermões do Sr. Spurgeon, observe quão clara e inteligivelmente divide um sermão e preenche cada divisão com ideias simples e belas. Facilmente pode-se compreender seu significado! Deliberadamente ele oferece grandes verdades que fisgam seus ouvintes como ganchos de aço e que, uma vez marcadas na memória, jamais são esquecidas!

Meu primeiro ponto é, pois, que se você quer pregar com simplicidade, deve compreender profundamente o tema ou assunto de seu sermão; e se quer saber se o entende, tente dividi-lo e ordená-lo. Só posso dizer que, em minha própria experiência, tenho feito exatamente dessa forma em todo o meu ministério. Durante quarenta e cinco anos tenho guardado cadernos nos quais anotava os textos e títulos dos sermões para quando os necessitasse. Assim que compreendo um texto e o vejo até o fundo, eu o anoto. Se não consigo ver até o fundo, não posso pregar sobre ele, porque sei que não poderei ser simples; e se não posso ser simples, sei que é melhor não pregar em absoluto.

  1. A segunda indicação que desejo fazer é a seguinte: Tente utilizar em todos os seus sermões, na medida do possível, palavras e termos simples. Em todo caso, devo explicar o que quero dizer com isso. Quando falo de palavras simples, não estou me referindo a palavras monossilábicas ou puramente saxãs. Nesta questão não posso estar de acordo com o arcebispo Whately. Creio que ele vai longe demais em sua recomendação do uso da linguagem saxã, ainda que exista uma grande verdade no que diz a respeito. Mas sou da opinião daquele velho sábio pagão, Cícero, quando diz que os oradores devem utilizar palavras “de uso diário e comum” entre o povo simples. Sejam palavras de origem saxã ou não, de duas ou três sílabas, não importa – desde que sejam palavras utilizadas comumente e compreensíveis para a maioria das pessoas. Faça o que fizer, evite o que os humildes denominam sagazmente como “palavras de dicionário”, isto é, palavras abstratas, científicas, técnicas, pedantes, complicadas, indefinidas ou muito longas. Podem parecer muito elegantes e pomposas, mas em raras ocasiões terão alguma utilidade. Por regra geral, as palavras mais poderosas e enérgicas costumam ser as mais simples.

Todos precisamos de alguém para chamar-nos a atenção sobre esses pontos. É ótimo utilizar palavras elegantes em Oxford ou Cambridge, diante de ouvintes eruditos e pregando para plateias cultas. Mas tenha certeza, ao pregar para congregações normais, de jogar fora esse tipo de linguagem o mais rápido possível e de utilizar palavras claras e simples. Em qualquer caso, uma coisa é certa: sem palavras simples é impossível alcançar a simplicidade na pregação.

  1. A terceira indicação que desejo oferecer a fim de pregar de modo claro e simples é a seguinte: Faça com que a sua composição seja simples. Tentarei ilustrar o que quero dizer. Se considerarmos os sermões que pregou aquele grande e maravilhoso homem que foi o Dr. Chalmers[7], é quase impossível deixar de perceber o grande número de linhas que transcorrem sem que haja um só ponto. Não posso evitar de considerar isso um erro. Talvez esse tipo de linguagem seja adequado na Escócia, mas nunca na Inglaterra. Se você quer alcançar um estilo simples de pregação, cuide-se para não escrever muitas linhas sem uma pausa para permitir que as mentes de seus ouvintes possam respirar. Tenha cuidado com ponto e vírgula e com os dois pontos. Coloque vírgulas e pontos, assegure-se de escrever como se fosse asmático ou estivesse com falta de ar. Jamais escreva frases ou parágrafos muito longos. Utilize os pontos com frequência e comece novas frases; quanto mais fizer desse modo, mais (provavelmente) você alcançará um estilo simples em sua composição. Sentenças enormes, cheias de dois pontos ou ponto e vírgula, ou de parênteses, com parágrafos de duas ou três páginas, são letais para a simplicidade. Deveríamos ter em mente que os pregadores lidam com ouvintes, não com leitores, e que aquilo que pode ser lido com facilidade nem sempre pode ser ouvido com facilidade. O leitor sempre pode voltar atrás algumas linhas para refrescar sua memória. O ouvinte escuta tudo de uma vez só, e se perder o fio da meada devido a uma longa e complexa sentença de seu sermão, é bem provável que não entenda mais nada a partir dali.

Por outro lado, a simplicidade no estilo de composição de um sermão depende muito da utilização adequada de frases proverbiais e ilustrações. Isto é de grande importância. Esse, creio, é o valor de grande parte do que encontramos nos comentários de Matthew Henry e nas Contemplações do bispo Hall. Há alguns bons ditados desse tipo num livro pouco conhecido, chamado Artigos para Pregação e Falar em público, deA.Wykehamist[8]. Estes são alguns exemplos: “Vestimos na eternidade aquilo que tecemos no tempo”; “O caminho para o inferno está asfaltado de boas intenções”; “O pecado abandonado é uma das melhores provas do pecado perdoado”; “Não importa muito como morremos, mas sim como vivemos”; “Não se meta na vida de ninguém, mas também não ignore os pecados de ninguém”; “Quando cada um varre a calçada de sua casa, toda a cidade fica limpa”; “A mentira aumenta a dívida: é difícil que uma bolsa vazia pare em pé”; “Quem começa orando termina louvando”; “Nem tudo o que reluz é ouro”; “Na religião, como nos negócios, não há lucro sem esforço”; “Na Bíblia há aguas rasas que podem ser atravessadas por um cordeiro e águas profundas nas quais um elefante deve passar a nado”; “Na cruz um ladrão foi salvo para que ninguém se desespere; mas apenas um, para que ninguém se iluda”.

Os ditos proverbiais e as ilustrações dão uma maravilhosa clareza e força a um sermão. Esforce-se para lembrar o maior número deles. Utilize-os judiciosamente, especialmente no final dos parágrafos, e você descobrirá uma imensa ajuda para alcançar um estilo simples de pregação. Mas tenha cuidado com frases longas e complicadas.

  1. A quarta indicação que desejo fazer é a seguinte: Se você deseja pregar com simplicidade, empregue um estilo direto. O que quero dizer? Refiro-me à prática e ao costume de falar “você” e “eu”. Quando um homem adota esse estilo de pregação, às vezes é chamado de orgulhoso e egoísta. O resultado é que muitos pregadores jamais são diretos e pensam sempre que é mais humilde, modesto e conveniente empregar o pronome “nós”. Mas lembro-me do bom bispo Villiers[9] que dizia que “nós” é uma palavra que deve ser utilizada pelos reis, e somente por eles, e que os ministros religiosos deveriam utilizar sempre “eu” e “você”. Aprovo sem reservas essa afirmação. Declaro que jamais entendi o que significa o famoso “nós” pronunciado no púlpito. O pregador refere-se a ele mesmo e ao bispo? A ele mesmo e à igreja? A ele mesmo e aos Pais da Igreja? A ele mesmo e aos Reformadores? A ele mesmo e a todos os sábios do mundo? Ou, afinal de contas, refere-se a mim, que ouço o sermão? Se refere-se somente a si mesmo, que razão humana pode dar para utilizar o plural e não dizer simples e claramente “eu”? Quando visita seus paroquianos, ou senta-se junto a um enfermo, ou ensina na escola bíblica, ou pede pão ao padeiro ou carne ao açougueiro, não diz “nós”, mas “eu”. Gostaria de saber, então, por que não pode dizer “eu” no púlpito. Que direito tem, como homem modesto, de falar por mais alguém além de si mesmo? Por que não apresentar-se no domingo e dizer: “Ao ler a Palavra de Deus, eu encontrei este texto…”?

Estou convencido de que muitas pessoas não entendem o “nós” do pregador. A expressão as deixa no escuro. Se você disser “eu, o pastor” vim aqui para falar de algo que concerne à sua alma, algo que você deve crer, algo que deve fazer; as pessoas o entenderão sempre. Mas se começar a falar empregando a vaga pessoa do plural “nós viemos aqui para lhes falar”, muitos de seus ouvintes não saberão aonde você deseja ir nem se está falando para eles ou para si mesmo. Peço e rogo aos meus irmãos mais jovens no ministério que não esqueçam este ponto. Procure ser tão direto quanto puder. Jamais dê importância ao que o povo diz de você. Não imite nessa questão a homens como Chalmers, Melville ou a outras celebridades dos púlpitos atuais. Jamais diga “nós” quando quer dizer “eu”. Quanto mais se acostumar a falar claramente às pessoas – na primeira pessoa do singular, como fazia o velho bispo Latimer – mais simples será o seu sermão e mais facilmente será entendido. A glória dos sermões de Whitefield é a sua franqueza. Mas, por desgraça, foram transcritos de modo tão ruim que agora não conseguimos sentir prazer ao ler os mesmos.

V. A quinta e última indicação que desejo fazer é a seguinte: Se quiser alcançar um estilo simples de pregação, você deve utilizar muitas anedotas e ilustrações. Deve considerar as ilustrações como janelas pelas quais a luz entra em seu sermão. Pode-se falar muito sobre isso, mas os limites de um pequeno opúsculo como este obrigam-me a tratar brevemente desse assunto. É quase desnecessário lembrar do exemplo d’Aquele que falou “como nenhum outro homem jamais falou“, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Estude os quatro evangelhos atentamente e observe a riqueza de ilustrações contida em seus discursos. Com que frequência encontramos figura após figura, parábola após parábola, em Seus sermões! Parece que não havia nada de que seus olhos não extraíssem grandes lições. Os pássaros no ar, os peixes no mar, as ovelhas, as cabras, o trigo, o joio, a videira, o semeador, o agricultor, o pescador, o pastor, o jardineiro, a mulher preparando a comida, as flores, a relva, o pagamento de tributos, o banquete de casamento, o sepulcro: tudo era veículo para transmitir pensamentos às mentes de seus ouvintes. O que dizer das parábolas do filho pródigo, do bom samaritano, das dez virgens, do rei e das bodas de seu filho, do rico e Lázaro, dos trabalhadores da vinha e de tantas outras histórias que nosso Senhor relata a fim de transmitir uma grande verdade às almas de seus ouvintes? Tente seguir seus passos e seu exemplo.

Se você se deter em seu sermão e dizer: “Agora vou contar uma história”, garanto que todos os que não estejam completamente adormecidos abrirão bem os ouvidos e ouvirão atentamente. As pessoas gostam das comparações, das ilustrações e das histórias bem contadas, e as ouvirão mesmo quando não quiserem ouvir mais nada. E quão inesgotável é o número de fontes para nossas ilustrações! Tomemos o livro da natureza que nos rodeia. Observe o céu sobre a sua cabeça e o mundo ao seu redor. Observe a História. Observe as ramificações da ciência: geologia, botânica, química, astronomia. Porventura, há alguma coisa nos céus e na terra da qual seja impossível extrair uma ilustração que jogue mais luz sobre a mensagem do Evangelho? Leia os sermões do bispo Latimer, talvez sejam os mais populares já publicados. Leia os livros de Thomas Brooks, Thomas Watson e George Swinnock[10], os puritanos. Como estão cheios de ilustrações, metáforas e histórias! Observe os sermões do Sr. Moody. Quer saber um dos segredos de sua popularidade? Ele enche seus sermões de histórias agradáveis. O melhor orador – diz um provérbio árabe – é aquele capaz de transformar o ouvido em olho.

No que me diz respeito, não somente trato de contar histórias, mas também, especialmente em paróquias rurais, costumo apresentar às pessoas ilustrações familiares, que elas podem ver com seus próprios olhos em seu dia a dia. Por exemplo: “Quero mostrar-lhes que certamente houve uma grande causa primeira ou um Ser que fez este mundo”, então tiro meu relógio do bolso e prossigo: “Olhem este relógio. Muito bem feito. Pode alguém pensar que todos os parafusos, rodas e engrenagens deste relógio se uniram por acidente? Não diria que existe um relojoeiro? Igualmente, podemos deduzir com total certeza que houve um Criador do mundo, cuja autoria vemos gravada na face de cada um desses gloriosos planetas girando anualmente e com uma precisão de segundos. Observem o mundo e as coisas maravilhosas que ele contém. Poderão afirmar que não há Deus e que a Criação é resultado do azar?”. Às vezes mostro um molho de chaves e as agito. Ao ouvir o ruído, todos olham com atenção. “Estas chaves seriam necessárias se todos os homens fossem perfeitos e honrados? O que estas chaves comprovam? Ora, que o coração do homem é enganoso, mais do que todas as coisas, e perverso”. A ilustração, assevero com certeza, é uma das melhores receitas para fazer com que o sermão seja simples, claro, direto e fácil de entender. Busque as ilustrações. Recolha ilustrações onde quer que as encontre. Mantenha seus olhos abertos e use-as bem. Feliz o pregador que tem bom olho para comparações e boa memória para armazenar histórias e ilustrações adequadas. Se você é um verdadeiro homem de Deus e sabe como compartilhar um sermão, jamais pregará para as paredes e para os bancos vazios.

Mas devo fazer-lhe uma advertência. Há um modo adequado de contar histórias. Se alguém não é capaz de contar histórias com naturalidade, é melhor não contá-las. Lembro-me de um notável exemplo disso no caso do grande pregador galês Christmas Evans[11]. Existe um sermão impresso dele, sobre o maravilhoso milagre em Gadara, quando os demônios possuíram os porcos e os animais se precipitaram violentamente no mar. Ele descreve a cena de modo tão detalhado que chega a ser verdadeiramente ridículo, em parte devido às palavras que põe na boca dos trabalhadores que dão a notícia da perda dos porcos ao proprietário:

– Oh, senhor – diz um deles. – Todos os porcos desapareceram!

– Mas aonde eles foram? – pergunta o proprietário.

– Correram para o mar.

– E quem os levou até lá?

– Oh, senhor, aquele homem maravilhoso.

– Bem, que tipo de homem é esse? O que ele fez?

– Bem, senhor, ele disse umas coisas estranhas e todos os porcos precipitaram-se no mar.

– O quê?! Inclusive o velho porco preto?

– Sim, senhor, também ele, pois vimos a ponta de seu rabo desaparecendo pela borda do penhasco.

Isso é ir a um extremo. Por outro lado, os admiráveis sermões do Dr. Guthrie às vezes estão tão carregados de ilustrações que fazem lembrar uma torta feita quase toda de ameixas e com uma quantidade insignificante de farinha de trigo. Não deixe de adornar seu sermão com cores e imagens. Extraia doçura e luz de todas as fontes e de todas as criaturas, dos céus e da Terra, da História e da ciência. Mas, convenhamos, existe um limite. Tenha cuidado ao colorir, para não exagerar. Utilize um pincel de ponta fina para colorir. Lembre-se disso e verá que o colorido de uma ilustração é de imensa ajuda para alcançar a simplicidade e a clareza na pregação.

E agora tenha em mente estes cinco pontos:

Primeiro: Se quiser alcançar a simplicidade na pregação, tenha uma ideia clara do que vai pregar.

 

Segundo: Se quiser alcançar a simplicidade na pregação, utilize palavras simples.

 

Terceiro: Se quiser alcançar a simplicidade na pregação, procure adquirir um estilo de composição simples, com frases curtas, breves e objetivas.

 

Quarto: Se quiser alcançar a simplicidade na pregação, seja direto. Vá direto ao ponto.

 

Quinto: Se quiser alcançar a simplicidade na pregação, utilize abundantemente ilustrações e histórias.

Permita-me acrescentar a isto algo puramente prático. Jamais alcançaremos a simplicidade na pregação sem muitas dificuldades. Esforços e dificuldades, esforços e dificuldades. Alguém perguntou a Turner, o célebre pintor, como misturava tão bem as cores, e como elas ficavam tão diferentes das cores das telas de outros artistas. Ele respondeu: “Misturar cores? Misturar cores? Misturar cores? Bem, com inteligência, senhor”. Estou convencido de que, na pregação, poucas coisas podem ser feitas sem dificuldades e esforços.

Ouvi que um jovem e descuidado ministro religioso disse a Richard Cecil: “Creio que preciso de mais fé”. O sábio ancião respondeu: “Não; você precisa de mais obras, de mais esforço. Não deve pensar que Deus fará a obra por você, mas sim por intermédio de você”. Peço a meus jovens irmãos que lembrem-se disso. Rogo-lhes que invistam seu tempo na preparação de seus sermões, que se esforcem e exercitem sua inteligência na leitura. Mas cuidem-se para ler somente aquilo que é útil.

Não gostaria que gastassem seu tempo lendo os Pais da Igreja a fim de ajudá-los em sua pregação. Eles são muito úteis à sua maneira, mas existem coisas bem mais úteis nos escritores modernos, se tiverem discernimento para escolher os melhores.

Leia bons exemplos e familiarize-se com o bom senso na pregação. Como melhor modelo, tome a Bíblia Inglesa. Se falar com a linguagem dela, falará bem. Leia a obra imortal de John Bunyan, O Peregrino. Leia a mesma várias vezes se deseja alcançar a simplicidade na pregação. Não deixe de ler os puritanos. Alguns deles, sem dúvida, são pesados. Goodwin e Owen são bem árduos, mas excelente artilharia no lugar certo. Leia muitos livros como os de Richard Baxter, Watson, Traill, Flavel, Charnock, Hall e Henry. São, em minha opinião, modelos do melhor inglês comum que se falava antigamente. Lembre-se, em todo caso, que o idioma muda ao longo dos anos. Falavam inglês como nós, mas seu estilo era diferente do nosso. Além de ler suas obras, leia os melhores modelos de inglês moderno que encontrar. Penso que o melhor escritor inglês dos últimos cem anos tenha sido William Cobbett, o político radical. Penso que escreveu no inglês saxão mais elegante que o mundo já tenha visto. Na atualidade não conheço melhor mestre do inglês saxão falado com pulcritude do que John Bright. Entre os velhos oradores políticos, os discursos de Lorde Chatham e de Patrick Henry, o americano, são modelos de bom inglês. Em último lugar, mas não menos importante, jamais esqueça que, depois da Bíblia, não há nada no idioma inglês que, por força de sua simplicidade, clareza, eloquência e força, possa ser comparado com alguns dos grandes discursos de William Shakespeare. Modelos assim devem ser estudados com consciência e inteligência, se quiser obter um bom estilo de composição em sua pregação. Por outro lado, não deixe de falar com os pobres e de visitar sua congregação de casa em casa. Sente-se com eles junto à lareira e troque pensamentos com eles sobre todos os assuntos. Ao fazê-lo, aprenderá muito sem perceber. Estará recolhendo constantemente formas de pensar e ideias a respeito do que deverá dizer no púlpito.

Uma vez perguntaram a um humilde ministro rural se estudava os Pais. Aquele homem digno respondeu que tinha poucas oportunidades de estudar os pais, porque geralmente estavam trabalhando nos campos. Mas estudava as mães, porque sempre as encontrava em casa e podia conversar com elas. Conscientemente ou não, aquele homem acertou bem no alvo. Devemos falar com nossa congregação quando estamos fora da igreja, se quisermos saber como pregar a ela.

a) Somente direi como conclusão que, independentemente do que pregamos ou do púlpito que ocupamos, se pregamos com simplicidade ou não, de que o façamos de forma escrita ou sem anotações, não devemos buscar meramente ser como os fogos de artifício que logo desaparecem, mas pregadores que façam um bem duradouro às almas. Rejeitemos os fogos de artifício da pregação. Os sermões “bonitos”, os sermões “brilhantes”, os sermões “inteligentes”, os sermões “populares”, são, geralmente, sermões que não produzem efeito algum nas congregações e não levam as pessoas a Jesus Cristo. Busquemos pregar de tal modo que aquilo que dizemos realmente alcance as mentes, as consciências e os corações dos homens e os faça pensar e refletir.

b) Toda a simplicidade do mundo não pode fazer bem algum a menos que você pregue o puro e simples Evangelho de Jesus Cristo, tão completa e claramente que todos possam entendê-lo. Se Cristo crucificado não tem o lugar que merece em seus sermões, o pecado não é exposto como devido e você não diz à sua congregação o que ela deve crer, ser e fazer, a sua pregação carece de utilidade.

c) Toda a simplicidade do mundo é, novamente, inútil sem um bom modo de se expressar. Se você afunda o queixo no peito e murmura seu manuscrito de forma insípida, monótona e repetitiva, como uma mosca presa numa garrafa, de maneira tal que as pessoas não entendem o que você diz, a sua pregação será inútil. Tenha certeza disso, em nossa igreja não se cuida o suficiente a maneira de expor a Palavra. Nisto, como em todas as coisas relacionadas à ciência da pregação, considero que a Igreja da Inglaterra é sumamente deficiente. Eu comecei pregando sozinho em New Forest e ninguém nunca me disse se estava certo ou errado em meus sermões. O resultado foi que o primeiro ano de minha pregação foi uma sucessão de experimentos. Em Oxford e Cambridge não nos ajudam nessas questões. A carência absoluta de qualquer instrução adequada para o púlpito é uma das manchas e nódoas no sistema da Igreja da Inglaterra.

d) Acima de tudo, não esqueçamos jamais que toda a simplicidade do mundo é inútil sem a oração pelo derramamento do Espírito Santo, a concessão da bênção de Deus e uma vida que corresponda em certa medida com o que pregamos. Sintamos um fervoroso desejo de alcançar as almas dos homens enquanto buscamos a simplicidade na pregação do Evangelho de Jesus Cristo, e não esqueçamos jamais de acompanhar nossos sermões com uma vida santa e de fervente oração.


 

ORE PARA QUE O ESPÍRITO SANTO USE ESSE SERMÃO PARA EDIFICAÇÃO DE MUITOS E SALVAÇÃO DE PECADORES

FONTE:

http://alegrem-se.blogspot.com.br/2012/08/simplicidade-na-pregacao.html
Traduzido de El Aposento Alto. Moral de Calatrava: Peregrino, 2005, pp. 32-49

Todo direito de tradução protegido por lei internacional de domínio público

Tradução: Fábio Vaz

Revisão: Armando Marcos

Projeto Castelo Forte

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[1] A parte essencial deste texto foi pregada originalmente, a modo de palestra, a uma audiência clerical na Catedral de São Paulo, para a Sociedade Homilética. Devo pedir desculpas por certa aspereza e torpeza no estilo. Mas meus leitores lembrarão amavelmente de que foi uma palestra oral e não escrita, preparada para a impressão a partir das notas de um taquígrafo.

[2] Em 1842 em Exbury, Hampshire, Inglaterra.

[3] Charles Bradley (1789-1871), foi um eminente pregador e escritor de sermões publicados entre 1818 e 1853. Bradley pertenceu à escola evangélica da Igreja da Inglaterra.

[4] Oliver Goldsmith (1730 – 1774) foi um romancista, dramaturgo e poeta, que é mais conhecido por seu romance The Vicar of Wakefield (1766)

[5] Samuel Johnson (1709 – 1784), muitas vezes referido como o Dr. Johnson, foi um escritor que fez contribuições duradouras para literatura inglesa como poeta, ensaísta, moralista, crítico literário, biógrafo, editor e lexicógrafo. Escreveu a peça “A História de Rasselas, Príncipe da Abissínia” em apenas uma semana para ajudar a pagar os custos do funeral de sua mãe.

[6]Richard Whately (1787 – 1863) foi um retórico, lógico, economista e teólogo Inglês, que também serviu na Igreja da Irlanda como Arcebispo de Dublin.

[7] Thomas Chalmers (1780 – 1847), era um ministro escocês, professor de teologia, economista político e líder da Igreja da Escócia e da Igreja Livre da Escócia. Ele tem sido chamado de “o maior homem da Igreja da Escócia do século XIX”.

[8] Aparentemente A. Wykehamist é na verdade um pseudônimo, pois o termo “Old Wykehamist” é referente a veteranos da Universidade de Winchester. (segundo http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Old_Wykehamists )

[9] Henry Montagu Villiers (1813 – 1861) foi um clérigo da Igreja da Inglaterra . foi bispo de Carlisle em 1856, e bispo de Durham 1860-1861.

[10] George Swinnock tinha o dom de ilustração em grandemente desenvolvidos, como suas obras provam … serviram ao seu propósito, e fez o seu ensino atraente … ainda há “uma quantidade rara de sagacidade e sabedoria santificados”.  Citação de CH Spurgeon (Nota acrescentada pelo Projeto Ryle)

[11] Christmas Evans (25 de dezembro de 1766 – 19 de julho 1838) foi um ministro dissidente, considerado um dos maiores pregadores da história do País de Gales. Perdeu um olho em uma briga juvenil, Evans foi um notavelmente poderoso pregador.

Uma ideia sobre “Simplicidade na Pregação – J.C.Ryle

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