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O Presente de Deus – um sermão sobre João 3:16 – Lutero

Sermão pregado pelo Reformador

Martinho Lutero

Em 25 de maio de 1534

Para a Segunda-Feira do Pentecostes

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“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”

 

João 3:16

 

 

A boa nova para um mundo pecador.

 

Esse é, sem dúvida, um dos mais sublimes trechos evangélicos do Novo Testamento. Se fosse possível, teríamos que a gravá-lo em nossos corações com letras douradas, e todo cristão teria que se familiarizar com essas palavras e recitá-las em sua mente pelo menos uma vez ao dia, para conhecê-las bem de memória. Ali se escutam palavras que se forem cridas robustamente, conferem ao triste alegria, e ao morto, vida. Não podemos compreendê-las todas, não obstante, queremos confessá-las com a boca e rogar que o Espírito as transfigure em nosso coração e as faça tão luminosas e ardentes que penetrem até o mais profundo de nosso ser. É verdadeiramente um Evangelho de grande riqueza, repleto de consolo. “Deus amou ao mundo”, e o amou de tal maneira “que deu a seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” O que isso significa, o ilustrarei com um quadro em que veremos por um lado ao doador, e por outro, o receptor, e alem disso, o presente, o fruto e o proveito do presente, e tudo isso em  uma dimensão indizivelmente grande. Continue lendo

Como Spurgeon Organizava sua Semana?

Por Christian George

Em cinquenta e sete anos, Charles Spurgeon realizou três vezes mais do que se pode fazer em uma única vida. Toda semana, ele pregava de quatro à dez vezes, lia seis livros grossos, revisava sermões para publicação e palestras, e editava uma revista mensal[1]. Em seu tempo livre, ele escreveu aproximadamente 150 livros.  Spurgeon pastoreou a maior mega-igreja Protestante do mundo, o Tabernáculo Metropolitano, construído em 1861 (ele conhecia todos os 6000 membros pelos nomes), dirigiu uma escola teológica chamada “Colégio de Pastores”, coordenou um orfanato e supervisionou sessenta e seis instituições de caridade.

“Eu queria poder dizer  que não desperdiçamos nem uma hora do nosso tempo, nem uma hora de tempo de outras pessoas” – Spurgeon

Spurgeon foi também um marido e pai que nunca sacrificou sua família no altar do ministério. Então, como o Príncipe dos Pregadores organizava sua semana? Aqui está um exemplo de como foi a agenda diária de Spurgeon: essa agenda foi organizada com informações de sua autobiografia[2]

Segunda-feira

– Acordar cedo, revisar a transcrição do estenógrafo do sermão de ontem[3].

– Escrever / ditar cartas e correspondência pessoal

– Após o almoço, completar a revisão do primeiro rascunho do sermão e enviar para a impressão

–  17:30 às 19:00 –  liderar culto de oração no Tabernáculo

– Conduzir entrevistas para adesão no Tabernáculo

– Pregar no culto opcional da noite

Terça-feira

– Acordar cedo, revisar o segundo rascunho do sermão

– Até 11:00 da manhã, completar a revisão do segundo rascunho e enviar sermão para a impressão

– Escrever / ditar cartas e correspondência pessoal

– Almoço. Pesquisa / escrever livros, artigos das revistas e outros trabalhos literários

– Tarde. Cuidado pastoral / aconselhamento no Tabernáculo

– Fim de tarde, presidir sociedades internas do Tabernáculo e instituições de caridade

Quarta-feira

– Celebrar o “tão necessário” Shabbat de meio da semana

– Gastar tempo com Susannah, Charles e Thomas

– Meditação no jardim ou leitura de estudo

– Relaxar

 

Quinta-feira

– Acordar cedo, escrever / ditar cartas e correspondência pessoal

– Comece a pensar em selecionar um texto das Escrituras para o sermão da noite

– Tarde – escrever / editar livros e outros projetos literários

– Completar a revisão final do sermão de domingo de manhã e enviar para publicação / distribuição[4]

– Após o jantar, começar a preparar o sermão para o serviço noturno

– 18:00 as 19:00, pregar no culto noturno na sala de aula do Tabernáculo

 

Sexta-feira

– Acordar cedo, preparar a palestra sobre pregação para os alunos do Colégio de Pastores

– 15:00 as 17:00, palestrar por duas horas no Colégio.

– Entrevista / mentoriar estudantes depois

– 19:00  assistir à reunião de negócios no Tabernáculo

 

Sábado

– Café da manhã, depois trabalhar com o secretário na revisão / edição de livros para publicação

– Resolver com secretário projetos pendentes para a semana

– Tarde, receber convidados no jardim se o clima for favorável

– 18:00 despedir convidados após o jantar

“Agora, queridos amigos, devo despedi-los deste estudo; Vocês sabem a quantidade  de galinhas que tenho para depenar, pois eu quero dar uma boa refeição amanhã”

– 10:00 as 12:00, Prepare o sermão de amanhã:

– Selecione o texto da Escritura

– Peça à esposa para ler o texto das Escrituras em voz alta

– Mentalmente divida o sermão em pontos de ruptura naturais enquanto lê

– Rabiscar  divisões em uma meia folha de papel em tinta roxa

 

Domingo

– Acordar cedo, dirigir até o Tabernáculo (15-20 minutos de viagem)

– Fumar um charuto “para a glória de Deus”

– Chegar 30 minutos antes do culto

O Culto de Adoração começa

– Chamada para adoração / anúncios

– Cantar congregacional do nosso próprio Hinário  (apenas vozes, sem órgão)

– Ler o texto das Escrituras enquanto oferece exposições extemporâneas em seu contexto

– Comece a pregar o sermão (43-45 minutos, não mais)

– Beber vinagre de pimenta se a garganta ficar irritada

– Concluir o culto (sem apelo de altar, mas “salas de consulta” disponíveis)

Tarde, cumprimentar os visitantes na sacristia.

No final da tarde, viajar para casa de “Westwood” em Beulah Hill, em Norwood

Começar a preparação do sermão para o culto evangelístico da noite

Pregar o sermão no Tabernáculo

Voltar para casa e descansar para a semana

 

Uma Palavra Final

Certa vez, o missionário na África, David Livingstone perguntou à Spurgeon:

“Como você consegue fazer tantas coisas em um só dia?”

Spurgeon respondeu:

“Você esqueceu, que há DOIS de nós trabalhando?”

 

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[1] A “The Sword and the Trowel”

[2] Devemos considerar essa agenda somente um exemplo, pois alguns eventos nela são exceções. Provavelmente ela é uma organização arranjada pelo autor desse artigo, não é literal.

[3] Essa revisão era do sermão do domingo de manhã. O Sermão do domingo de noite era arquivado, o que provocou que depois da morte de Spurgeon existisse um estoque de sermões inéditos para publicação que durou de 1892 à 1917.

[4] A publicação dos sermões de domingo de manhã acontecia na quinta feita

FONTE: http://www.spurgeon.org/resource-library/blog-entries/how-spurgeon-scheduled-his-week

TRADUÇÃO: Paulo Cunha Junior

REVISÃO e notas: Armando Marcos

Onde Você Está? – sermão J.C.Ryle

Sermão pregado por

J.C.Ryle

1° bispo da Diocese da Igreja da Inglaterra em Liverpool

Quando era ministro em Helmingham, Suffolk, Inglaterra

E publicado por volta de 1850.

 

Onde você está (PRONTO NOVA EDIÇÃO PDF)

 

E o SENHOR Deus chamou a Adão e disse-lhe: onde estás?”

GÊNESIS 3.9

 

 

CARO LEITOR,

 

A pergunta que está diante dos seus olhos é a primeira que Deus fez ao homem após a queda. É a pergunta que Ele fez a Adão no dia em que comeu o fruto proibido e se tornou um pecador.

 

Adão e sua esposa esconderam-se entre as árvores do jardim do Éden em vão. Foi em vão que tentaram se esconder dos olhos do Deus que tudo vê. Eles ouviram a voz do Senhor Deus andando na viração do dia. “E o SENHOR Deus chamou a Adão e disse-lhe: onde estás?” (Gn. 3.9). Pense por um momento no quão terrível deve ter sido ouvir essas palavras! Quais devem ter sido os sentimentos de Adão e Eva? Continue lendo

O Duplo Efeito do Evangelho – sermão Spurgeon

nº26

Sermão pregado na manhã de Domingo,

17 de Maio de 1855

por Charles Haddon Spurgeon

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“Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes certamente cheiro de morte para morte; mas para aqueles cheiro de vida para vida. E para estas coisas quem é idôneo?” 2 Coríntios 2:15-16

 

Estas são palavras de Paulo expressas em seu próprio nome e em nome dos apóstolos. São verdadeiras no que concerne a todos aqueles que são eleitos pelo Espírito, preparados e enviados à vinha para pregar o Evangelho de Deus. Sempre admirei o versículo 14 deste capítulo, especialmente quando recordo os lábios que as pronunciaram: “E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento”.

Imaginemos Paulo, já um ancião, nos dizendo: “Cinco vezes recebi dos judeus quarenta açoites menos um”, que depois foi arrastado como morto, o homem dos grandes sofrimentos, que havia passado através de mares de perseguições; pensemos quando disse, no fim de sua carreira ministerial: “Mas graças a Deus, que faz que sempre nos triunfemos em Cristo!”. Triunfar quando se naufragou, triunfar apesar de ter sido flagelado, triunfar havendo sido torturado, triunfar ao ser apedrejado, triunfar em meio ao escárnio do mundo! Triunfar ao ser expulso de uma cidade e ter que sacudir o pó dos seus pés! Triunfar em todo momento em Cristo Jesus! Continue lendo