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A Guerra Espiritual do Cristão – J.C.Ryle

A Guerra Espiritual do Cristão

Sermão[1] pregado por

J.C.Ryle

1º Bispo na Diocese da Igreja da Inglaterra em Liverpool

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É um fato curioso que não há assunto sobre quais pessoas sentem tão profundo interesse como “lutas”. Moços e moças, velhos e crianças pequenas, altos e baixos, ricos e pobres, cultos e incultos, todos sentem um profundo interesse em guerras, batalhas e combates.

 

Isso é um fato simples, seja lá qual for a maneira que podemos tentar explicar. Devemos chamar de um chato aquele camarada inglês que não se preocupa em nada sobre a história de Waterloo[2], Inkermann[3], Balaclava[4], Lucknow[5]. Devemos pensar em como é frio e estúpido aquele coração por não ter se abalado e emocionado pelos acontecimentos em Sedan, Estraburgo, Metz, e Paris[6].

 

Mas, leitor, existe outra guerra de muito maior importância do que qualquer guerra que já foi travada por homens. É uma guerra que não diz respeito a duas ou três nações apenas, mas a cada homem e mulher cristã nascidos no mundo. A guerra de que falo é a guerra espiritual. É a luta que todo aquele que será salvo deve lutar por sua alma.

 

Esta guerra, estou ciente, é uma coisa que muitos não sabem nada. Converse com eles sobre isso, e eles estarão prontos para chamar-lhe de louco, um entusiasta ou um tolo. E ela é ainda tão real e verdadeira como qualquer guerra que o mundo já viu. A mesma tem seus conflitos homem a homem e as suas feridas. Tem suas vigílias e fadigas. Tem os seus cercos e assaltos. Tem as suas vitórias e as suas derrotas. Acima de tudo, tem consequências que são horríveis, tremendas e muito peculiares. Em guerras terrestres as consequências para as nações são frequentemente temporárias e remediáveis​​. Na guerra espiritual é muito diferente. Desta guerra, as consequências, quando a luta estiver acabada, são imutáveis e eternas.

 

Leitor, é desta guerra que Paulo falou a Timóteo quando escreveu aquelas palavras ardentes: “Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna”. É desta guerra que eu quero falar hoje com você. Nós nos encontramos em um período crítico da história do mundo. As mentes dos homens estão cheias de “guerras e rumores de guerras“. Os corações dos homens estão cheios de medo, enquanto eles olham para as coisas que parecem vir sobre a Terra. Por todos os lados o horizonte parece negro e sombrio. Quem pode dizer quando a tempestade vai começar? Dê-me sua atenção por alguns momentos, enquanto eu tento convencer-lhe das palavras solenes que o Espírito Santo ensinou Paulo a escrever: “Milita a boa milícia da fé”.

 

  1. A primeira coisa que tenho a dizer é a seguinte: O verdadeiro Cristianismo é uma luta.

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Meu filho também prestará culto – Dora Oliveira

Por Dora Oliveira

Na ultima quinta feira, quando voltávamos do estudo na igreja, eu e uma amiga discutíamos a cerca de como queremos criar nossos filhos. Isso já é motivo de conversa há algum tempo, sempre dividimos uma com a outra a respeito de uma vida futura, e claro, nossas crianças estão inclusas.

Temos muitos bons exemplos em nossa igreja de pais que atendem a necessidade de fazer os filhos compreenderem o real significado do culto. E isso foi o motivo da discussão naquele dia.

Como cristãos, entendemos que cabe aos pais a tarefa de ensinar e educar seus filhos para que eles andem nos caminhos do senhor. Isso inclui a ideia que eles tem do culto, a reverência durante esse momento e o diálogo que mantemos a respeito da pregação que foi ministrada no dia em questão.

E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração;
E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. (Deuteronômio 6:7)

Primeiramente, entenda que a criança é parte do corpo de Cristo. A Bíblia ordena que cerimônias próprias do povo de Deus sejam feitas diante das crianças, e sejam aproveitadas como instrumento de ensino.

Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre.

E acontecerá que, quando entrardes na terra que o Senhor vos dará, como tem dito, guardareis este culto.

E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este?

Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou. (Êx 12.24–27)

Então, de inicio, já entendemos a ordenança de leva-las ao culto, mesmo ainda não tendo discernimento para compreensão total de algumas verdades. Explique ao seu filho o significado daquele momento, incentive-o a levar sua bíblia e ensine em casa sobre os livros contidos nela. Fale da importância de manter-se sentado e a atenção que ele deve as palavras do pastor. Assim, a criança já vai preparada para o culto. Ensine-o desde criança que vamos a igreja prestar, e não assistir, um culto.

Ao ser perguntado certa vez se as crianças deveriam permanecer no culto, John Piper falou: “O sentimento de solenidade e reverência é algo que as crianças devem exercitar na presença de Deus. Elas devem perceber que este é um momento sagrado e um lugar também sagrado.” E isso, deve-se ser ensinado já nos primeiros anos de vida.

Após o culto, converse com o seu filho a respeito de tudo que aconteceu lá. fale sobre os cânticos, sobre a pregação ministrada pelo pastor, releia com ele o texto daquela noite. Orem juntos por sua igreja local, pelos irmãos em Cristo e seu pastor.

Imagino que não seja uma tarefa fácil, crianças são ativas, curiosas, por muitas vezes vão olhar para nós com aqueles olhinhos de quem não entende nada e pedir para dar uma saidinha ou até mesmo o auxilio dos joguinhos no celular para passar o tempo. É nesse momento que você precisa ser firme. Entenda que o objetivo da criação do seu filhos será para glorificar o nome do Senhor, ensina-lo a cultuar e ter reverencia nesse momento é de suma importância para que ele cresça em Seus caminhos.

Que não sejamos omissos, preguiçosos ou impacientes na educação dos nossos pequenos, mas que oremos pedindo graça para que possamos educar cristãos reverentes ao cultuar nosso Senhor e agradecer-lhe por fazermos parte do corpo de Cristo e podermos cultuá-lo, independente da nossa idade.

‘’Ensina a criança no Caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele! (Provérbios 22:6)

_________

FONTE: https://link.medium.com/m8dtDlhvZY?fbclid=IwAR1LqrUPWcI0zLDT9N6iJZQZmj3RSIyCR2DFJZozCi9JAAzj_h0Gnf3i5hU

DORA OLIVEIRA é cristã, membro da

Igreja Presbiteriana do Alto Branco,

em Campinha Grande, Paraiba.

Como a membresia da Igreja é mal entendida, mal aplicada e abusada – Juan Sanchez

 Juan Sanchez

Lamentavelmente, muitos cristãos professos hoje em dia vêem pouca necessidade de uma religião “organizada”. Com efeito, regularmente temos que usar argumentos em nossas classes de novos membros para explicar por que a membresia na igreja é tanto bíblica como pessoalmente benéfica.

Porém, os pastores comprometidos com a importância da membresia da igreja necessitam ser cautelosos. Em nosso zelo por tratar os pontos de vista deficientes da igreja, podemos ser tentados a um zelo injusto, um zelo de estabelecer processos e práticas de membresia que vão além do que a Escritura requer. Sem nos importar o quão bem intencionados sejamos, quando requeremos dos membros da igreja elementos que a Bíblia não requer, não demorará muito tempo até que essas mesmas práticas nos conduzam pelo mesmo caminho da igreja de Éfeso em Apocalipse 2:1-7. Perderam seu primeiro amor. E quem quer ser membro dessa igreja?

Então, para evitar tal falta de amor legalista, consideremos quatro formas em que a membresia da igreja pode ser mal entendida, mal aplicada e, inclusive, um abuso.

Quatro Práticas Abusivas de Membresia

1ª Tornar difícil se unir a uma igreja

Como pastores, estamos encarregados de pastorear o rebanho de Jesus (1 Pe 5:1-4). Parte desse trabalho é proteger as ovelhas dos lobos ferozes que ameaçam atraí-las (Atos 20:28-30). É importante implementar processos de membresia que nos ajudem a discernir a diferença entre ovelhas e lobos.

Também, as Escrituras requerem que os crentes se reúnam “em nome de Cristo”, o que implica que uma igreja sabe o que um candidato a membro crê e o candidato sabe o que a igreja crê. Deve haver alguma forma para se ter essa conversa, como uma classe de membresia e uma entrevista. Mas se não tivermos cuidado, nosso zelo por proteger a igreja pode se converter em um processo de membresia muito pesado. Podemos esperar que os candidatos a membresia assistam a um número excessivo de aulas ou requerer um longo período de provas antes da membresia. Podemos exigir que aceitem uma confissão de fé bastante detalhada ou um pacto eclesiástico de alcance excessivo. Podemos pedir que deem uma explicação mais profunda do evangelho ou de sua profissão de fé do que as Escrituras requerem.

Para estar seguros, cada igreja, com o guia de seus presbíteros, deve estabelecer processos bíblicos e prudentes de membresia para que possam guardar o rebanho e dar as boas vindas aos novos crentes na igreja. Mas não façamos que o unir-se a uma igreja seja uma tarefa fadigante e muito difícil.

2ª Exigir dos membros muito mais do que as Escrituras exigem

Em uma cultura de pouco ou nenhum compromisso, devemos recordar regularmente aos membros da igreja as expectativas que temos uns com os outros. Uma maneira útil de fazer isto é por meio da utilização de um pacto da igreja. Um pacto da igreja, recitado durante as reuniões de membresia e em outros momentos apropriados, pode servir como um recordatório das expectativas de membresia bíblica. Infelizmente, nossa cultura de pouco compromisso pode nos tentar a impor expectativas não bíblicas.

Por exemplo, algumas igrejas requerem erroneamente uma grande frequência. Apenas considere o quão cheia pode ser a agenda de uma igreja: reuniões dominicais, reuniões semanais, reuniões de comitê, reuniões ministeriais, grupos pequenos e estou certo de que a lista pode aumentar.

Durante o seminário, eu era um estudante de tempo integral que trabalhava em três trabalhos (e mal conseguia fazer isso). Simplesmente era impossível assistir a todos os eventos ou atividades da igreja. Em vez disso, minha esposa e eu demos prioridade as reuniões da manhã e da noite do Dia do Senhor.

Pastores, tenham cuidado de não requerer que seus membros participem em um ministério que a Bíblia nunca requereu. Enquanto o discipulado deve ser uma parte importante da vida de cada cristão, a Bíblia não requer que cada membro seja parte de um pequeno grupo. O discipulado pode acontecer em diversos contextos, e devido ao fato de os membros de nossas igrejas estarem em diferentes estações e etapas da vida, não é prudente fazer que algo, como os pequenos grupos, sejam obrigatórios. Mais uma vez, cada igreja, com o guia de seus presbíteros, deve estabelecer as melhores maneiras para cuidar de seus membros e fomentar o crescimento em semelhança com Cristo. Mas tenhamos cuidado de não esperar mais de nossos membros do que Jesus espera.

3ª Cultivar uma cultura de temor na disciplina da igreja

Pastorear é difícil. Muito difícil! É muito parecido a ser pai. Criar seus filhos, os instruir na disciplina e instrução do Senhor, e orar para que abracem a Cristo e o sigam todos os dias de suas vidas. Em algum momento, entretanto, nossos filhos têm que tomar suas próprias decisões e abraçar a fé como propriedade. Da mesma maneira, ao pastorear uma igreja, “criamos” os filhos de Deus, os instruímos na disciplina e instrução do Senhor, e oramos para que, ao haver abraçado a Cristo, o sigam todos os dias de suas vidas.

Lamentavelmente, nem todos os cristão professantes perseveram, o que significa que nem todos os membros da igreja seguem a Cristo em contínuo arrependimento. Nesses casos, devemos entrar na operação de resgate que chamamos disciplina da igreja (Mateus 18:15-20). Se não tivermos cuidado, porém, podemos estar tentados a usar o púlpito para “intimidar” os membros, e guardar a disciplina da igreja em nosso bolso traseiro como uma carta na manga.

Embora o medo possa ser um poderoso motivador temporal, é um péssimo transformador de corações a longo prazo. Lembre-se: se estabelecemos normas legalistas que a Bíblia não requer, então quando os membros da igreja não seguirem nossas normas extrabíblicas, se rebelarão. Como Jesus nos lembra, somos os servos do rebanho de Deus, não seus senhores (Mateus 20.25-28). Por isso, no lugar de ameaçar as ovelhas, devemos guiá-las com amor, animá-las e alimentá-las.

4ª Tornar muito difícil deixar a igreja

Queremos despedir os membros da igreja de tal maneira que estejam debaixo do cuidado de outra igreja local e outro grupo de pastores amorosos. Mesmo assim, se não tivermos cuidado, nossa intenção de cuidar bem dos membros que saem da igreja pode fazer que se sintam como se fossem propriedade ou prisioneiros, não irmãos e irmãs. E assim, do mesmo modo que devemos ter processos bíblicos e prudentes para escolher os membros, também devemos ter o mesmo para os membros que se despedem.

Quando os membros vão para outra igreja – a menos que estejam indo para escapar da disciplina da igreja – devemos ajudá-los, na medida do possível, a encontrar outra igreja evangélica que possam se unir. Alguns membros podem não pedir nossa ajuda; outros podem não necessitar de nossa ajuda; mas todos devem ser pastoreados no processo de deixar nossa igreja para se unirem a outra. Lembre-se: são ovelhas de Deus, não as nossas.

Ame as suas ovelhas

Estou certo de existem outras maneiras em que podemos abusar da membresia da igreja. Estas são apenas quatro. Para lutar contra a tentação de abusar da membresia da igreja, devemos recordar que o Cristo que foi assunto ao céu tem estruturado sua igreja (Ef 4.11) para que os homens fiéis que podem ensinar a outros cuidem de suas ovelhas (2 Tm 2:2), os levando aos pastos verdes de Sua Palavra e os protegendo das ameaças dos lobos selvagens (Atos 20:28-31). Não somos senhores, somos servos. Não somos donos, somos mordomos. Não somos condutores de gado, somos pastores. E estamos guiando as ovelhas até o pastor principal. Que o Senhor nos conceda a graça de amar as ovelhas como Ele as ama.

FONTE: https://evangelio.blog/2019/07/03/como-la-membresa-de-la-iglesia-es-mal-entendida-mal-aplicada-y-abusada/

TRADUÇÃO : Emanuel Queiroz

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Último dia de julho, confiram os 10 ebooks doProjeto Castelo Forte mais comprados na Amazon nesse ultimo mês.
 
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Projeto Spurgeon 10 anos

Essa semana faz 10 anos que criei o Projeto Spurgeon – Proclamando a Cristo crucificado. Na época era apenas um blog para postar algumas traduções caseiras, hoje é um dos maiores sites da internet em portugues sobre a vida e obra de Charles Haddon Spurgeon. Creio que por ele o Senhor abençoou muitos, e o Senhor abençoou (em 2012 principalmente) e ainda abençoa minha vida. Certamente nesses 10 anos o interesse sobre o Spurgeon cresceu absurdamente (Só ver o quanto existe de outros sites, livros e devocionais dele hoje em comparação) e acredito que nosso Projeto teve um papel nesse aumento de interesse que só o Senhor pode mensurar. Hoje em dia trabalhamos nas redes mais com o Projeto Castelo Forte http://projetocasteloforte.com.br/ , pois centralizamos o trabalho lá, mas não poderia perder a oportunidade de louvar ao Senhor pelos 10 anos de onde tudo começou 🙂 Armando Marcos – editor e criador de Projeto Spurgeon e Projeto Castelo Forte

“Não tenho religião, tenho Cristo”. Você tem certeza disso??

Por ‎Armando Marcos 

O que é a religião? É Deus colocando-Se em comunicação com o homem, o Criador com a criatura, o infinito com o finito – Spurgeon 

Hoje em dia, o termo “religião” é muito mau visto e utilizado, tanto entre incrédulos e de certa forma bastante inusual até, entre crentes. Muitos , quanto contestados, apressadamente dizem “não ter religião, e sim Cristo”, colocando claramente que “Religião= má” e “Cristo=bom”. Em um primeiro momento isso pode ser visto como algo correto e até esperado, afinal não somos pessoas antiguadas e muito menos pessoas farisaicas. Porém, Irei enumerar algumas considerações sobre o uso do termo, e considerar que sim devemos aceitar que nós como crentes em Cristo temos uma certa religião, como ele deve ser por sua própria natureza a única verdadeira, e pretendo destrinchar aspectos de como ela é e deve se manifestar em nossas vidas nesse pequeno artigo.

  1. Jesus é a unica religião verdadeira no sentido pleno

Os antigos reformadores e, posteriormente, os protestantes evangélicos em geral, costumavam distinguir em seus escritos e tratados claramente entre a “religião verdadeira” e a “religião falsa”: é comum ler, por exemplo, as obras de Calvino, Wesley, Whitefield, Bunyan e Spurgeon, pessoas de séculos diferentes, e notar que eles usavam constantemente essa distinção. No século XVI e XVII, o papismo romano era sempre atacado como a religião falsa que usurpava o nome de cristianismo, e as outras religiões (normalmente os antitrinitarianos, turcos e sarracenos, nome dado aos mulçumanos) como aquelas que legitimamente estavam trilhando o caminho da falsa religião aberta. Porem, ainda assim, a ideia de “religião” não era rejeitada em si mesma, principalmente e mesmo depois do século XVIII com o florescimento do Iluminismo e do Ateísmo moderno.

Depois do inicio do século XX, o termo “religião” foi visto e aplicado  de forma quase sempre negativa e associado a coisas rigidas e sem vida. Mas se avaliarmos corretamente o seu significado, veremos que verdadeiramente o cristianismo é uma religião e sim Cristo pregou certa religião.

O termo “Religião”, segundo o Wikipedia, significa do latim: religare, religação com o divino. Porem, que sempre teve a ideia de forma de espiritualidade, à parte do “secular”: na própria página do Wikipédia diz :

é um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e os valores morais.

No caso do cristianismo, admitimos que ele se constitui de um sistema e visão de mundo simbólicos e reais de distinção próprios, mas ele é isso apenas na superfície, talvez como expressão do seu âmago mais profundo! Quanto a questão de que eles expressam o relacionamento da humanidade com a divindade, segundo o termos, a religião verdadeira é JUSTAMENTE o contrário! As religião falsas, da perspectiva cristã, essas sim, são as que tentam colocar o homem depravado e morto pelo pecado num falso caminho de sozinho ou com uma força própria falsa, no caminho direto dessa “re-conexão”. Porém, só em Jesus que é quem “religa” o homem caído a Deus, só pelo caminho de Cristo, que é o próprio Cristo, por meio da fé em Seu sacrificio, que seguimos a essência da palavra religião! (João 14:6).

Voltando ao sentido histórico, a religião verdadeira é aquela única em que Cristo é o caminho, e a única que segue os preceitos de Cristo acima dos humanos: e nesse sentido, é o contrário da práxis de outras expressões religiosas que colocam o homem como centro ultimo da religação com o divino.

‎II. Tiago define a verdadeira religião

Em Tiago 1:26-27 diz Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.”

Isso tem tudo haver com a prática coerente com a religião verdadeira: demostra uma mudança de coração, o coração regenerado por Cristo pelo poder do Espírito (João3) o amor ao próximo e se afastar do que o mundo nos oferece que nos contamina (1 João 2) . Claro que não somos ainda perfeito como seremos depois, na Glória em Cristo, mas isso não exclui a teologia correta da prática da religião verdadeira, que só pode vir de um coração regenerado e alocado agora sim na “religião verdadeira” de Cristo. Por isso mesmo, mostrando em atos e em ações, como o próprio Cristo verdadeiramente ensinou e exemplificou. Em suma, a declaração de Tiago não contradiz as explanações de Paulo, Pedro e Cristo mesmo, por exemplo. Porem, não é desculpa para o desleixo.

3º A religiosidade é formalista: é mesmo?

Hoje em dia, o termo religiosidade tomou a forma de algo ruim e formal: os maiores exemplos nesse sentido são os fariseus e saduceus, e depois, com os séculos, aqueles praticantes de ritos que não condizem com a realidade bíblica e com a coerência entre fé e obras (professa uma coisa e pratica outra.)

Sim, nesse sentido, sempre houve a há religiosidade, mas essa é uma falsa religiosidade: a verdadeira religiosidade tem a ver com fé real, o comprometimento na verdade e a prática de boas obras que glorifiquem a Deus em amor: não pode-se sobrepor uma sobre a outra : não podemos valorizar demais a ortodoxia que não se preocupa com a vida prática, e nem desprezar a teologia e fé baseada na revelação de Deus, a Bíblia, por sobre essa.

  1. O argumento “da falsa religião” é usado de forma descontrolada

Muitos, assim que contestados sobre alguma prática nova ou novidade religiosa e interpretativa, logo recorrem ao argumento da religiosidade como argumento de defesa e de ataque: porem, como já dito antes, ele não pode ser usado a torto e a direito, pois é contra o uso e definição do cristianismo, bem como contrária até mesmo a história clássica protestante.

  1. Uma reposta a uma possível contra-apelação

Alguém pode argumentar com o fato de Paulo ter dito “Sabendo de mim desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu “(Atos 26:5)

Em relação a isso, pode-se afirmar exatamente que a primeira forma de religião de Paulo, a farisaica, no sentido do termo em si, era uma falsa religião, pois de acordo com vários princípios, se baseava:

  1. a) Em falso zelo (Romanos 10:2)
  2. b) No judaísmo caduco depois Cristo (pois em Cristo a as promessas são cumpridas e os sacrifícios expiatórios sem mais necessidade, pelo cumprimento em Cristo)
  3. c) No apreço por obras como garantia e direito da salvação (Efésio 2:9)
  4. d) Pela falta de amor e falta do conhecimento de Cristo e de sua salvação (no sentido espiritual e escriturístico, pois ele certamente soube da crucificação de Cristo)

Espero ter mostrado um pouco que o uso do termo religião pelos protestantes deve ser mais bem avaliado. Antes de usar a ideia de que “não tenho religião, tenho Cristo”, como um clichê vazio, devemos perceber que todos aqueles que tem fé em Cristo verdadeiramente sim possuem uma religião, uma religião que , sendo inerente ao sentimento humano dado por Deus (Romanos 1) agora é direcionado verdadeiramente pela verdadeira religião. Isso é um incentivo ao evangelismo, pois nos tira do comodismo de achar que “todas as religiões levam a Deus”. Não, não levam, Paulo em Atenas viu a religiosidade falsa e mesmo admitindo que os gregos adoravam ou tinham algum tipo de percepção turva do Deus para eles desconhecido (Atos 17), ela era insuficiente para salvação, e Paulo pregou o evangelho contra essa falsa religião. Numa era secular pós moderna onde muitos querem ser individualistas ou modernos demais e a religião ou é vista como coisa velha ou sofre tentativa de adaptação, devemos ter a ousadia de assumir nossa verdadeira religião que não deve estar baseada na areia (Mateus 7).

Armando Marcos é editor do Projeto Castelo Forte  e membro da Igreja Presbiterana da Barra Funda, em São Paulo.

Audiobook do livro “Sermões para Crianças” de J.C.Ryle GRÁTIS PARA DOWNLOAD

 

Com grande alegria lançamos para edificação de nossos leitores e salvação de pecadores em Cristo o nosso Audiobook do livro “Sermões para Crianças”, de J.C.Ryle

Você pode comprar o ebook na Amazon e apoiar nosso Projeto AQUI

Narração de Abel Luna

Você pode fazer download  de cada capitulo abaixo separadamente (os arquivos têm em média 9, 10 mbs)

1 As Duas Ursas

2 Crianças que andam na verdade

3 Pequeno e Sábio

4 A pequena Garota Feliz

5 Chega de Choro

6 O dia das pequenas Coisas

7 Buscando cedo o Senhor

 

As 8 Coisas que Cristo Realizará – D.L.Moody

Um sermão pregado no século 19

Por D.L.Moody

Na Inglaterra

BAIXE EM PDF

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Mateus 11:28-30

Desejo chamar vossa atenção para as oito coisas que Cristo realizará.

A primeira coisa é achada em Mateus 11: 28-30. Nunca vi uma pessoa que não quisesse descansar. Não existe homem ou mulher na face da terra que não precise de descanso. Lemos do rico que derrubou seus celeiros e edificou maiores e que disse à sua alma: “Alma, descanse, tens muito armazenado”. Os comerciantes se esforçam dia e noite para amontoarem dinheiro, a fim de serem capazes de descansar. Os homens deixam suas famílias e amigos e dão a volta ao mundo para ganhar dinheiro, com a esperança de descansar. Os marinheiros enfrentam as ondas e ficam longe de casa durante meses para conseguir dinheiro a fim de que ele os leve ao descanso. De fato, se o descanso estivesse no mercado para ser comprado, haveria centenas de pessoas em Londres que o comprariam, até mesmo por preços muito altos, mas ainda que o dinheiro não o possa comprar, ao crer na palavra de Deus podemos obtê-lo sem dinheiro e sem preço. Continue lendo

CPAD lança “Os Tesouros de Davi” de Charles Spurgeon, na integra CONFIRA

É com imensa alegria que anunciamos o lançamento , pela editora CPAD, da versão completa e na integra de “Os Tesouros de Davi” de Charles Spurgeon

“Os Tesouros de Davi” foram escritos por Charles Haddon Spurgeon, o pastor batista mais conhecido da segunda metade do século XIX, durante 20 anos, de 1865 até 1885. Neles, Spurgeon comentou cada um dos 15 salmos e sua profundidade exegética, literária e cristocêntricas, e alem disso acrescentou aos seus comentários uma coletânea de comentários de diversos outros lideres e mestres da história da igreja cristã, entre eles Lutero, puritanos etc. “Os Tesouros de Davi” são considerados a obra máxima do ‘Principe dos Pregadores”. ele lançou um volume por ano de escrita, e posteriormente foram reunidos em 7 volumes. Sua esposa Sussanah Spurgeon considerava essa obra tão importante que criou um fundo de ajuda literária para distribuir volumes dos “Tesouros” para ministros pobres. É dito que nos dias de Spurgeon vendeu-se mais de 120 mil exemplares dessas obras .

Com tudo isso, é uma alegria que a CPAD tenha traduzido e disponibilizado para igreja do Brasil essa obra em sua versão integral. Recomendamos entusiasticamente . Você pode adquiri essa obra inestimável para lideres, pastores e todo aquele que quiser se aprofundar na Palavra aqui http://www.cpad.com.br/os-tesouros-de-davi-218382/p

Falece R.C.Sproul (1939-2017)

Faleceu essa tarde dia 14, na Flórida, nos EUA, segundo informações do ministério Ligonier Ministries​, o reverendo Robert Charles Sproul , mais conhecido como R.C.Sproul.

Orem pela família Sproul. O Projeto Castelo Forte lamenta e se gloria no Senhor pela vida e obra desse heroi da Fé e Pai da Igreja no século XX

Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Co 15:55)
“Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos” (Sl 116:15)
tendo Davi no seu tempo servido conforme a vontade de Deus, dormiu, foi posto junto de seus pais e viu a corrupção (Atos )

Dr. Sproul serviu como co-pastor na capela de Saint Andrew, uma congregação em Sanford, Florida. Foi ordenado como um ancião na Igreja Presbiteriana Unida nos EUA em 1965, mas deixou essa denominação por volta de 1975 e se juntou à Igreja Presbiteriana na América. Ele também é membro do Conselho da Alliance of Confessing Evangelicals.
Sproul tem sido um fervoroso defensor do calvinismo em suas muitas publicações impressas, de áudio e vídeo. Um tema dominante em muitas das lições de Renewing Your Mind de Sproul é a santidade e a soberania de Deus.
Sproul, um crítico da Igreja Católica Romana e da teologia católica, denunciou o documento ecumênico de 1994 Evangelicals and Catholics Together.

“Você pode sofrer por mim na semana anterior à minha morte, se eu estiver com medo e machucado, mas quando eu suspirar com aquela última respiração fugaz e minha alma imortal fugir para o Céu, eu estarei pulando sobre hidrantes nas ruas douradas e minha maior preocupação, se eu tiver alguma, será minha esposa aqui na Terra sofrendo. Quando eu morrer, eu serei identificado com a exaltação de Cristo. Mas agora sou identificado com Sua aflição.”
– R.C. Sproul

Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
2 Timóteo:4:7

Esboços da História da Igreja – Capítulo 9 – As últimas perseguições antes de Constantino. (261-313 dC)

Esboços da Historia da Igreja

J.C.Robertson

 

Valeriano, que havia tratado os cristãos tão cruelmente, chegou a um final miserável. Ele conduziu seu exército para a Pérsia, onde foi derrotado e feito prisioneiro. Foi mantido por algum tempo em cativeiro; e conta-se que ele costumava ser conduzido carregado de correntes, mas com as vestes roxas de um imperador jogadas sobre ele, para que os persas pudessem zombar de seus infortúnios. E quando morreu pelos efeitos da vergonha e do sofrimento, diz-se que a pele dele estava cheia de palha e era mantida num templo, como lembrança do triunfo que os persas tiveram sobre os romanos, cujo orgulho nunca tinha sido tão humilhado antes.

Quando Valeriano foi tomado como prisioneiro, seu filho Galiano tornou-se imperador (261 dC). Galiano editou uma lei pela qual os cristãos, pela primeira vez, conseguiram a liberdade de servir a Deus sem o risco de serem perseguidos. Podemos pensar que ele foi um bom imperador por fazer tal lei; mas ele realmente não merece muito crédito por isso, já que parece ter feito isso simplesmente porque não se importava muito com sua própria religião ou com qualquer outra. Continue lendo

Juan Rojas

            De acordo com os diferentes lugares e culturas onde se plantaram as primeiras igrejas, cada uma delas no Novo Testamento teve suas peculiaridades. A igreja de Corinto, por exemplo, não era igual a igreja de Éfeso, nem a de Roma. De certo que cada uma variava em detalhes de importância secundária, como o tempo de duração da reunião, o tamanho do local onde se reuniam, a quantidade de colaboradores (diáconos) etc. As Epístolas também nos deixam claro que cada congregação necessitava de uma ênfase de ensino em diferentes épocas de sua vida. Mas o que não deixa margem para dúvidas é que o Novo Testamento dita o modelo de uma igreja verdadeira.

A IGREJA NA HISTÓRIA

 

            A igreja nunca foi um mero lugar de reunião, mas sim pessoas que se reuniam para estudar, compartilhas e adorar a Deus. Estas congregações primeiramente se reuniam em casas (ver, por exemplo, At 5:42 e 20:20). Os cristãos sofreram tremenda perseguição por parte dos judeus e dos romanos. O cristianismo era estritamente proibido e considerado como perigoso dentro do império romano. Os cristãos eram considerados ateus por não crerem no panteão dos deuses gregos. Ameaçavam o Imperador ao negar-lhe prestação de culto e devoção. Por essas e outras razões, a igreja se reuniu escondida por séculos, assim como nas casas. Continue lendo

Menos é mais: Martinho Lutero sobre a vida cristã – Artigo – Carl Trueman

Uma das coisas impressionantes da visão de Martinho Lutero sobre a vida cristã é a sua absoluta simplicidade. Ao se opor a piedade medieval, com suas múltiplas ordens sagradas, suas penitências e peregrinações, Lutero apresentou um Cristianismo para todos. E contra o pano de fundo da sua própria psicologia complicada e escrupulosa, ele descobriu a paz que vem direto da suficiente ação salvadora de Deus no Cristo crucificado. Se Agostinho libertou a igreja da piedade auto-martirizante de Pelágio, Lutero a libertou de séculos de complicações ofuscantes.

Veja sua compreensão das fontes da salvação, por exemplo: Cristo ofertado na Palavra pregada, Cristo ofertado no batismo e na Ceia do Senhor. Ouvir, lavar e comer: três das atividades humanas mais básicas e cotidianas que não exigem nenhum talento especial. Atividades que transcendem todas as categorias humanas das quais nos importamos em criar para tornar as coisas mais complicadas, seja com base na idade, classe, etnia, etc.

Uma vida cristã fundamentada nas simples ferramentas estabelecidas nas Escrituras pode muito bem rebater a estética de um mundo em detrimento do espetacular e inovador, mas, no entanto, surge de um dos aspectos mais poderosamente graciosos do ensino bíblico na salvação: Deus não faz acepção de pessoas. Lutero viu isso claramente: Deus considera a humanidade como os que estão “fora de Cristo” e sujeitos às penalidades da Lei, ou os que estão “em Cristo” e, portanto, se beneficiam de Sua pessoa e trabalho. A questão-chave para os cristãos – e, portanto, para os que estão no ministério pastoral – era simplesmente de como alguém pode se unir a Cristo.

Para Lutero, a resposta era simples: pela fé agarrando-se na promessa de Cristo oferecida em sua Palavra e sacramentos. Assim, o chamado do ministério foi moldado de forma mais profunda pelo fato de que que eram essas as ferramentas que precisam ser usadas. E a vida individual de cada cristão é moldada do mesmo jeito significativo ao darmos a devida atenção para essas duas coisas. Ao passar pelo prumo da simplicidade e objetividade neste ponto, todo o resto é revelado como uma simples confusão – uma bagunça que escurece ou distrai da coisa real.

Ler Lutero pode ser muito libertador. Muitas pessoas que lutam sob o peso de seu próprio pecado e de suas próprias tentativas de alcançar a Deus, foram libertas pelo seu discernimento de que o evangelho é a boa notícia do que Deus fez por nós, e não do que nos exige que façamos para Ele.

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Tradução: Paulo Cunha

 

RECOMENDAÇÃO DE LEITURA DA NOSSA PARCEIRA LIVRARIA EL SHADDAI

Esboços da História da Igreja – Capítulo 8 – Cipriano – PARTE II (253-257 d.C.)

Esboços da Historia da Igreja

J.C.Robertson

Capítulo 8 – Cipriano PARTE 2 (253-257 d.C.)

CONFIRA A PARTE 1 AQUI

império e levou à morte um grande número de pessoas. Muitos dos pagãos pensaram que a praga tinha sido enviada por seus deuses para puni-los por permitir que os cristãos vivessem; e as multidões das cidades ficaram raivosamente contra os cristãos, matando alguns deles e machucando-os de outras maneiras.

 

 

Mas, em vez de retribuir o mal com o mal, os cristãos mostravam o espírito de amor que eles aprenderam de seu Senhor e Mestre; e não havia lugar onde isso fosse mais notável do que em Cartago. Os pagãos estavam tão aterrorizados com a praga que eles pareciam ter perdido todo sentimento natural e quase estavam fora de seus sentidos. Quando seus amigos ficavam doentes, eles os deixavam para morrer sem nenhum cuidado; quando eles estavam mortos, expulsavam seus corpos para a rua, e os corpos que jaziam insepultos eram não só chocante para o olhar, mas fazia o ar insalubre, de modo que havia muito mais perigo da praga do que antes. Mas enquanto os pagãos estavam se comportando dessa maneira, e cada um deles pensava apenas em si mesmo, Cipriano convocou os cristãos de Cartago para que eles agissem de forma muito diferente. “Não seria de admirar”, disse ele, “se atendêssemos aos nossos amigos; mas Cristo, nosso Senhor, nos impõe também fazer o bem aos pagãos e publicanos, e a amar nossos inimigos. Ele orou por aqueles que o perseguiram, e se nós somos seus discípulos, devemos fazê-lo também.” E então Cripriano passou a designar o povo em qual parte cada um deles deveria ocupar no trabalho de caridade. Aqueles que tinham dinheiro deveriam dar, e deveriam fazer além disso outros atos de bondade que pudessem além. Os pobres, que não tinham prata ou ouro de sobra, deveriam entregar seu trabalho em um espírito de amor. Então, todas as classes definiram suas tarefas de bom grado, e eles cuidaram dos doentes e enterraram os mortos, sem perguntar se eles eram cristãos ou não.

 

 

Quando os pagãos viram esses atos de amor, muitos deles foram levados a pensar sobre o motivo dos cristãos fazerem isso, e como eles eram tão gentis para pessoas pobres e velhas, para viúvas, órfãos e escravos; e como eles estavam sempre prontos para arrecadar dinheiro para comprar a liberdade dos cativos, ou para ajudar seus irmãos que estavam em qualquer tipo de problema. E, pensando e perguntando o que levou os cristãos a fazerem tais coisas, que eles mesmos nunca teriam pensado, muitos dos pagãos foram levados a ver que o Evangelho era a verdadeira religião, e abandonaram seus ídolos para seguirem Cristo.

 

 

Depois disso, Cipriano teve um desacordo com Estêvão, bispo de Roma. Roma era a maior cidade do mundo e a capital do império. Haviam muitos cristãos, mesmo no tempo dos Apóstolos, e, à medida que os anos passavam, a Igreja de Roma crescia cada vez mais, de modo que era a maior e mais importante de todas as igrejas. Agora, os bispos que estavam à frente desta grande igreja foram naturalmente considerados os principais dos bispos, e tinham mais poder do que qualquer outro, de modo que se um homem orgulhoso obtivesse o bispado de Roma, era provável que ele pudesse tentar colocar-se acima de seus irmãos, e estabelecer lei para eles. Estêvão era, infelizmente, um homem desse tipo, e ele cedeu à tentação, e tentou dominar outros bispos e suas igrejas. Mas Cipriano foi contra ele e fez com que ele percebesse que o bispo de Roma não tinha o direito de dar leis a outros bispos ou se meter com as igrejas de outros países. Ele mostrou que, embora Pedro (de quem Estêvão fingia que os bispos de Roma receberam poder sobre os outros) foi o primeiro dos Apóstolos, ele não era de uma classe ou ordem superior ao resto; e, portanto, que, embora os bispos romanos fossem os primeiros, os outros bispos eram iguais e receberam uma participação igual no ministério cristão. Então, Estêvão não conseguiu obter o poder que desejava em relação a outras igrejas, e, depois de sua morte, Cartago e Roma ficaram novamente em paz.

FONTE: https://www.ccel.org/ccel/robertson/history.html 

TRADUÇÃO: Douglas Moura

revisão: Plábyo Geanine

edição: Armando Marcos

 

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História Da Teologia Cristã de Gerald Bray 

 

 

 

 

 

 

 

Cristianismo Através Dos Séculos ,de Earle E. Cairns

Esboços da História da Igreja – Capítulo 8 – Cipriano – PARTE I (250-253 d.C.)

Esboços da Historia da Igreja

J.C.Robertson

Capítulo 8 – Cipriano PARTE I (250-253 d.C.)

 

 

Aproximadamente na época de Orígenes viveu Cipriano, bispo de Cartago. Ele nasceu no ano 200, e foi conhecido como professor de paganismo antes de ser convertido aos 45 anos. Ele desistiu de ser chamado de mestre e – como os primeiros cristãos em Jerusalém (Atos 4.34f) – vendeu uma bela casa e jardins que possuía perto de Cartago e deu o preço com uma grande parte de seu dinheiro próprio para os pobres. Ele se tornou um dos clérigos de Cartago, e quando o bispo morreu, cerca de três anos depois, Cipriano era tão amado e respeitado que ele foi escolhido em seu lugar (248 d.C.). Continue lendo