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Os Negócios Seculares Não Justificam a Negligência com a Religião – George Whitefield

Capa WhitefieldNº 20.

Sermão pregado pelo

Rev. George Whitefield

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Deixe que os mortos sepultem os seus mortos” – Mateus 8:22.

Paulo, pregando em Atenas, diz-lhes que conforme ele passava ali e via sua devoção, ele percebeu que eles eram, em todas as coisas, muito supersticiosos. Mas se este apóstolo ressuscitasse hoje e pudesse vir a anunciar as boas novas da salvação em alguma de nossas populosas cidades, ele não veria razão pela qual acusar os habitantes disso; mas, antes, conforme ele passasse e observasse o curso de suas vidas, ele os acusaria dizendo:

Percebo que em todas as coisas vós sois muito secularizados; sois muito ávidos em se inclinarem na busca dos seus negócios legítimos; muito ávidos de modo a negligenciarem totalmente, ou ao menos muito despreocupados em dar atenção, à única coisa necessária.

Não pode, então, haver maior caridade para com o mundo cristão, do que soar um alarme aos seus ouvidos e adverti-los do indizível perigo de agarrar-se continuamente às coisas dessa vida, sem estar igualmente, ou melhor, sem estar mil vezes mais preocupados pelo bem-estar em um estado futuro.

E há ainda mais ocasião para tal alarme, pois o mundanismo está ocupando os corações dos homens tão fácil e habilmente. Pois a partir de uma ilusória pretensão de servir a Deus ao trabalhar pela comida que perece, eles são insensivelmente acalentados em uma sonolência espiritual tal, que se tornam escassos em perceber sua negligência em garantir aquela comida que dura para a vida eterna.

As palavras do texto, se não à primeira vista, ainda assim quando examinadas e explicadas, serão aplicáveis a esse caso, visto que contém uma admirável advertência em não buscar os negócios desse mundo à custa da felicidade do mundo vindouro.

Essas são as palavras do próprio Jesus Cristo; a ocasião em que foram proferidas foi essa: enquanto Ele conversava com os que estavam reunidos ao Seu redor, Ele fez a um deles uma convocação imediata para que O seguisse: mas este, ou temeroso em ir após um mestre tão perseguido, ou preferindo amar ao presente mundo, diz: “Permite-me primeiro ir para casa e enterrar o meu pai”, ou, como muitos o explicam, “Deixa-me primeiro ir e resolver alguns negócios importantes que tenho aqui na terra”. Mas Jesus lhe disse: “Deixe os mortos sepultarem os seus mortos”; deixe os negócios mundanos para os homens mundanos, deixe seus negócios seculares de lado, ao invés de deixar de me seguir.

Se essa pessoa fez como lhe foi ordenado, eu não sei; mas isto eu sei, que o que Cristo disse aqui a essa pessoa, Ele tem frequentemente sussurrado com a suave e tranquila voz do seu Espírito Santo, e diz a muitos aqui presentes, que acordam cedo e repousam tarde, e comem o pão do cuidado: “Venham livrar-se de suas afeições pelas coisas dessa vida; tomem a vossa cruz e sigam-Me”. Mas eles, querendo justificar-se, respondem: “Senhor, deixa-nos primeiro enterrar os nossos pais, ou resolver nossos negócios seculares”. Eu digo a todos estes: “Deixe os mortos sepultarem os seus mortos”, deixem seus negócios mundanos de lado, ao invés de deixar de segui-Lo.

A partir das palavras explicadas desta maneira, naturalmente surge esta afirmação, de que nenhum negócio, por mais importante que seja, pode justificar a negligência para com a verdadeira religião.

Essa é a verdade que eu irei primeiramente mostrar, e então fazer uma aplicação disso.

I. Primeiramente então, eu pretendo provar que nenhum negócio temporal, por mais importante que seja, pode justificar a negligência para com a verdadeira religião.

Pela palavra “religião”, eu não me refiro a nenhum conjunto de virtudes morais, nenhum aperfeiçoamento parcial de nós mesmos, ou cumprimento formal de qualquer um de nossos deveres exteriores; mas uma aplicação da inteira e pessoal justiça de Cristo, feita pela fé em nossos corações; uma mudança completa e real de nossa natureza, moldada em nós pela invisível, mas poderosa, operação do Espírito Santo, preservada e nutrida em nossas almas pelo constante uso de todos os meios da graça, evidenciada por uma boa conduta, e produzindo os frutos do Espírito.

Essa é a verdadeira e imaculada religião, e para o aperfeiçoamento dessa boa obra em nossos corações, o eterno Filho de Deus veio ao mundo e derramou seu precioso sangue; para esse fim nós fomos criados e enviados ao mundo, e somente por causa disso é que nós podemos nos tornar filhos de Deus. Se porventura de fato julgássemos pela prática comum do mundo, pensaríamos que fomos enviados a ele sem nenhum propósito, a não ser o de cuidar e labutar pelas incertas riquezas dessa vida; mas se consultarmos as palavras da vida, elas nos informarão de que nascemos para fins mais nobres, até mesmo para sermos nascidos de novo do alto, para sermos restaurados à divina semelhança por Jesus Cristo, nosso segundo Adão, e assim sermos feitos dignos de herdar o reino dos céus. Consequentemente, existe uma obrigação posta sobre todos nós, mesmos àqueles mais ocupados, de assegurar-se desse fim; sendo uma verdade inegável, que todas as criaturas devem responder ao fim pelo qual foram criadas.

Alguns, de fato, confinam a religião ao clero, e pensam que ela pertence apenas àqueles que servem; mas que erro fatal é esse, visto que todas as pessoas são indiferentemente chamadas por Deus para o mesmo estado de santidade interior. Assim como todos nós somos corrompidos em nossa natureza, assim todos também devemos ser renovados e santificados. E embora deva ser reconhecido que o clero está sob obrigações duplicadas de ser exemplo aos crentes, na fé, no zelo, na caridade e em tudo o mais que for louvável e de boa fama, uma vez que estão mais imediatamente dedicados ao serviço de Deus; ainda, assim como todos fomos batizados com um só batismo na morte de Cristo, estamos todos sob a necessidade de executar nossa aliança batismal, e aperfeiçoar a santidade no temor a Deus; pois as Sagradas Escrituras nos indicam senão um caminho de admissão no reino de Cristo, através da porta estreita de uma sólida conversão. E aquele que não entra no curral das ovelhas, seja clérigo ou leigo, por essa porta, descobrirá, para sua eterna ruína, que não pode pular a cerca.

Além disso, que grande ignorância da natureza da verdadeira religião, assim como de nossa própria felicidade, essa distinção revela? Pois o que nosso Salvador, querendo que sejamos religiosos, requer de nós? Não quer senão subjugar nossas paixões corruptas, erradicar nossos maus hábitos, para então enraizar as graças celestiais do santíssimo Espírito de Deus em seu lugar; e, em uma palavra, nos encher de toda a plenitude Deus.

E os homens serão tão inimigos de si mesmos a ponto de afirmar que isso pertence apenas aos que ministram as coisas santas? Isso não diz respeito igualmente ao mais ocupado homem vivo? É o objetivo da religião fazer o homem feliz, e não é um privilégio de cada um ser tão feliz quanto pode? As pessoas em seus negócios acham as corrupções de sua natureza, e a desordem de suas paixões tão agradáveis, que não se importam se nunca as controlam ou eliminam? Ou elas irão consentir que apenas os ministros sejam participantes da herança dos santos na luz? Se não, desde que desejam o mesmo fim, não farão uso dos mesmos meios? Pensam eles que Deus irá criar uma nova coisa sobre a terra, e, contrariamente à pureza da Sua natureza, e da imutabilidade de Seu conselho, irá admiti-los nos céus em seu estado natural, por estarem sobrecarregados com muitas coisas mundanas?

Examinem cuidadosamente a Escritura, e vejam se elas dão algum espaço para tal esperança infundada.

Mas, além disso, alguém poderia supor que existe algo do mais alto interesse e da maior importância em nossos assuntos temporais, de modo que estes desviaram muitos de purificar seus corações pela fé que está em Cristo Jesus.

Um avarento cobiçoso, que negligência a religião por estar continuamente concentrado em procurar grandes coisas para si mesmo e para os de sua casa, gloria-se de que age da maneira mais sábia; e ao mesmo tempo censurará e condenará um jovem pródigo, que não tem tempo para ser devoto, por estar tão envolvido em desperdiçar sua fortuna em uma vida desordenada e em procurar prostitutas. Porém em pouco tempo os homens serão convencidos que os que perderam a sua alma buscando pelas riquezas são tão indesculpáveis quanto os que a perderam buscando os prazeres sensuais. Pois embora o negócio possa assumir um ar de importância, quando comparados a outros divertimentos triviais, ainda assim quando colocado na balança com a perda de nossas preciosas e imortais almas, é igualmente frívolo, de acordo com o que disse nosso Salvador: “O que aproveitará o homem, se ganhar ao mundo inteiro e perder a sua própria alma“; ou, “o que dará o homem em troca de sua alma?”. E então, necessitamos de mais alguma prova? Ouvimos a decisão da boca do próprio Cristo. Mas por ser tão difícil convencer alguns dessa importante verdade, aqueles cujos corações estão cegos pelo engano das riquezas, é que precisamos gritar-lhes na língua do profeta: “Ó terra, terra, ouve a palavra do Senhor”,

Eu colocarei diante de vós uma passagem a mais da Escritura, a qual eu desejo que seja escrita nas tábuas dos nossos corações. No capítulo catorze do evangelho de Lucas, a partir do verso dezoito, nosso bendito Senhor propõe esta parábola:

Um certo homem fez uma grande ceia, e convidou a muitos. E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados […] E todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo, e importa ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado. […] E, voltando aquele servo, anunciou estas coisas ao seu senhor.

E o que se segue? O mestre aceitou às suas desculpas? Não, o texto nos conta que o bom homem se irou, e disse “que nenhum dos que foram convidados deveriam provar de sua ceia”. E o que essa parábola ensina, senão que as mais legítimas vocações não justificam nossa negligência; mais do que isso, que elas deixam de ser legítimas quando de alguma forma interferem nos grandes interesses da religião?

A ceia de casamento da qual aqui se fala, significa o evangelho; o mestre da casa é Cristo; os servos enviados, são os seus ministros, cujo dever é, de tempos em tempos, chamar o povo para sua festa de casamento, ou, em outras palavras, para serem religiosos. Então descobrimos que aqueles que foram convidados estavam muito bem e honestamente empregados. Não há ofensa em comprar ou ver um pedaço de terra, ou em ir e provar uma junta de bois; mas aqui está a sua culpa, em que eles fizeram tais coisas quando foram convidados a vir à festa de casamento.

Sem dúvida, pessoas podem muito honestamente estarem ocupadas em seguir às suas respectivas vocações; mas ainda assim, se elas estão engajadas tão profundamente nelas, de modo a impedir o seu trabalho para com sua própria salvação, com temor e tremor elas devem esperar a mesma sentença que seus predecessores na parábola, de que nenhum deles provará da ceia de Cristo: pois nosso chamado particular, dessa ou daquela profissão, não deve jamais interferir no nosso chamado geral e precioso como cristãos. Não que o cristianismo nos chame inteiramente para fora do mundo, pois as Sagradas Escrituras não certificam tal doutrina.

É muito notável que no livro da vida encontramos alguns de quase todas as ocupações, os quais, contudo, serviram a Deus em suas respectivas gerações, e lançaram tantas luzes no mundo. Assim ouvimos falar de um bom centurião nos evangelhos, e um devoto Cornélio no livro de Atos; um piedoso advogado; e alguns que andaram com Deus, mesmo da casa de Nero, nas epístolas; e nosso divino mestre, em sua resposta a Marta, não lhe condena por seus cuidados, mas por estar obstruída ou perplexa acerca de muitas coisas.

Não, vós podeis, aliás, vós deveis trabalhar vossa obediência a Deus, mesmo para com a comida que perece.

II. Agora eu aplicarei, em segundo lugar, o que foi dito.

 

Eu vos suplico, pelas misericórdias de Deus em Cristo Jesus, que não permitam que vossa inquietação pela comida que perece seja à custa daquela que dura para a vida eterna; pois, repito as palavras do nosso bendito Salvador: “O que aproveitará um homem, se ele ganhar ao mundo inteiro e perder a sua própria alma“; ou, o que dará um homem em troca de sua alma?”

Se fôssemos viver para sempre no mundo, então a sabedoria mundana seria nossa mais alta sabedoria; mas visto que não temos aqui nenhuma cidade contínua, e fomos enviados a este mundo para ter nossas naturezas transformadas e para nos ajustar Àquele que há de vir; o que significa então, negligenciar essa importante obra por um pequeno ganho mundano, senão, como o profano Esaú, vender a nossa primogenitura por um prato de lentilhas?

Ah! Como os cristãos são diferentes do cristianismo! Eles são mandados a “procurar primeiro ao reino de Deus e à sua justiça” e todas as outras reais necessidades lhes serão acrescentadas; mas eles são temerosos – ó, homens de pequena fé – de que se o fizerem, todas as outras necessidades lhes sejam tomadas; eles são estritamente proibidos de se preocuparem com o dia de amanhã, e ainda assim eles não repousam noite ou dia, mas continuamente amontoam riquezas para muitos anos, embora não saibam quem as apanhará. Isso é agir como pessoas que são estrangeiros e peregrinos na face da terra? É isso guardar o seu voto batismal? Não é, antes, apostatar diretamente do voto, e desistir do serviço a Jesus Cristo para se alistar sob a bandeira de Mamom?

Mas qual será a esperança de tais mundanos quando Deus lhes tirar as suas almas? O que aconteceria se o Todo-Poderoso lhes dissesse, como disse ao rico tolo no evangelho, “esta noite tua alma te será requerida”? Então, que proveito eles teriam de todas essas coisas que eles estão tão ocupados para conseguir?

Se a vida eterna, aquele dom gratuito de Deus em Cristo Jesus, pudesse ser comprada com dinheiro; ou se os homens carregassem seus rebanhos além do túmulo para comprar óleo para suas lâmpadas, isto é, graça para os seus corações, quando fossem chamados para encontrar com o noivo, haveria então alguma razão pela qual Deus pudesse ser tolerante para com eles. Mas uma vez que seu dinheiro perece com eles, uma vez que isso é certo que nada trouxeram ao mundo, e nada podem carregar dele; ou, supondo que pudessem, uma vez que não há óleo a ser comprado, nenhuma graça a ser comprada já que a lâmpada de suas vidas naturais se foi; não seria muito mais prudente gastar o pouco tempo que lhes é dado aqui, comprando óleo que pode se ter, e não temendo ter um pouco menos daquilo que logo será de outro homem, e perder eternamente as verdadeiras riquezas?

O que pensais? Deve-se supor que aquele mundano cobiçoso mencionado anteriormente, quando entrou no mundo dos espíritos, lamentou não poder estar aqui nessa terra até que derrubasse os seus celeiros e construísse maiores?

Ou não pensais que todas as coisas aqui em baixo lhe pareceram igualmente pequenas, e que ele se arrependeu apenas de que não tivesse empregado mais tempo em derrubar cada alto pensamento que se exaltou contra o Todo-Poderoso, e ter edificado sua alma no conhecimento e temor do Senhor?

E assim será com todos os homens infelizes, que como ele estão se inquietando em uma busca vã de riquezas seculares, e ao mesmo tempo não são ricos para com Deus.

Eles podem, por um tempo, parecer excelentemente bem ocupados em estarem cuidadosos acerca das preocupações importantes dessa vida; mas uma vez que seus olhos foram abertos pela morte, e suas almas lançadas na eternidade, eles verão então a pequenez de todos os cuidados mundanos, e se espantarão de terem sido tão tolos para com as coisas da outra vida, enquanto eram, talvez, aplaudidos por sua grande sabedoria e profunda sagacidade nos assuntos desse mundo.

Ah, como se lamentarão por agirem como o mordomo injusto, tão sábios em suas preocupações temporais, em chamar seus devedores tão cuidadosamente, e perguntar quanto cada um devia, e ainda assim nunca se lembrar de acertar as contas consigo mesmo, ou inquirir quanto eles deviam ao seu grande Senhor e mestre?

E então o que mais direi? O deus deste mundo, e os desordenados desejos por outras coisas, devem ter sufocado totalmente a consciência daquele homem que não vê a força desses claros raciocínios.

Permitam-me apenas adicionar uma palavra ou duas para o rico e para as pessoas que estão livres dos negócios dessa vida.

Aqui eu devo parar um momento, pois estou ciente de que mesmo sendo isso uma coisa desagradável, e como alguns podem imaginar, algo pretensioso, pelo fato de um mero aprendiz em religião estar incumbido de instruir homens de altos posições, e que possivelmente desdenhariam e me jogariam aos cães de seus rebanhos.

Entretanto, visto que Paulo, que conhecia o que melhor convinha para um jovem pregador, comandou Timóteo, jovem como era, a exortar e cobrar os ricos com toda autoridade; eu espero que nenhum dos que aqui o são sejam ofendidos, se com humildade eu suplico a lhes lembrar, ainda que um dia já o tenham sabido, que se as pessoas nos serviços mais ocupados estão indispensavelmente obrigadas a “trabalharem sua salvação com temor e tremor”, muito mais devem fazer, os que estão livres da fadiga e do fardo de um estilo de vida mais simples, e consequentemente, tem maiores oportunidades de tempo livre para se prepararem para o estado futuro.

Mas esse é realmente o caso? Ou não encontramos, em uma experiência inevitável, que muitíssimos daqueles a quem Deus exaltou acima de seus irmãos, que estão “vestidos em púrpura e linho fino, e passam suntuosamente todo dia”, por um triste abuso da grande doação que Deus lhes fez, pensam que suas posições lhes colocam acima da religião, e então permitem que os pobres, que vivem do suor de seus rostos, compareçam mais constantemente aos meios da graça do que eles mesmos?

Mas ai de tais ricos! Pois eles receberam a sua consolação.

Bom seria se eles nunca tivessem nascido; pois se os negociantes negligentes e irreligiosos não podem ser salvos, onde aparecerão os luxuriosos e ímpios cavalheiros?

Permitam-me, portanto, a fim de concluir, exortar todas as pessoas: grandes e pequenas, ricos e pobres, um com o outro, a fazer a renovação da sua natureza caída, a única ocupação de suas vidas; e não permitir que nenhum benefício mundano, nenhum prazer mundano, impeça-lhes desses pensamentos. Que esse grito, “vede que o noivo chega”, esteja sempre soando em nossos ouvidos; e vivamos como criaturas que estão a todo momento passíveis de ser apressadas até o julgamento pela morte. Lembremo-nos que essa vida é um estado de infinita importância, um ponto entre duas eternidades, e que depois de terminados esses poucos dias, não haverá mais sacrifício pelo pecado. Perguntemo-nos frequentemente: como desejaremos ter vivido quando deixarmos o mundo?

E então estaremos sempre em tal estado, de modo a nunca temermos morrer. Se vivermos, viveremos para o Senhor; ou se morrermos, morreremos para o Senhor; de modo que vivendo ou morrendo, possamos ser do Senhor.

A fim de que, pedimos a Deus, o protetor de todos os que nele colocam a fé, sem o qual nada é forte e nada é santo, aumente e multiplique sobre nós a Sua misericórdia, que sendo Ele nosso governante e guia, possamos então passar pelas coisas temporais, para que no fim, não percamos as coisas eternas; por Cristo Jesus, nosso Senhor.


 

FONTE

Traduzido de

http://web.archive.org/web/20070824063155/http://www.anglicanlibrary.org/whitefield/sermons/20.htm

Tradução: Gyordano Montenegro Brasilino

Revisão: Thiago McHert – FirelandMissions.com

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