Liberdade (sermão -J.C.Ryle)

LiberdadeLIBERDADE

Sermão escrito pelo bispo

J.C.Ryle

E publicado em 1883 como 9° capitulo do livro

“A Religião Prática”

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“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente series livres”.

JOÃO 8.36.

 

 

O tema que se encontra diante de nossos olhos merece muitas considerações. Ele deveria soar aos ouvidos dos ingleses e escoceses como a voz de um trompete. Vivemos em uma terra que é o verdadeiro berço da liberdade. No entanto, estamos nós livres?

 

A questão requer especial atenção no momento atual da opinião pública na Grã-Bretanha. A mente de muitos está completamente absorvida em política. Contudo, existe uma liberdade ao alcance de todos, na qual poucos, receio eu, nunca tenham pensado: uma liberdade independente de todas as mudanças políticas. Uma liberdade que nem Rainha, Lordes ou o povo, nem mesmo os líderes mais hábeis, podem conceder. Esta é a liberdade sobre a qual escrevo hoje. Você conhece ao menos um pouco sobre ela? Você é livre?

 

Ao começar a discutir este tema, gostaria de mencionar três tópicos:

 

  1. Mostrarei, em primeiro lugar, a excelência geral da liberdade.

 

  1. Mostrarei, em segundo lugar, o melhor e mais verdadeiro tipo de liberdade.

III. Mostrarei, em último lugar, o modo como o melhor tipo de liberdade pode vir a se tornar o seu.

 

Que nenhum leitor pense, por um momento, que este será um artigo sobre política. Eu não sou nenhum político. Não tenho nenhuma política que não seja a bíblica. O único partido que apoio é o do Senhor: mostre-me onde ele está e terá meu apoio. A única eleição pela qual estou ansioso é a eleição da graça. Meu único desejo é o de que pecadores certifiquem-se de seu chamado e eleição. A liberdade que eu desejo acima de todas as coisas é a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. O Governo com o qual me importo em apoiar é aquele que está sobre os ombros do meu Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Quero que todo joelho se dobre e que toda língua confesse que Ele é o Senhor. Peço sua atenção enquanto examino estas questões. Caso você não esteja livre, quero guiá-lo para a verdadeira liberdade. Caso você seja livre, quero que saiba o total valor de sua liberdade.

 

  1. A primeira coisa que devo mostrar é a excelência geral da liberdade.

 

Alguns leitores podem pensar que este tópico não precisa ser explicado: imaginam que todos homens conhecem o valor da liberdade e que insistir neles é apenas perda de tempo. Não concordo com eles. Acredito que milhares de ingleses não conheçam nada sobre as bênçãos que desfrutam em sua própria terra. Eles cresceram desde a infância até a fase adulta ao redor de instituições livres. Não fazem a menor ideia de como as coisas funcionam em outros países. Ignoram as duas piores formas de tirania: a tirania devastadora de um déspota militar cruel e a tirania intolerante de uma multidão irracional. Resumindo, muitos ingleses desconhecem o valor da liberdade, simplesmente porque nasceram em meio a ela e nunca estiveram, nem por um momento, na ausência dela.

 

Peço que se lembrem de que a liberdade é uma das maiores bênçãos temporais que alguém pode ter deste lado do céu. Vivemos em uma terra onde nossos corpos são livres. Contanto que não machuquemos alguém, ou sua propriedade ou caráter, ninguém pode nos tocar. A casa do homem mais pobre é seu castelo. Vivemos em uma terra onde nossas ações são livres. Contanto que apoiemos uns aos outros, somos livres para escolher o que iremos fazer, para onde iremos e como gastaremos nosso tempo. Contanto que fiquemos cada um em seu próprio caminho e não interfiramos no caminho dos outros, somos livres para adorar a Deus da maneira como quisermos e nenhum homem pode nos forçar a assumir o seu caminho para o céu. Vivemos em uma terra em que nenhum estrangeiro nos domina. Nossas leis são feitas e alteradas por ingleses como nós e nossos governantes moram perto de nós: ossos do nossos ossos e carne da nossa carne.

 

Resumindo, temos todos os tipos de liberdade em uma extensão que nenhuma outra nação na terra possui. Temos liberdade individual, liberdade civil, religiosa e nacional. Temos os corpos livres, consciências livres, discurso livre, pensamento livre, ação livre, Bíblias livres, imprensa livre e lares livres. Quão vasta é esta lista de privilégios! Que infindáveis os confortos que ela contém! Seu valor talvez nunca seja conhecido. Os rabinos judeus bem diziam nos tempos antigos: “Ainda que o mar fosse tinta e o mundo, pergaminho, não seria possível descrever os louvores da liberdade. ”

O desejo por esta liberdade tem sido a causa mais fecunda de mistério para as nações em cada era do mundo. Que leitor da Bíblia não se lembra das dores dos filhos de Israel quando eram escravos do Faraó no Egito ou dos filisteus em Canaã? Que estudante de história precisa ser lembrado das aflições impostas a países como Holanda, Polônia, Espanha ou Itália, pelas mãos de opressores estrangeiros ou pela Inquisição? Quem, mesmo em nossos dias, não ouviu sobre a enorme fonte de desgraça que é a escravidão do povo negro? Nenhuma miséria certamente é tão grande quanto a miséria da escravidão.

 

Vencer e preservar a liberdade tem sido o objetivo de muitas batalhas nacionais que banharam a terra de sangue. A liberdade tem sido a causa pela qual milhares de gregos, romanos, alemães, poloneses, suíços, ingleses e americanos têm entregado suas vidas. Nenhum preço jamais foi considerado alto demais a ser pago, a fim de que as nações pudessem ser livres.

 

Os campeões da liberdade, em todos os tempos, têm sido, com razão, estimados dentre os maiores benfeitores da humanidade. Nomes como Moisés e Gideão, na história judaica, ou nomes como o do espartano Leônidas, do romano Horácio, do alemão Martinho Lutero, do sueco Gustavus Vasa, do suíço William Tell, dos escoceses Robert Bruce e John Knox, dos ingleses Alfred Hampden e os puritanos, do americano George Washington, são merecidamente embalsamados na história e nunca serão esquecidos. Ser mãe de muitos patriotas é o mais alto elogio a uma nação.

 

Os inimigos da liberdade, em todas as épocas, têm sido corretamente considerados como as pestes e os estorvos de seus tempos. Nomes como os de Faraó no Egito, Dionísio em Siracusa, Nero em Roma, Charles IX na França, Maria Sanguinária na Inglaterra, são nomes que nunca serão resgatados da desgraça. A opinião pública da humanidade nunca deixará de condená-los pelo fato de nunca deixarem as pessoas serem livres.

 

Mas, por que deveria me ater a estas coisas? O tempo e espaço não me permitiriam tentar dizer nem a décima parte daquilo que pode ser dito em louvor à liberdade. O que são os anais da história a não ser longos registros de conflitos entre os amigos e inimigos da liberdade? Onde está a nação que, sem liberdade, já tenha alcançado a grandeza e deixado sua marca no mundo? Quais são os países, neste exato momento, que estão conseguindo os maiores progressos no comércio, nas artes, nas ciências, na civilização, filosofia, moral e felicidade social? Precisamente, aqueles países nos quais há uma quantidade grande de liberdade verdadeira. Quais são os países, neste momento, em que há a maior quantidade de sofrimento interno, onde ouvimos continuamente conspirações secretas e murmuração, descontentamento e atentados contra a vida e a propriedade? Precisamente, países em que a liberdade não existe ou em que existe apenas nominalmente – onde homens são tratados como servos e escravos e não podem pensar ou agir por si mesmos. Não foi à toa que um poderoso estadista[1], do outro lado do Atlântico, declarou a seus compatriotas em uma ocasião importante: “É a vida tão querida ou a paz tão doce para ser adquirida à custa de correntes e escravidão? Proíba-me, poderoso Deus! Não sei qual curso os outros podem tomar, mas quanto a mim, dê-me a liberdade ou dê-me então a morte!”[2]

 

Tomemos cuidado para não subestimar a liberdade que gozamos, neste país, como ingleses. Tenho certeza de que este alerta é necessário. Não existe, talvez, nenhum outro país no mundo em que haja tanta murmuração e queixas quanto a Inglaterra. Os homens olham para o mal imaginário que veem a sua volta e exageram tanto seu número quanto sua intensidade. Negam-se a olhar para as incontáveis bênçãos e privilégios que nos cercam – ou desprezam suas vantagens. Esquecem-se de que a comparação deveria ser aplicada a tudo. Com todas as nossas falhas e defeitos, não há, nesse momento, nenhum país em que haja tanta liberdade e felicidade para todas as classes assim como há na Inglaterra. Esquecem-se de que, enquanto a natureza humana for corrompida, é inútil esperar a perfeição aqui embaixo. Nenhuma lei ou governo pode impedir uma determinada quantidade de abusos e corrupções. Mais uma vez, então, digo para tomarmos cuidado ao subestimar a liberdade inglesa e correr ansiosamente atrás de todo aquele que propuser mudanças gerais. Mudanças nem sempre são melhorias. Os sapatos velhos podem ter alguns buracos e defeitos, mas os novos podem apertar tanto a ponto de sequer conseguirmos andar. Sem dúvida nenhuma precisamos de melhores leis e governo, mas estou certo de que poderíamos ter piores. Nesse momento, não há país na face da terra onde haja tanto cuidado com a vida, saúde, prosperidade, caráter e liberdade individual do menor de seus moradores como existe na Inglaterra. Aqueles que desejam ter mais liberdade logo descobririam, se cruzassem os mares, que não existe país em que haja mais liberdade verdadeira quanto a nossa. [3]

 

Mas enquanto eu peço aos homens que não subestimem a liberdade inglesa, também lhes peço que não a superestimem. Nunca esqueçam que a escravidão temporal não é a única escravidão, e que a liberdade temporal não é a única liberdade. De que lhe vale ser um cidadão de um país livre se sua alma não está livre? De que adianta viver em uma terra livre como a Inglaterra, com liberdade de pensamento, discurso, ação e consciência, se ainda for um escravo do pecado e um prisioneiro do demônio? Sim, existem tiranos invisíveis tão reais e destrutivos quanto Faraó ou Nero! Existem correntes que não somos capazes de tocar que são tão reais, pesadas e que destroem tantas almas como aquelas que prenderam tantos africanos! É desses tiranos que eu desejo que você se lembre. É dessas correntes que desejo que você se liberte. Valorize de todas as formas sua liberdade inglesa, mas não a supervalorize. Olhe além de qualquer liberdade temporal. Que nos certifiquemos de uma maneira elevada de que “estamos livres”.

 

  1. A segunda coisa que devo mostrar é o melhor e mais verdadeiro tipo de liberdade.

 

A liberdade da qual estou falando é aquela que está ao alcance de todo filho de Adão que deseja possuí-la. Nenhum poder na terra pode impedir um homem ou uma mulher de ter essa liberdade se eles realmente desejarem recebê-la. Tiranos podem ameaçar e prender, mas nada que eles possam fazer é capaz de impedir alguém de alcançar a liberdade. E uma vez nossa, nada pode tirá-la de nós. Os homens podem nos torturar, banir, enforcar, decapitar, queimar, porém nunca poderão arrancar de nós a verdadeira liberdade. Os pobres podem tê-la não em menor quantidade do que os ricos, o menos escolarizado pode tê-la tanto quanto o mais letrado, e o mais fraco, assim como o mais forte. As leis não podem nos privar dela: as bulas papais não podem roubá-las de nós. Uma vez nossas, são uma posse perpétua.

Agora, que liberdade gloriosa é essa? Onde ela pode ser encontrada? Como ela é? Quem a obteve para os homens? Quem tem essa liberdade para concedê-la? Peço aos meus leitores que me deem sua atenção para fornecer uma resposta simples para essas perguntas.

 

A verdadeira liberdade da qual estou falando é a liberdade espiritual – liberdade de alma. É a liberdade que Cristo concede, sem dinheiro e sem preço, a todos os verdadeiros cristãos. Aqueles a quem o Filho libertar verdadeiramente serão livres: “Onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade. ” (2 Coríntios 3.17.) Deixe que os homens falem o que quiserem a respeito da comparação entre a liberdade das monarquias e das repúblicas; deixe-os lutarem, se quiserem, pela liberdade universal, fraternidade e igualdade: nunca conhecemos o mais elevado estilo da liberdade até que sejamos feitos cidadãos do reino de Deus. Somos ignorantes acerca do melhor tipo de liberdade se não somos homens livres em Cristo.

 

Os homens libertos por Cristo são livres da culpa do pecado. Aquele pesado fardo de transgressões não perdoadas, que pesa tanto em muitas consciências, não mais os sobrecarrega. O sangue de Cristo limpou todas elas. Eles sentem-se perdoados, reconciliados, justificados e aceitos aos olhos de Deus. Podem olhar para seus antigos pecados, por mais sombrios e numerosos que sejam, e dizer: “Vocês não podem mais me condenar.” Podem olhar para longos anos de inconsequência e vida mundana e dizer: “Quem poderá me acusar de qualquer coisa?” Essa é a verdadeira liberdade. Isso é ser livre.

 

Os homens libertos por Cristo são livres do poder do pecado. Ele não mais reina em seus corações ou os domina e leva-os como uma inundação. Pelo poder do Espírito de Cristo, eles mortificam os feitos de seus corpos e crucificam sua carne com suas afeições e desejos. Por Sua graça operando neles, alcançam a vitória sobre suas más inclinações. A carne pode lutar, mas não os conquista; o diabo pode tentar e envergonhar, mas não os derrota: eles não são mais escravos de luxúrias, apetites, paixões e temperamentos. Em todas essas coisas eles são mais do que vencedores por Aquele que os amou. Essa é a verdadeira liberdade. Isso é ser livre.

 

Os homens libertos por Cristo são livres do medo de Deus. Não mais olham para Ele com pavor e terror, como um transgressor; não mais O odeiam e tentam esconder-se Dele, como Adão entre as árvores do jardim; não mais tremem ao pensarem em Seu julgamento. Pelo Espírito da adoção que Cristo lhes deu, veem Deus como um Pai reconciliador e alegram-se ao pensar em Seu amor. Eles sentem que aquela ira passou. Sentem que, quando Deus, o Pai, olha lá de cima para eles, enxerga-os em Cristo e, indignos como são em si mesmos, agrada-Se. Isso é a verdadeira liberdade. Isso é ser livre.

 

Os homens libertos por Cristo são livres do medo dos homens. Não têm mais medo de suas opiniões ou se importam demais com o que pensam deles. Eles são semelhantes, independentemente de suas preferências ou inimizade, seus sorrisos ou de seus olhares carrancudos. Eles desviam seus olhares dos homens e olham para Cristo não visível e, tendo o favor de Cristo, importam-se pouco com a censura dos homens. “O medo dos homens” foi um dia uma cilada para eles. Tremiam ao pensar o que os homens iriam dizer, pensar ou fazer. Não ousavam ir contra as modas e costumes daqueles à sua volta. Tinham pavor diante da ideia de ficarem sozinhos. Mas a cilada agora acabou e eles estão soltos. Isso é liberdade. Isso é ser livre.

 

Os homens libertos por Cristo são livres do medo da morte. Não olham mais para ela com assombro, como algo terrível sobre o qual não querem pensar. Por Cristo eles podem calmamente olhar este último inimigo nos olhos e dizer: “Você não pode me fazer mal.” Podem olhar para tudo o que vem depois da morte – declínio, ressurreição, julgamento e eternidade – e ainda assim não se sentirem abatidos. Podem ficar ao lado de uma sepultura aberta e dizer: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? ” Podem deitar em seus leitos de morte e dizer: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum.” (Salmo 23.4.) “Não perderei um único cabelo de minha cabeça.”  Essa é a verdadeira liberdade. Isso é ser livre.

 

E o melhor de tudo, os homens libertos por Cristo são livres para sempre. Uma vez inscritos na lista dos cidadãos celestiais, seus nomes nunca serão retirados. Uma vez presenteados com a liberdade do reino de Cristo, eles a possuirão para sempre. Os mais altos privilégios da liberdade desse mundo só podem durar por uma vida; o cidadão mais livre da terra deve apresentar-se para a morte e perder sua concessão para sempre: mas a concessão do povo de Cristo é eterna. Eles a levam consigo para o túmulo e ela permanece. Eles irão levantar-se novamente com ela no último dia e gozar de seus privilégios para sempre. Essa é a verdadeira liberdade. Isso é ser livre.

Alguém está se perguntando de que maneira Cristo obteve esses poderosos privilégios para Seu povo? Você tem o direito de se fazer essa pergunta, que nunca será respondida de modo muito claro. Dê-me sua atenção e lhe mostrarei de que forma Cristo libertou seu povo.

 

A liberdade do povo de Cristo foi obtida, assim como todas as outras liberdades, com um imenso preço e por um grandioso sacrifício. Grande era a servidão na qual estavam naturalmente detidos, e grande o preço a ser pago para torná-los livres: poderoso era o inimigo que os reivindicava como seus prisioneiros, e era necessário um poder supremo para livrá-los de suas mãos. Porém, graças ao Senhor, havia graças e poder suficientes prontos em Jesus Cristo. Ele forneceu ao máximo tudo que era necessário para libertar seu povo. O preço que Cristo pagou por Seu povo não foi nada menos do que Seu sangue vital. Ele se tornou Substituto deles e sofreu por seus pecados na cruz. Ele os redimiu da maldição da lei, tornando-se maldição por eles. (Gálatas 3.13.) Ele pagou toda a dívida deles em sua pessoa. (Isaías 53.5.) Ele satisfez toda exigência possível da lei contra eles, cumprindo sua justiça ao máximo. Ele os limpou de toda imputação de pecado tornando-se pecado por eles. (2 Coríntios 5.21.) Lutou a batalha deles com o diabo e triunfou sobre ele na cruz. Como Campeão deles[4], destruiu principados e potestades e os exibiu abertamente no Calvário. Em uma palavra, ao dar a Si mesmo, Cristo conquistou para nós o direito total de redenção. Nada pode tocar aqueles para quem Ele dá a liberdade: suas dívidas estão pagas – e pagas mil vezes; seus pecados foram expiados por uma expiação completa, perfeita e suficiente. A morte de um Substituto Divino satisfaz completamente a justiça de Deus e fornece redenção completa ao homem.

 

Olhemos bem para este glorioso plano de redenção e nos certifiquemos de que o compreendemos. A ignorância quanto a isso é um grande motivo de esperanças fracas, pouco conforto e dúvidas incessantes na mente dos cristãos. Muitos estão contentes com uma ideia vaga de que Cristo irá salvar os pecadores de alguma maneira: porém, como ou por qual razão eles não podem dizer. Protesto contra esta ignorância. Coloquemos totalmente diante de nossos olhos a doutrina da morte vicária e substitutiva de Cristo e façamos nossas almas descansarem nisso. Peguemos firmemente a verdade poderosa de que Cristo foi para cruz no lugar de Seu povo, morreu por Seu povo, sofreu por Seu povo, foi feito maldição e pecado por Seu povo, pagou as dívidas de Seu povo, feito satisfação por Seu povo, tornou-se a garantia e a representação de Seu povo e, dessa forma, conquistou a liberdade para Seu povo. Entendamos bem isto e então veremos quão poderoso privilégio é ser liberto por Cristo.

 

Esta é a liberdade que, acima de todas as outras, vale a pena possuir. Nunca nossa valorização será excessiva: não há perigo em superestimá-la. Todas as demais liberdades são insatisfatórias, na melhor das hipóteses, e uma pobre posse incerta todo o tempo. Somente a liberdade de Cristo nunca poderá ser derrubada. Ela é garantida por uma aliança ordenada em todas as coisas e é segura. Suas fundações estão postas em conselhos eternos de Deus e nenhum inimigo externo poderá derrubá-las. São cimentadas e firmadas pelo sangue do próprio Filho de Deus e nunca poderão ser subjugadas. A liberdade das nações geralmente não duram mais do que alguns séculos: a liberdade que Cristo dá a seu povo irá sobreviver a este mundo sólido.

 

Esta é a forma mais verdadeira e superior de liberdade. É esta liberdade que, em um mundo mutante e moribundo, desejo que os homens possuam.

 

III. Devo agora mostrar, em último lugar, o modo pelo qual o melhor tipo de liberdade é feito nosso.

 

Este é um ponto de vasta importância, por conta dos muitos erros que prevalecem quanto a ele. Milhares, talvez, assumirão que existe tal coisa como a liberdade espiritual e que apenas Cristo conquistou-a para nós: porém, quando eles chegam à aplicação da redenção, desviam-se. Não conseguem responder à pergunta: “Quem são esses que Cristo efetivamente torna livres?” e, pelo desejo de reconhecimento da resposta, sentam-se imóveis em suas correntes. Peço a cada leitor que me dê sua atenção mais uma vez e tentarei iluminar um pouco este tema. Inútil é a liberdade que Cristo obtém a menos que você saiba como o fruto dessa redenção pode ser seu. Em vão você lê sobre a liberdade com a qual Cristo liberta o povo a menos que entenda como isso interessa a VOCÊ[5].

 

Não nascemos homens livres por Cristo. Os habitantes de muitas cidades gozam de privilégios pela virtude de suas cidades natais. Paulo, que respirou pela primeira vez em Tarso, na Cicília, poderia dizer ao Comandante Romano: “Eu nasci livre.”[6] Mas este não é o caso dos filhos de Adão no que se refere às coisas espirituais. Nascemos escravos e servos do pecado: somos naturalmente “filhos da ira” e destituídos de qualquer título para o céu.

 

Não somos homens libertos por Cristo pelo batismo. Milhares todos os anos que são trazidos à fonte batismal, e solenemente são batizados em e no nome da Trindade, e servem ao pecado, como escravos e negligenciam Cristo todos os dias. Miserável, de fato, é o estado da alma do homem que não é capaz de dar nenhuma evidência melhor de sua cidadania do paraíso do que o mero fato desprotegido de seu batismo!

 

Não somos homens libertos por Cristo pela mera membresia na Igreja de Cristo. Existem Companhias e Corporações cujos membros são intitulados com grandes privilégios, sem qualquer consideração às suas características pessoais, apenas pelo fato de seus nomes estarem na lista de membros. O reino de Cristo não é uma corporação desse tipo. O grande teste de pertencimento a ele é o caráter pessoal.

 

Deixemos estas coisas inundarem nossas mentes. Afaste-se de mim a ideia de estreitar a extensão da redenção de Cristo: o preço que Ele pagou na cruz é suficiente para o mundo todo. Afaste-se de mim a ideia de subestimar o batismo ou a membresia a uma Igreja: a ordenança que Cristo nomeou e a Igreja que Ele mantém em meio a um mundo sombrio – nenhum deles deve ser levemente estimados. Tudo o que afirmo é a necessidade absoluta de não estarmos contentes nem com o batismo nem com a membresia em uma igreja. Se nossa religião parar aqui é improdutiva e insatisfatória. Ela precisa de algo a mais do que isso para nos dar interesse acerca da redenção que Cristo conquistou.

 

Não há outro modo de se tornar liberto por Cristo do que simplesmente crer. É pela fé, simplesmente fé Nele como nosso Salvador e Redentor, que as almas dos homens são libertas. É ao receber a Cristo, confiando Nele, comprometendo-nos com Ele, descansando todo o nosso peso Nele – é assim, e de nenhum outro modo – que a liberdade espiritual é feita nossa. Poderosos são os privilégios que os homens libertos por Cristo possuem: todos tornam-se Sua propriedade no primeiro dia em que creem. Podem ainda não conhecer seu valor completo, no entanto todos eles são Dele. Aquele que crê em Cristo não é condenado – é justificado, nascido de novo, é herdeiro de Deus e tem vida eterna.

 

A verdade diante de nós é de uma importância sem preço. Que nos apeguemos a ela com firmeza e nunca a deixemos escapar. Se deseja paz na consciência, se quer descanso interior e consolação, não se desvie nem um centímetro da fé, que é o grande segredo de um interesse pela redenção de Cristo. Considere a visão mais simples de fé: cuidado para não se confundir com ideias complicadas sobre ela. Siga a santidade o mais de perto que puder: busque a mais clara e completa evidência do trabalho interior do Espírito. Mas quanto ao interesse na redenção de Cristo, lembre-se de que a fé permanece sozinha. É por crer, apenas por crer, que almas são libertas.

 

Nenhuma doutrina como essa satisfaz o ignorante e inculto! Visite o sitiante mais pobre e humilde, que não conhece nada sobre teologia, e que não sabe nem mesmo repetir o credo. Conte-lhe a história da cruz e as boas novas sobre Jesus Cristo e seu amor pelos pecadores; mostre-lhe que há liberdade fornecida para ele, assim como para o mais culto da terra; liberdade da culpa, liberdade do diabo, liberdade da condenação, liberdade do inferno. Então, diga-lhe com clareza, coragem, sem reservas, que essa liberdade pode ser sua, se ele simplesmente confiar em Cristo e acreditar.

 

Nenhuma doutrina como essa satisfaz aquele que está doente e perto da morte! Vá para o lado do pecador mais cruel, quando a morte está se aproximando, e diga-lhe com amor que existe uma esperança até mesmo para ele, se ele conseguir recebê-la. Diga-lhe que Cristo veio ao mundo para salvar pecadores, até mesmo o maior deles; diga-lhe que Cristo fez tudo, pagou tudo, representou tudo, comprou tudo que a alma do homem possa precisar para a salvação. E então garanta-lhe que, até mesmo ele, pode ser liberto de uma só vez de toda sua culpa, basta ele acreditar. Sim, diga a ele, com as palavras da Escritura, “Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentro os mortos, serás salvo.” (Romanos 10.9.)

 

Que nunca nos esqueçamos de que este é o ponto para o qual devemos mirar nossos próprios olhos, se quisermos saber se temos um interesse salvador na redenção de Cristo. Não desperdice seu tempo com especulações sobre se você é eleito, convertido e um vaso de graça. Não continue meditando na pergunta infrutífera se Cristo morreu ou não por você. Esta é uma pergunta que ninguém jamais se fez na Bíblia. Foque seus pensamentos nessa simples indagação: “Eu, como um pecador humilde, realmente creio em Cristo? Eu lanço-me nele? Eu acredito? ” Não olhe para mais nada. Olhe apenas para isso. Não tema descansar sua alma com base em textos simples e promessas da Escritura. Se você acredita, você está livre.

 

(1) E agora, conforme aproximo-me à conclusão, deixe-me fazer a todo leitor a pergunta que surge naturalmente desse tema. Deixe-me fazer a todos uma simples pergunta: “Você é livre? ”

 

Eu não sei quem é você ou às mãos de quem este sermão chegou. Mas isto eu sei: nunca houve uma época em que a pergunta que lhe faço agora tenha sido tão necessária. Liberdade política, liberdade civil, liberdade comercial, liberdade de expressão, liberdade de imprensa – todos esses, e centenas de outros assuntos relacionados, estão engolindo a atenção dos homens. Poucos, pouquíssimos, encontram tempo para pensar na liberdade espiritual. Muitos, muitíssimos, esquecem que nenhum homem é tão completamente um escravo, não importa sua posição, como aquele que serve ao pecado. Sim! Existem milhares neste país que são escravos da cerveja e dos destilados, escravos da luxúria, da ambição, escravos de partidos políticos, do dinheiro, de jogos de apostas, escravos da moda, ou escravos do temperamento! Talvez você não seja capaz de ver suas correntes a olho nu, e talvez eles mesmos gabem-se de sua liberdade, mas não passam de escravos completos. Quer os homens gostem ou não de ouvir isto, o apostador e o beberrão, o cobiçoso e o passional, o glutão e o sensual, não são livres, mas escravos. Eles têm mãos e pés amarrados pelo diabo. “Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado.” (João 8.34.) Aquele que se vangloria de sua liberdade, enquanto escravo de luxúrias e paixões, está indo ao inferno com uma mentira em sua mão direita.

 

Acorde para ver tais coisas, enquanto a saúde, o tempo e a vida são concedidos a você. Não deixe que batalhas políticas e rixas partidárias façam-no esquecer sua alma preciosa. Assuma qualquer posição na política, como quiser, e siga honestamente suas convicções meticulosas; mas nunca, nunca esqueça que existe uma liberdade bem mais elevada e duradoura do que qualquer política pode lhe dar. Não descanse até que esta liberdade seja sua. Não descanse até que SUA ALMA ESTEJA LIVRE.

 

(2) Você sente algum desejo de ser livre? Sente algum anseio em seu interior por uma liberdade melhor e mais elevada do que este mundo pode dar – uma liberdade que não irá perecer com sua morte, mas que continuará com você além do túmulo? Então aceite o conselho que lhe dou hoje. Procure a Cristo, arrependa-se, creia e seja liberto. Cristo tem uma gloriosa liberdade para conceder a todos que humildemente clamarem a Ele por ela. Cristo pode tirar os fardos de nossos corações e partir as correntes de nosso interior. “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8.36.)

 

Uma liberdade como essa é o segredo da verdadeira felicidade. Ninguém segue pelo mundo com tamanho conforto e contentamento como aqueles que são cidadãos de uma nação celestial. Os fardos da terra pressionam seus ombros levemente; as decepções da terra não os esmagam como fazem com os demais; os deveres e as ansiedades da terra não consomem seu humor. Em suas horas mais sombrias, eles têm sempre este pensamento sustentador em que se apoiarem: “Eu tenho algo que me torna independente deste mundo: sou espiritualmente livre.”

 

Uma liberdade como essa é o segredo de ser um bom político. Em todas as eras, os homens libertos por Cristo têm sido os mais fieis amigos da lei e da ordem, e da busca pelo benefício de todas as classes da humanidade. Nunca, nunca esqueçamos que os desprezados puritanos, duzentos anos atrás, fizeram mais pela causa da liberdade real na Inglaterra do que todos os Governos que já comandaram essa terra. Nenhum homem jamais fez este país ser tão temido e respeitado como Oliver Cromwell.  A raiz do patriotismo mais genuíno é ser como um daqueles que Cristo libertou.

 

(3) Você é livre espiritualmente? Então alegre-se e seja grato por sua liberdade. Não se importe com o desdém e desprezo dos homens: você não tem motivo para se envergonhar de sua religião ou de seu Mestre. Aquele cuja nacionalidade é o paraíso (Filipenses 3.20.), que tem Deus por seu Pai, e Cristo por seu irmão mais velho, anjos por seu guardas diários, e o próprio paraíso como seu lar, é alguém que está bem garantido. Nenhuma alteração nas leis poderia acrescentar a sua grandeza: nenhuma prorrogação de licença pode elevá-lo mais alto do que já está aos olhos de Deus. “As sortes me caíram em lugares deliciosos; sim, coube-me uma formosa herança.” (Salmo 16.6.) A graça agora e a esperança de glória no amanhã, e mais privilégios duradouros do que o poder de votar por vinte bairros e condados.

 

Você é livre? Então fique firme em sua liberdade e não fique emaranhado novamente no jugo da servidão. Não ouça àqueles que, com belas palavras e discursos justos, querem arrastá-lo de volta à Igreja de Roma. Cuidado com aqueles que, com alegria, querem persuadi-lo de que existe qualquer mediador, exceto o único Mediador, Cristo Jesus; qualquer sacrifício, exceto o único Sacrifício oferecido no Calvário; qualquer sacerdote, exceto o grande Sumo-Sacerdote Emanuel; qualquer incenso necessário na adoração, exceto o sabor de Seu nome que foi crucificado; qualquer regra de fé e prática, exceto a Palavra de Deus; qualquer confessionário, exceto o trono da graça; qualquer absolvição eficaz, exceto aquela que Cristo garante aos corações do Seu povo crente; qualquer purgatório, exceto a única fonte aberta a todos os pecados, o sangue de Cristo, para ser apenas usado enquanto estamos vivos. Quanto a todos esses pontos, fique firme e de guarda. Grupos de professores enganados estão tentando roubar a liberdade do Evangelho dos cristãos, e trazer novamente em nosso meio falsas superstições. Resista a elas bravamente e não ceda nem por um momento. Lembre que o Romanismo estava neste país antes da abençoada Reforma. Lembre a que custo poderoso nossos mártires reformadores trouxeram liberdade espiritual à luz pelo Evangelho. Fique firme por esta liberdade como um homem e batalhe para passá-la a seus filhos, completa e intacta.

 

Você é livre? Então pense todos os dias que você vive em meio a milhões de irmãos que ainda estão com mãos e pés presos em escuridão espiritual. Pense em seiscentos milhões de gentios que nunca ouviram falar de Cristo e da salvação. Pense nos pobres judeus desabrigados, dispersos e vagando pela face da terra, porque ainda não receberam seu Messias. Pense nos milhões de Católicos Romanos que ainda estão cativos ao Papa, e não conhecem nada sobre a verdadeira liberdade, luz e paz. Pense nos milhares de seus concidadãos em nossas grandes cidades, que, sem Domingos e meios de graça, são praticamente gentios, e a quem o diabo está continuamente levando cativos como bem entende. Pense em todos eles e sinta por eles.  Pense em todos eles e diga a si mesmo frequentemente: “O que posso fazer por eles? Como posso ajudar a libertá-los? ”

 

Oh! Será proclamado no último dia que os fariseus e jesuítas navegaram terra e mar a fim de criarem convertidos, que políticos se aliaram e lutaram noite e dia para obter a emancipação católica[7] e livre comércio, que filantropos batalharam pesadamente por anos a fim de conseguir o término da escravidão dos negros, e aparecerá ao mesmo tempo que os homens libertos por Cristo fizeram muito pouco para resgatar homens e mulheres do inferno? Proíba tal coisa, ó fé! Proíba tal coisa, ó caridade! Certamente se os filhos desse mundo são zelosos em promover a liberdade temporal, os filhos de Deus devem ser muito mais zelosos a fim de promoverem a liberdade espiritual. Deixemos que o tempo passado seja o suficiente por termos sido egoístas e indolentes quanto a esta questão. Pelo resto de nossos dias, que utilizemos todos os esforços a fim de promover a emancipação espiritual. Se provamos as bênçãos da liberdade, que não poupemos nenhum esforço para libertar os demais.

 

Você é livre? Então olhe adiante com fé e esperança para as boas coisas que ainda estão por vir. Livres como somos, se acreditamos em Cristo, da culpa e do poder do pecado, devemos certamente sentir que não estamos livres de sua presença e das tentações do diabo. Redimidos como somos das eternas consequências da queda, devemos frequentemente sentir que ainda não estamos redimidos da doença e da enfermidade, da tristeza e da dor. Não, de fato! Onde está o homem liberto por Cristo na face da terra que não seja frequente e tristemente lembrado que ainda não está o paraíso? Ainda estamos no corpo; ainda estamos viajando pelo deserto desse mundo: não estamos em casa. Já derramamos muitas lágrimas e provavelmente teremos de derramar muitas mais; ainda temos dentro de nós um pobre e fraco coração: ainda estamos suscetíveis a sermos atacados pelo diabo. Nossa redenção de fato começou, mas ainda não está completada. Temos agora a redenção em botão, mas ainda não a temos em plena flor.

 

Mas tenhamos coragem: ainda há dias melhores pela frente. Nosso grande Redentor e Libertador foi adiante de nós para preparar um lugar para Seu povo, e quando Ele voltar nossa redenção será completa. O grande ano do jubileu ainda está por vir. Mais alguns Natais e Anos Novos, apenas mais alguns encontros e despedidas, mais alguns nascimentos e mortes, apenas mais alguns casamentos e funerais, mais algumas lágrimas e lutas, doenças e dores, mais alguns Domingos e sacramentos, mais algumas pregações e orações, mais um pouco e então virá o fim! Nosso Mestre voltará. Os santos mortos serão ressurgidos. Os santos que estiverem vivos serão transformados. Então, e não antes disso, seremos completamente livres. A liberdade que gozamos pela fé será transformada em liberdade na vista, e a liberdade de esperança será transformada em liberdade de certeza.

Venhamos, então, e decidamos esperar, vigiar, desejar e orar, e viver como homens que têm algo guardado para eles no paraíso. A noite é passada e o dia está chegando. Nosso Rei não está longe: nossa completa redenção aproxima-se. Nossa completa salvação está mais perto do que acreditamos. Os sinais dos tempos são estranhos e demandam uma séria atenção de todos os cristãos. Os reinos deste mundo estão em confusão: os poderes deste mundo, tanto o temporal como o eclesiástico, estão cambaleando e tremendo em suas bases. Felizes, triplamente felizes, são aqueles que são cidadãos do eterno reino de Cristo, e que estão prontos para o que quer que possa acontecer. Abençoados, de fato, aqueles homens e mulheres que sabem e sentem que estão livres!

 

 

ORE PARA QUE O ESPÍRITO SANTO USE ESSE SERMÃO PARA EDIFICAÇÃO DE MUITOS E SALVAÇÃO DE PECADORES.

 

 

FONTE:

Traduzido de http://www.tracts.ukgo.com/ryle_freedom.rtf

 

Todo direito de tradução protegido por lei internacional de domínio público

 

Tradução: Beatriz Nosé

Revisão: Ligia Maria Marques

Capa: Projeto Castelo Forte

 

UMA PUBLICAÇÃO

 

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[1]Nota do Autor: Penso bem que este homem a qual me refiro seja Patrick Henry, um estadista americano do último século.

[2] Nota do Tradutor. J. C. Ryle estava correto em sua citação a Patrick Henry (1736-1799), um estadista americano que atuou na Revolução Americana e foi um de seus maiores e mais radicais defensores.

[3] Nota do Autor: Richard Hooker merece a atenção de todos nos dias atuais. Em uma passagem de abertura de seu primeiro livro Política Eclesiástica, ele declara, resumidamente, que aquele que deseja persuadir uma multidão de que não está sendo bem governada como deveria, nunca deverá querer ouvintes atenciosos e favoráveis, pois ela conhece os múltiplos defeitos que todos os tipos de regimes e governos estão sujeitos.

 

 

[4] Nota do Revisor: Podemos lembrar aqui Davi lutando contra Golias, como representante do povo de Israel, e uma figura de Cristo.

[5] Ênfase acrescentada pelo revisor

[6] Tarso era a capital da província romana da Cicília, atualmente região turca. Pode ser que por essa razão Ryle considere que Tarso por ser natural dessa localidade teria direito a liberdade e a cidadania romana. Nota do Revisor.

[7] Emancipação Católica: Leis aprovadas no Parlamento inglês nos dias de Ryle que reestabeleceram os direitos de culto e organização religiosa dos católicos romanos em todo Reino Unido. Porém não foi permitido o retorno aos organização eclesiásticas anteriores à Reforma inglesa (O catolicismo romano não poderia reestabelece o episcopado da Cantuária, por exemplo). Nota do Revisor.

2 ideias sobre “Liberdade (sermão -J.C.Ryle)

  1. Campos Duarte Siqueira.

    Aproveite esta oportunidade única – leia
    o sermão “LIBERDADE” de J. C. Ryle, e
    conheça a Verdadeira LIBERDADE com
    que JESUS nos libertou.

    Responder

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