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Falece William “Bill” Barkley, fundador da PES – “Publicações Evangélicas Selecionadas”

 

Tributo por Armando Marcos

Ontem a noite dia 5 de abril de 2020, às 9:23 h. , o missionário William “Bill” Barkley, fundador da Publicações Evangélicas Selecionadas (editora PES) foi para casa celeste para estar com Jesus e adorá-lo ao lado do “Doutor” – Noticia confirmada pela filha dele Sharon Barkley

Nesse desenho que fiz dele logo no começo de minhas atividades, o “Bill da PES” foi importantíssimo no trabalho de trazer a literatura evangélica reformada ao Brasil. Se hoje muitos conhecem Pink, Spurgeon e principalmente Martin Lloyd-Jones, de quem Bill ouviu pregações pessoalmente e era o detentor dos direitos de tradução no Brasil, devemos ao seu incansável trabalho que começou lá nos anos 1960.

O conheci pessoalmente lá pelos idos de 2010 – 2012, quando eu ia comprar livros na loja que ficava no centro de São Paulo, na Galeria Presidente. Passei horas lá conversando com ele dos mais diversos assuntos. Nunca vi alguém tão impossível de arrancar um desconto, mas só o fato de vc ir comprar lá e conversar de teologia e história cristã valia a pena. Eu pessoalmente o vi trabalhando em suas traduções e via o esmero dele no seu labor. O Projeto Spurgeon de certa forma nasceu para contribuir com o trabalho do Bill e ele ajudava na divulgação de meu trabalho, divulgando e dando meus cartões de visitas para todos lá na galeria.

Louvado seja a vida do Senhor pela vida e obra de William “Bill” Barkley entre nós. Vai “abalar” todo mundo na glória (só quem o conheceu vai entender a referência kkk)

(PS: não coloquei ele na nuvem com asinhas etc como faço sempre pois tenho CERTEZA que ele ia me matar kkkk, mas fica aqui meu tributo)

A Guerra Espiritual do Cristão – J.C.Ryle

A Guerra Espiritual do Cristão

Sermão[1] pregado por

J.C.Ryle

1º Bispo na Diocese da Igreja da Inglaterra em Liverpool

COMPRE NA AMAZON (COMPRANDO LÁ VOCÊ CONTRIBUI PARA NOSSO PROJETO)

É um fato curioso que não há assunto sobre quais pessoas sentem tão profundo interesse como “lutas”. Moços e moças, velhos e crianças pequenas, altos e baixos, ricos e pobres, cultos e incultos, todos sentem um profundo interesse em guerras, batalhas e combates.

 

Isso é um fato simples, seja lá qual for a maneira que podemos tentar explicar. Devemos chamar de um chato aquele camarada inglês que não se preocupa em nada sobre a história de Waterloo[2], Inkermann[3], Balaclava[4], Lucknow[5]. Devemos pensar em como é frio e estúpido aquele coração por não ter se abalado e emocionado pelos acontecimentos em Sedan, Estraburgo, Metz, e Paris[6].

 

Mas, leitor, existe outra guerra de muito maior importância do que qualquer guerra que já foi travada por homens. É uma guerra que não diz respeito a duas ou três nações apenas, mas a cada homem e mulher cristã nascidos no mundo. A guerra de que falo é a guerra espiritual. É a luta que todo aquele que será salvo deve lutar por sua alma.

 

Esta guerra, estou ciente, é uma coisa que muitos não sabem nada. Converse com eles sobre isso, e eles estarão prontos para chamar-lhe de louco, um entusiasta ou um tolo. E ela é ainda tão real e verdadeira como qualquer guerra que o mundo já viu. A mesma tem seus conflitos homem a homem e as suas feridas. Tem suas vigílias e fadigas. Tem os seus cercos e assaltos. Tem as suas vitórias e as suas derrotas. Acima de tudo, tem consequências que são horríveis, tremendas e muito peculiares. Em guerras terrestres as consequências para as nações são frequentemente temporárias e remediáveis​​. Na guerra espiritual é muito diferente. Desta guerra, as consequências, quando a luta estiver acabada, são imutáveis e eternas.

 

Leitor, é desta guerra que Paulo falou a Timóteo quando escreveu aquelas palavras ardentes: “Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna”. É desta guerra que eu quero falar hoje com você. Nós nos encontramos em um período crítico da história do mundo. As mentes dos homens estão cheias de “guerras e rumores de guerras“. Os corações dos homens estão cheios de medo, enquanto eles olham para as coisas que parecem vir sobre a Terra. Por todos os lados o horizonte parece negro e sombrio. Quem pode dizer quando a tempestade vai começar? Dê-me sua atenção por alguns momentos, enquanto eu tento convencer-lhe das palavras solenes que o Espírito Santo ensinou Paulo a escrever: “Milita a boa milícia da fé”.

 

  1. A primeira coisa que tenho a dizer é a seguinte: O verdadeiro Cristianismo é uma luta.

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Projeto Spurgeon 10 anos

Essa semana faz 10 anos que criei o Projeto Spurgeon – Proclamando a Cristo crucificado. Na época era apenas um blog para postar algumas traduções caseiras, hoje é um dos maiores sites da internet em portugues sobre a vida e obra de Charles Haddon Spurgeon. Creio que por ele o Senhor abençoou muitos, e o Senhor abençoou (em 2012 principalmente) e ainda abençoa minha vida. Certamente nesses 10 anos o interesse sobre o Spurgeon cresceu absurdamente (Só ver o quanto existe de outros sites, livros e devocionais dele hoje em comparação) e acredito que nosso Projeto teve um papel nesse aumento de interesse que só o Senhor pode mensurar. Hoje em dia trabalhamos nas redes mais com o Projeto Castelo Forte http://projetocasteloforte.com.br/ , pois centralizamos o trabalho lá, mas não poderia perder a oportunidade de louvar ao Senhor pelos 10 anos de onde tudo começou 🙂 Armando Marcos – editor e criador de Projeto Spurgeon e Projeto Castelo Forte

Audiobook do livro “Sermões para Crianças” de J.C.Ryle GRÁTIS PARA DOWNLOAD

 

Com grande alegria lançamos para edificação de nossos leitores e salvação de pecadores em Cristo o nosso Audiobook do livro “Sermões para Crianças”, de J.C.Ryle

Você pode comprar o ebook na Amazon e apoiar nosso Projeto AQUI

Narração de Abel Luna

Você pode fazer download  de cada capitulo abaixo separadamente (os arquivos têm em média 9, 10 mbs)

1 As Duas Ursas

2 Crianças que andam na verdade

3 Pequeno e Sábio

4 A pequena Garota Feliz

5 Chega de Choro

6 O dia das pequenas Coisas

7 Buscando cedo o Senhor

 

As 8 Coisas que Cristo Realizará – D.L.Moody

Um sermão pregado no século 19

Por D.L.Moody

Na Inglaterra

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Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Mateus 11:28-30

Desejo chamar vossa atenção para as oito coisas que Cristo realizará.

A primeira coisa é achada em Mateus 11: 28-30. Nunca vi uma pessoa que não quisesse descansar. Não existe homem ou mulher na face da terra que não precise de descanso. Lemos do rico que derrubou seus celeiros e edificou maiores e que disse à sua alma: “Alma, descanse, tens muito armazenado”. Os comerciantes se esforçam dia e noite para amontoarem dinheiro, a fim de serem capazes de descansar. Os homens deixam suas famílias e amigos e dão a volta ao mundo para ganhar dinheiro, com a esperança de descansar. Os marinheiros enfrentam as ondas e ficam longe de casa durante meses para conseguir dinheiro a fim de que ele os leve ao descanso. De fato, se o descanso estivesse no mercado para ser comprado, haveria centenas de pessoas em Londres que o comprariam, até mesmo por preços muito altos, mas ainda que o dinheiro não o possa comprar, ao crer na palavra de Deus podemos obtê-lo sem dinheiro e sem preço. Continue lendo

Esboços da História da Igreja – Capítulo 9 – As últimas perseguições antes de Constantino. (261-313 dC)

Esboços da Historia da Igreja

J.C.Robertson

 

Valeriano, que havia tratado os cristãos tão cruelmente, chegou a um final miserável. Ele conduziu seu exército para a Pérsia, onde foi derrotado e feito prisioneiro. Foi mantido por algum tempo em cativeiro; e conta-se que ele costumava ser conduzido carregado de correntes, mas com as vestes roxas de um imperador jogadas sobre ele, para que os persas pudessem zombar de seus infortúnios. E quando morreu pelos efeitos da vergonha e do sofrimento, diz-se que a pele dele estava cheia de palha e era mantida num templo, como lembrança do triunfo que os persas tiveram sobre os romanos, cujo orgulho nunca tinha sido tão humilhado antes.

Quando Valeriano foi tomado como prisioneiro, seu filho Galiano tornou-se imperador (261 dC). Galiano editou uma lei pela qual os cristãos, pela primeira vez, conseguiram a liberdade de servir a Deus sem o risco de serem perseguidos. Podemos pensar que ele foi um bom imperador por fazer tal lei; mas ele realmente não merece muito crédito por isso, já que parece ter feito isso simplesmente porque não se importava muito com sua própria religião ou com qualquer outra. Continue lendo

Esboços da História da Igreja – Capítulo 8 – Cipriano – PARTE II (253-257 d.C.)

Esboços da Historia da Igreja

J.C.Robertson

Capítulo 8 – Cipriano PARTE 2 (253-257 d.C.)

CONFIRA A PARTE 1 AQUI

império e levou à morte um grande número de pessoas. Muitos dos pagãos pensaram que a praga tinha sido enviada por seus deuses para puni-los por permitir que os cristãos vivessem; e as multidões das cidades ficaram raivosamente contra os cristãos, matando alguns deles e machucando-os de outras maneiras.

Mas, em vez de retribuir o mal com o mal, os cristãos mostravam o espírito de amor que eles aprenderam de seu Senhor e Mestre; e não havia lugar onde isso fosse mais notável do que em Cartago. Os pagãos estavam tão aterrorizados com a praga que eles pareciam ter perdido todo sentimento natural e quase estavam fora de seus sentidos. Quando seus amigos ficavam doentes, eles os deixavam para morrer sem nenhum cuidado; quando eles estavam mortos, expulsavam seus corpos para a rua, e os corpos que jaziam insepultos eram não só chocante para o olhar, mas fazia o ar insalubre, de modo que havia muito mais perigo da praga do que antes. Mas enquanto os pagãos estavam se comportando dessa maneira, e cada um deles pensava apenas em si mesmo, Cipriano convocou os cristãos de Cartago para que eles agissem de forma muito diferente. “Não seria de admirar”, disse ele, “se atendêssemos aos nossos amigos; mas Cristo, nosso Senhor, nos impõe também fazer o bem aos pagãos e publicanos, e a amar nossos inimigos. Ele orou por aqueles que o perseguiram, e se nós somos seus discípulos, devemos fazê-lo também.” E então Cripriano passou a designar o povo em qual parte cada um deles deveria ocupar no trabalho de caridade. Aqueles que tinham dinheiro deveriam dar, e deveriam fazer além disso outros atos de bondade que pudessem além. Os pobres, que não tinham prata ou ouro de sobra, deveriam entregar seu trabalho em um espírito de amor. Então, todas as classes definiram suas tarefas de bom grado, e eles cuidaram dos doentes e enterraram os mortos, sem perguntar se eles eram cristãos ou não.

Quando os pagãos viram esses atos de amor, muitos deles foram levados a pensar sobre o motivo dos cristãos fazerem isso, e como eles eram tão gentis para pessoas pobres e velhas, para viúvas, órfãos e escravos; e como eles estavam sempre prontos para arrecadar dinheiro para comprar a liberdade dos cativos, ou para ajudar seus irmãos que estavam em qualquer tipo de problema. E, pensando e perguntando o que levou os cristãos a fazerem tais coisas, que eles mesmos nunca teriam pensado, muitos dos pagãos foram levados a ver que o Evangelho era a verdadeira religião, e abandonaram seus ídolos para seguirem Cristo.

Depois disso, Cipriano teve um desacordo com Estêvão, bispo de Roma. Roma era a maior cidade do mundo e a capital do império. Haviam muitos cristãos, mesmo no tempo dos Apóstolos, e, à medida que os anos passavam, a Igreja de Roma crescia cada vez mais, de modo que era a maior e mais importante de todas as igrejas. Agora, os bispos que estavam à frente desta grande igreja foram naturalmente considerados os principais dos bispos, e tinham mais poder do que qualquer outro, de modo que se um homem orgulhoso obtivesse o bispado de Roma, era provável que ele pudesse tentar colocar-se acima de seus irmãos, e estabelecer lei para eles. Estêvão era, infelizmente, um homem desse tipo, e ele cedeu à tentação, e tentou dominar outros bispos e suas igrejas. Mas Cipriano foi contra ele e fez com que ele percebesse que o bispo de Roma não tinha o direito de dar leis a outros bispos ou se meter com as igrejas de outros países. Ele mostrou que, embora Pedro (de quem Estêvão fingia que os bispos de Roma receberam poder sobre os outros) foi o primeiro dos Apóstolos, ele não era de uma classe ou ordem superior ao resto; e, portanto, que, embora os bispos romanos fossem os primeiros, os outros bispos eram iguais e receberam uma participação igual no ministério cristão. Então, Estêvão não conseguiu obter o poder que desejava em relação a outras igrejas, e, depois de sua morte, Cartago e Roma ficaram novamente em paz.

FONTE: https://www.ccel.org/ccel/robertson/history.html 

TRADUÇÃO: Douglas Moura

revisão: Plábyo Geanine

edição: Armando Marcos

 

Esboços da História da Igreja – Capítulo 8 – Cipriano – PARTE I (250-253 d.C.)

Esboços da Historia da Igreja

J.C.Robertson

Capítulo 8 – Cipriano PARTE I (250-253 d.C.)

 

 

Aproximadamente na época de Orígenes viveu Cipriano, bispo de Cartago. Ele nasceu no ano 200, e foi conhecido como professor de paganismo antes de ser convertido aos 45 anos. Ele desistiu de ser chamado de mestre e – como os primeiros cristãos em Jerusalém (Atos 4.34f) – vendeu uma bela casa e jardins que possuía perto de Cartago e deu o preço com uma grande parte de seu dinheiro próprio para os pobres. Ele se tornou um dos clérigos de Cartago, e quando o bispo morreu, cerca de três anos depois, Cipriano era tão amado e respeitado que ele foi escolhido em seu lugar (248 d.C.). Continue lendo

Quem  Precisa do Evangelho? (Sermão – C.H.Spurgeon)

nº1345

Pregado no Domingo, 25 de março de 1877
por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newgton, Inglaterra

 

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“Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.” Marcos 2:17


“Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.” Romanos 5:6


“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” Romanos 5:8


“palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” I Timoteo 1:15

 

 

Na noite de quinta-feira passada, com considerável dificuldade, vim aqui para pregar o evangelho de Jesus Cristo e usei em minha pregação alguns dos mais claros textos que se possa imaginar, repletos dos mais simples elementos do Evangelho. Em poucos minutos o sermão produziu uma colheita. A congregação era escassa devido ao mal tempo, e vocês não esperavam que seu pastor pudesse pregar. Porém, apesar de todas as circunstâncias, três pessoas passaram à frente sem que ninguém requisitasse isso delas para dar testemunho de que haviam encontrado a paz com Deus. Se o número de pessoas era maior, eu não sei. Contudo essas três buscaram aos irmãos e confessaram de maneira sincera e de todo coração o feito bendito de que, pela primeira vez em suas vidas, tinham entendido o plano de salvação. Então me pareceu que se um tema tão descomplicado como o Evangelho foi de tão repentino proveito, eu deveria sujeitar-me de novo à temas deste tipo.

 

Se um agricultor descobre que algum determinado tipo de semente tem resultado tão eficaz que produz uma colheita tal como nunca antes ele obteve, certamente ele usará de novo essa semente e semeará mais dela. Esses processos eficazes de produção agrícola devem se manter e ser usados em maior escala. Por isso, nesta manhã, irei pregar o simples A B C do Evangelho; os primeiros rudimentos da arte da salvação, e dou graças a Deus por que isto não será novo para mim. Que Deus o Espírito Santo, em respostas as orações de vocês, nos conceda no dia de hoje uma recompensa na mesma proporção da quinta feira passada, e se é assim, nosso coração ficará muito feliz.

 

De um abundante número de textos, eu selecionei os quatro mencionados acima para proclamar a verdade de que a missão de Nosso Senhor estava relacionada com os pecadores. Para que veio Cristo ao mundo? Para quem veio? Estas são perguntas muito importantes e as Escrituras tem as claras respostas. Quando os filhos de Israel encontraram pela primeira vez o Maná fora do acampamento, disseram um aos outros: “Maná? O que é isto?”, porque não sabiam o que aquilo era. Lá estava aquela pequena e redonda substância, tão diminuta como a geada. Não há duvida de que olharam o Maná , pegaram nele, o tocaram com suas mãos, cheiraram ele, e como se alegraram quando Moises disse-lhes: ” É o pão que Jeová dá para vocês comerem”. Não passou muito tempo antes que pudessem provar essa boa nova, pois cada homem recolheu uma medida completa, e levou para sua casa, e a preparou a seu gosto. Continue lendo

Esboços da História da Igreja – Capítulo 7 – Orígenes (185-254 d.C.)

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J.C.Robertson

Capítulo VII: Orígenes (185-254 d.C.)

 

A mesma perseguição que Perpétua e seus companheiros sofreram em Cartago também atingiu a cidade de Alexandria no Egito, onde um homem erudito chamado Leônidas foi um dos mártires (202 d.C.). Leônidas tinha um filho chamado Orígenes, a quem tinha criado com muito cuidado e ensinou todos os dias a guardar a Palavra no coração. Orígenes estava muito ansioso para aprender, e era tão bom e tão inteligente, que seu pai tinha medo de demonstrar o quanto o amava e quão orgulhoso se sentia do filho, para que o menino não se tornasse confiante e convencido demais. Então, quando Orígenes fazia perguntas do tipo que somente alguns meninos pensariam perguntar, seu pai costumava castigá-lo, mas quando dormia, Leônidas ficava ao lado da sua cama e o beijava, agradecendo a Deus por lhe ter dado uma criança assim. Continue lendo

Esboços da História da Igreja – Capítulo 6 – Tertuliano e Perpétua (181-206 d.C)

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Capítulo VI – Tertuliano e Perpétua (181-206 d.C)

 

O Imperador Marco Aurélio morreu no ano 181, e a Igreja foi pouco perturbada pela perseguição durante os próximos vinte anos.

Por volta desse tempo, um falso mestre chamado Montano fez muito barulho no mundo. Ele nasceu na Frígia, e parece ter ficado louco. Ele costumava cair em ataques e, enquanto estava neles, proferia palavras irracionais que foram tomadas como profecias, ou mensagens do céu, e algumas mulheres que o seguiam fingiram ser profetisas. Essas pessoas ensinavam um modo de vida muito rígido e muitas pessoas que desejavam levar vidas santas foram enganadas e seguiram seus ensinamentos. Um deles foi Tertuliano, de Cartago, na África, um homem muito inteligente e culto, que havia sido convertido do paganismo e escrito alguns livros em defesa do Evangelho, mas tinha um temperamento orgulhoso e impaciente, e não considerou corretamente como nosso próprio Senhor havia dito que sempre haveria uma mistura de maldade com o bem em Sua Igreja na Terra (Mateus 13.38,48). E quando Montano fingiu criar uma nova igreja, na qual não deveria haver senão pessoas boas e santas, Tertuliano caiu no laço e deixou a verdadeira Igreja para se juntar aos Montanistas (como os seguidores de Montano eram chamados). Desde então, escreveu muito amargamente contra a Igreja. Porém, continuou a defender o Evangelho em seus livros contra judeus e pagãos, e todos os tipos de falsos professores, exceto Montano. Quando Tertuliano morreu, suas boas ações foram lembradas mais do que a sua queda, de modo que, com todas as suas faltas, seu nome sempre foi respeitado. Continue lendo

Esboços da História da Igreja – Capítulo 5 -Os Mártires Franceses do Século II

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Capítulo 5 – Os Mártires Franceses do Século II (177 d.C.)

Muitos outros mártires sofreram em várias partes do império sob o reinado de Marco Aurélio. Entre os mais famosos, estão os mártires de Lyon e Vienne, no sul da França (ou Gália, como era chamada na época), onde uma companhia de missionários da Ásia Menor se instalou com um bispo chamado Pontino como seu líder.

A perseguição em Lyon e Vienne foi iniciada pela multidão dessas cidades, que insultavam os cristãos nas ruas, invadiam suas casas e cometiam outros atentados contra eles. Em seguida, um grande número de cristãos foram apreendidos e presos em masmorras horríveis, onde muitos morreram por falta de comida, ou por causa do ar ruim e prejudicial. O bispo Pontino, que tinha noventa anos de idade e há muito tempo estava doente, foi levado perante o governador, e interrogado: “Quem é o Deus dos cristãos?” Pontino viu que o governador não perguntou isso com uma boa intenção; então respondeu: “Se você for digno, você saberá”. O bispo, velho e fraco, foi arrastado pelos soldados, e a multidão que conseguia alcançá-lo dava-lhe golpes e chutes, enquanto outros que estavam mais afastados jogavam coisas nele; depois dessa crueldade, ele foi colocado na prisão, morrendo dois dias depois. Continue lendo

Esboços da História da Igreja – CAPÍTULO 4: POLICARPO DE ESMIRNA (século II)

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CAPÍTULO IV: POLICARPO DE ESMIRNA (166 d.C.)

 

Policarpo, bispo de Esmirna, foi condenado à morte na mesma ocasião que Justino o Mártir. Era um homem muito idoso, havia quase noventa anos desde que havia sido convertido do paganismo. Conheceu o Apóstolo João, que deve ter colocado Policarpo como bispo de Esmirna. Policarpo tinha sido amigo de Inácio, que, como vimos, sofreu o martírio cinquenta anos antes. Por todas essas coisas, e devido a seu caráter sábio e santo, foi considerado um pai por todas as igrejas, e seu conselhos moderados, por vezes, acabou com as diferenças de opiniões que, sem ele, poderiam se transformar em brigas duradouras. Continue lendo

Esboços da História da Igreja – CAPÍTULO 3: JUSTINO MÁRTIR (século II)

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CAPÍTULO III: JUSTINO MÁRTIR (século II)

Embora Trajano não tenha sido amigo do Evangelho, e tenha matado Inácio, promulgou uma lei que deve ter sido um grande alívio para os cristãos. Até então, eles podiam ser perseguidos e qualquer um poderia informar algo contra eles. Mas Trajano ordenou que não fossem procurados, embora, se fossem descobertos e recusassem desistir de sua fé, deveriam ser punidos. O próximo imperador, cujo nome era Adriano (117-138 d.C.) fez algo para melhorar a condição deles; mas ainda era uma época perigosa. Não obstante as novas leis, qualquer governador de um país que não gostasse dos cristãos, tinha o poder de persegui-los cruelmente. E as pessoas comuns entre os pagãos ainda acreditavam nas horríveis histórias de matar crianças e comer carne humana. Se houvesse uma fome ou uma praga, se o rio Tibre, que atravessa Roma, subisse acima do habitual e fizesse danos aos edifícios vizinhos, ou se os exércitos do imperador fossem derrotados na guerra, a culpa de tudo isso era colocada sobre os cristãos. Dizia-se que todas essas coisas eram julgamentos dos deuses, que estavam bravos porque os cristãos tinham permissão para viver. E nos jogos públicos, como aqueles em que Inácio foi morto, o povo gritava: “Lancem os cristãos aos leões! Fora os ímpios ateus! “Pois, como os cristãos eram obrigados a manter sua adoração secretamente, e não tinham imagens como as dos deuses pagãos, e não ofereciam sacrifícios de animais, como faziam os pagãos, pensava-se que eles não tinham Deus, já que os pagãos não poderiam pensar em um Deus que é espírito e que não deve ser adorado sob nenhuma forma corporal. Foi, portanto, um grande alívio, quando o Imperador Antonino Pio (138 a 161 DC), que era um homem amável e gentil, ordenou que governadores e magistrados não deixassem se levar por tais clamores e que os cristãos não deveriam mais ser punidos apenas por sua religião, a menos que eles tivessem sido encontrados realizando algum crime. Continue lendo