Arquivo mensais:janeiro 2013

O que é Crer – J.C.Ryle

titulo_crerA fé e a crença, tratados por mim anteriormente, são uma graça de suma importância e serão, naturalmente, falsificadas, portanto, precisamos estar preparados para isso. Assim como existe uma fé morta, também existe a fé viva; a fé dos perversos, assim como a fé dos eleitos por Deus; a fé que é vã e inútil e a fé que justifica e salva. Como o homem saberá se ele tem a fé verdadeira ou não? Como ele saberá se acredita na salvação de sua alma? Há como descobrir. Um etíope é reconhecido pela sua pele, assim como um leopardo por suas manchas. A fé verdadeira pode ser reconhecida por algumas marcas. Elas estão expostas claramente nas escrituras. Leitor, vou me esforçar para deixar essas marcas de forma clara diante de você. Observe-as cuidadosamente e teste sua própria alma com o que vou dizer.

1.  Aquele que acredita em Cristo tem, dentro de si, paz e esperança.  Está escrito “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”, “Porque nós, os que temos crido, entramos no repouso” (Rm 5:1, Hb 4: 3). Os pecados do cristão são perdoados e suas iniquidades são levadas embora, sua consciência já não está mais carregada com o peso de suas transgressões não perdoadas. Ele está reconciliado com Deus e tornou-se um de seus amigos, podendo olhar para a morte, o julgamento e a eternidade sem temor. A tormenta da morte é afastada e quando o julgamento do dia final for realizado e os livros forem abertos, não haverá nada posto a seu cargo. Ele estará preparado para quando a eternidade chegar, porque sua esperança está no céu e na cidade sólida. Ele pode não ser completamente sensível a todos esses privilégios, seu senso e visão sobre estas coisas podem variar enormemente dependendo do momento e podem ser frequentemente obscurecidos por dúvidas e medos. Como uma criança que ainda é muito nova, mas herda uma grande fortuna, ele pode também não estar ciente do valor de suas posses, mas com todas as suas dúvidas e temores, ele tem uma esperança verdadeira, sólida e real que o fará suportar as provas e poderá dizer “Tenho uma esperança que faz com que não me sinta envergonhado”. (Rm 5: 5.)

2.  Aquele que acredita em Cristo tem um novo coração. Está escrito, “Assim, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo“, “mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos quais crêem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”, “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus” (2 Co 5:17, Jo 1:12,13, I Jo 5:1). Um cristão não tem mais a mesma natureza de antes. Ele está mudado, renovado e transformado à imagem de seu Senhor e Salvador. Aquele que se preocupa primeiro com os assuntos da carne, não tem fé. A verdadeira fé e regeneração espiritual são companheiras inseparáveis. Uma pessoa não convertida não é cristã!

3.  Aquele que acredita em Cristo é uma pessoa cujo coração e vida são santos. Está escrito que Deus purifica “os seus corações pela fé” e que cristãos são “santificados pela fé”, “E qualquer que nele tem esta esperança, purifica-se a si mesmo” (At 15: 9, 26: 18, I Jo 3: 3). Um cristão ama aquilo que Deus ama e odeia o que Deus odeia. O desejo do seu coração é caminhar segundo as ordenanças de Deus e se abster de qualquer costume maldoso. Seu desejo é andar segundo o que é justo, puro, honesto, amável e de bom testemunho e purificar-se de toda impureza da carne e do espírito. Por diversas vezes ele está muito aquém de seus propósitos e vê sua vida diária como um duelo constante contra a corrupção que habita nele. Ele luta e se recusa a servir o pecado. Onde não há santidade, podemos ter certeza de que não há fé salvífica. Um homem profano não é cristão!

4.  Aquele que acredita em Cristo trabalha na obra de Deus. Está escrito que a “fé opera pelo amor” (Gl 5:6). Uma crença verdadeira nunca fará um homem perder tempo, nem permitirá que ele fique imóvel, satisfeito com sua própria religião. Essa crença o motivará a realizar atos de amor, bondade e caridade quando perceber uma oportunidade. Ele será compelido a andar pelo mesmo caminho que seu Mestre, que “andou fazendo o bem”. De uma forma ou de outra, fará com que ele trabalhe. As obras que ele faz, talvez não atraiam os olhares do mundo. Elas podem parecer insignificante para muitas pessoas, mas não serão esquecidas por Ele, que nota até um copo de água gelada oferecida em Seu nome. Onde não há um trabalho por amor, não há fé. Um cristão preguiçoso e egoísta não pode caracterizar-se como cristão!

5.  Aquele que acredita em Cristo vence o mundo. Está escrito que “todo o que é nascido de Deus, vence o mundo, e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (I Jo 5:4). Um verdadeiro cristão não se regra pelos padrões mundanos de certo e errado, verdade ou mentira, não depende da opinião do mundo e não se importa com o reconhecimento do mundo. Ele não é movido pela censura do mundo, nem busca seus prazeres, tampouco ambiciona as recompensas dele. Ele olha para o que não se pode ver. Ele vê um Salvador invisível, um julgamento por vir e uma coroa de glória que não se desvanece. Tudo isso faz com que ele pense pouco do mundo. Onde o mundo reina no coração, não há fé. Um homem conformado com esse mundo, não pode se denominar cristão!

6.  Aquele que acredita em Cristo, tem um testemunho interno de sua crença.  Está escrito que “quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho” (I Jo 5:10). A marca diante de nós, requer um manejo delicado. A testemunha do Espírito é, inquestionavelmente, um assunto muito difícil, mas não posso temer em declarar minha própria convicção, de que verdadeiros cristãos sempre têm sentimentos dentro de si que são peculiares a eles, sentimentos que estão conectados com sua fé e que fluem dela, sentimentos que descrentes desconhecem. Ele tem o Espírito da adoção, pelo qual ele olha para Deus como o Pai reconciliador e o observa sem temor. Ele tem o testemunho de sua consciência, borrifada pelo sangue de Cristo, de que, tão fraco quanto possa ser, ele descansa em Cristo. Ele agora tem esperança, alegria, medo, dor, consolação e expectativa, coisas que não conhecia antes de crer. Ele recolheu evidências que o mundo não consegue entender, mas que são bem melhores para ele, mais do que qualquer livro de evidências existente. Os sentimentos são, sem dúvida alguma, muito enganosos. Mas onde não há sentimentos religiosos, não há fé. Um homem que não sabe nada sobre religião interna, espiritual e experimental, não é, ainda, um cristão!

7.  Por último, aquele que acredita em Cristo, tem um olhar especial em sua religião à pessoa de Cristo. Está escrito, “E assim para vós, os que credes, é preciosa” (I Pe 2: 7). Esse texto merece uma atenção especial. Ele não diz que o cristianismo é precioso, ou que o evangelho é precioso, ou que a salvação é preciosa, mas que Cristo é precioso. A religião de um cristão não consiste em mero consentimento intelectual a algumas afirmações e doutrinas, não é uma crença fria de um conjunto de verdades e fatos concernentes a Cristo. Ela consiste em união, comunhão e camaradagem com uma Pessoa que vive: Jesus, o Filho de Deus. É uma vida de fé, confiança e descanso em Jesus; uma vida de sugar o máximo dEle, falar com Ele, trabalhar para Ele, amá-lO e ansiar pela Sua segunda vinda. Essa vida parece entusiasmar a muitos, mas onde há fé verdadeira, Cristo será sempre conhecido e visto como um amigo vivo e pessoal. Aquele que não vê a Cristo como seu pastor, médico e redentor, não tem conhecimento algum sobre crer!

Leitor, agora coloquei diante de você, as sete marcas de quem crê e peço para que considerem-nas. Não estou dizendo que todos os cristãos as têm igualmente, e também não estou dizendo que aquele que não tiver todas essas marcas, não será salvo. Sei que muitos cristãos são tão fracos na fé, que passam todos os dias de sua vida duvidando até deles mesmo. Digo apenas que existem marcas para as quais o homem deveria direcionar-se primeiro, caso queira responder à questão: você crê?

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FONTE: Trecho do sermão “Você Crê?” pregado por J.C.Ryle e em breve na integra em nosso Projeto Ryle – Anuciando a Verdade Evangélica

O Estudo da Bíblia – Arthur Pink

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A partir das cartas que recebemos, concluímos que nestes dias difíceis, não são poucos os que lamentam o fato de que já não têm mais o mesmo tempo livre para uma leitura diligente, tempo este que antes eles tinham. As condições de trabalho têm exigido tanto, a competição é tão acirrada e impiedosa, e o ritmo se tornou tão acelerado que a maioria está demasiadamente exausta no final do dia para dedicar-se a qualquer coisa que envolva muito esforço. Nós compreendemos estes exaustos trabalhadores e ofereceremos a eles as seguintes orientações.

Primeiro, Deus não é um capataz egípcio, lançando sobre nós um fardo insuportável.

Segundo, não há nada mais relaxante e que traga mais alívio a uma mente sobrecarregada, do que gastar meia hora a sós com Deus, que sejam cinco minutos na leitura de um salmo ou uma porção dos evangelhos, 15 a 20 minutos diante do Trono da Graça – agradecendo a Deus por suas misericórdias do dia, expondo à Ele nossos problemas, buscando pelo refrigério da graça – e então a leitura de um capítulo das epístolas.

Terceiro, vá descansar meia-hora mais cedo que de costume, e levante-se mais cedo pela manhã, então gaste esse tempo com Deus, preparando-se para as exigências do dia.

Quarto, esteja mais determinado a observar estas sugestões aos domingos, a fim de que você gaste algumas horas lendo a Palavra de Deus e livros edificantes. Pois, não honra ao Senhor correr de uma reunião para outra, deixando para si mesmo pouco tempo para a devoção particular.

No entanto, há ainda uma outra classe de pessoas mais jovens ou aqueles que não são tão pressionados pelas exigências da vida moderna, que nos escrevem e perguntam o que consideramos ser “a melhor maneira de estudar a Bíblia”. Ultimamente nos parece que o termo “estudo”, neste âmbito, soa presunçoso e cheira à carnalidade. Não seria quase que irreverente empregar este tipo de linguagem aqui, desvalorizando a santa e única Palavra de Deus, trazendo-a ao nível de meras produções humanas? É um entendimento claro ou uma consciência sensível, que é a mais essencial para beneficiar-se da revelação Divina? É mais provável que qual destas, seja na prática, chamada de “estudo” adequado? “Qual método você recomenda para o estudo da Bíblia?” Não parece que tal pergunta indica que aquele que faz estas perguntas, supõe que as Sagradas Escrituras são endereçadas sobretudo ao intelecto? Aquele que questiona pode não estar ciente disto – pois o coração é muito enganoso – porém, não é isto que está realmente implícito? Você pode imaginar alguém que tenha recebido uma carta de seu amor, propondo que se sentem e a “estudem“? Esta expressão não seria totalmente absurda em tal relação?

Mas não foi o próprio Deus quem nos exortou que “estudássemos” Sua Palavra? Onde? Em qual passagem? O termo atual para “estudar”, ocorre somente cinco vezes na Bíblia. Duas vezes em Provérbios (v. 15:28; 24:2) onde tem o significado de “meditar” antecipadamente; uma vez em Eclesiastes capítulo 12 verso 12; novamente em 1 Tessalonicenses 4 verso 11 – “Estude para viver tranquilamente”; e finalmente, “estude para apresentar-se a Deus aprovado, um obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a  Palavra de Deus” (v. 2 Tm 2:15), o qual é endereçado a um pregador, e significa que ele deve fazer deste seu interesse primordial, esforçando-se para agradar a Deus em todas as coisas, e para não poupar esforços em equipar-se a fim de ministrar a Palavra em tempo oportuno às almas carentes, de forma que cada uma receba sua porção necessária. Nem o verso, nem o seu próprio contexto, fazem qualquer referência a separação das Escrituras, atribuindo um livro para este determinado fim e outro para aquele determinado fim – o que é uma sutileza do Inimigo para roubar dos filhos de Deus, muitas das porções necessárias de seu alimento espiritual.

Estamos insinuando, então, que o povo de Deus deveria devotar menos tempo às Escrituras, ou que deveriam ser encorajados a examiná-la superficialmente? Não, de maneira nenhuma! Aquilo contra o que estamos protestando aqui é a idéia, que desonra à Deus, de que Sua Palavra é meramente uma peça de literatura, a qual pode ser “dominada” por um mero método de “estudo“. Aquilo contra o que advertiríamos é a atenção indevida aos aspectos técnicos da Bíblia. Sem hesitar, leia e releia toda a Bíblia em sequência, de forma a tornar-se familiarizado com seu conteúdo. Sem hesitar, “examine as Escrituras diariamente” (v. Atos 17:11) com o objetivo de por à prova tudo o que você ouve e lê; “compare” uma parte com outra, a fim de que você obtenha uma visão clara do que está diante de você. Ore sempre para que vocês tenha a direção e a iluminação do Espírito, para que Ele possa lhe dar discernimento dos mistérios divinos; pondere calmamente cada palavra em cada verso. Acima de tudo, rogue a Deus que escreva Sua Palavra mais claramente e de forma plena sobre as tábuas do seu coração.

A bendita Palavra de Deus não é deve ser dissecada pela fria faca do intelectualismo, mas ela deve ser guardada no coração. Ela não nos foi dada para exibirmos sabedoria e “esplendor“, mas para que nos curvemos diante dela em verdadeira humildade. Ela não foi concebida para que se tornasse um passatempo para nossas mentes, mas para governar nossas vidas diárias. Muito, muito mais importante que o “método”, é nossa motivação quando nos achegamos à Palavra. Não para que nos ensoberbeçamos acerca de nós mesmos, mas para que o orgulho seja dominado e sejamos levados a suplicar diante do escabelo da misericórdia; isto é o que deveríamos buscar. Que valor tem o conhecimento dos originais em Hebraico e Grego – ou um conhecimento apurado acerca da história, geografia e cronologia da Bíblia – se o coração permanece frio e duro diante de seu Autor?

Portanto, duvidamos muito que essa palavra, “estudo”, é apropriada para ser aplicada a nossa leitura das páginas inspiradas. O que pensaríamos de uma criança, longe de casa, que dissesse que ela estava indo “estudar” as cartas que recebeu de seus pais? A Bíblia consiste em uma série de cartas dada pelo Pai Celeste a seus amados filhos. Então, vamos tratá-las assim e agir de acordo com isto.

Assim como escrevemos recentemente a dois amigos nos Estados Unidos, “eu me pergunto se vocês ficariam surpresos se eu dissesse que, duvido seriamente que Deus tem pedido ou exigido de vocês que ‘estudem’ sua Palavra – o que vocês tem que fazer é ‘alimentarem-se’ dela. Quantos nutrientes seus corpos iriam obter do estudo das propriedades químicas dos nutrientes das frutas e cereais – ou pela busca da compreensão dos diversos tipos de solos nos quais foram cultivados, ou os diferentes tipos que se derivaram – ou o significado de seus nomes em latim? Absolutamente nenhum! E estou convencido de que grande parte do moderno ‘estudo da Bíblia’, é incapaz de prover alguma espiritualidade. Verdadeiramente, o estudo, como mencionado acima, alimentaria o orgulho – adquiriria um conhecimento que muitos de seus amigos não possuem; mas isto ajudaria na digestão?

Não seria mais prático dar mais atenção ao fato de assegurar uma dieta nutricionalmente  balanceada? Não seria muito mais proveitoso se você desse mais atenção à mastigação de seu alimento? Assim, queridos amigos, é com seu alimento espiritual“. “Desejem sinceramente o leite da Palavra, para que assim cresçais” – v. 1 Pe 2:2. Este é o único alimento realmente nutritivo para nossa alma!

Não se prenda unicamente aos seus livros favoritos da Escritura, de forma que venha a negligenciar outros igualmente necessários, mas varie sua leitura e então você obterá uma dieta balanceada. Memorize um verso ou dois ao dia e medite neles sempre que tiver tempo, mesmo quando estiver a caminho do seu serviço ou nele, e então você mastigará seu alimento. Coloque os preceitos em prática, atente às orientações das Escrituras, e então você absorverá aquilo do que se alimentou.

Atenção: É necessário que deixemos bem claro que este breve artigo não é voltado para pregadores e professores.

ORE PARA QUE O ESPIRITO SANTO USE ESSE SERMÃO PARA TRAZER UM CONHECIMENTO SALFÍVICO DE JESUS CRISTO E PARA EDIFICAÇÃO DA IGREJA

FONTE: http://gracegems.org/Pink2/bible_study.htm

Tradução: Geison Pimentel

Revisão: Thiago McHertt

Membresia e Identidade – John MacArthur

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Nossa sociedade está sofrendo uma crise de identidade. Coletiva e individualmente, as pessoas hoje não possuem um forte sentido de quem são, do que querem, ou como conseguir isso. Vão à deriva pela vida, seguindo os caprichos e as modas do mundo, no lugar de aceitar a responsabilidade e buscar a maturidade.

Os cristãos não precisam lutar com esse tipo de identidade. Nós fomos redimidos e afirmados por Cristo, introduzidos em Sua família e somos transformados a Sua semelhança. Até certo ponto, deve ser difícil dizer onde Ele se termina e você começa, por assim dizer. Como Paulo diz em Gálatas 2:20: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”.

Essa verdade gloriosa descreve o estado espiritual de cada crente. Já não estamos isolados e sozinhos: o Senhor nos comprou por preço (1 Coríntios 6:20) e nos introduziu em Sua família (Romanos 11:17). Levamos Seu nome, e nossas vidas transformadas é um testemunho de Seu amor e Seu poder. O sacrifício de Cristo em nosso favor estabelece nossa nova identidade para a eternidade, nós como Sua igreja, Seu corpo e Sua noiva.

Porem, se individualmente somos identificados com Cristo, então, por que tantos cristãos se negam a identificar-se com a igreja, um conjunto de outros igualmente identificados com o Salvador? Por que se negam à membresia da igreja e evitam a comunhão com uma congregação local? Se o Senhor nos fez uma só família na eternidade, por que tantos crentes passam muito tempo aqui na terra evitando uns aos outros?

Paulo advertiu severamente a Timóteo a não se envergonhar de dar testemunho do Senhor (2º Timóteo 1:8). Em seu caso, Timóteo tinha verdadeiros motivos para ter medo de proclamar publicamente sua fé e sua identidade com a igreja; enfrentou a constante ameaça de perseguição física, prisão e até a morte.

A maioria dos crentes de hoje nem sempre enfrentarão esse tipo de pressão. No entanto, a resistência a identificar-se com a Igreja nasce do temor do homem. Em nossa cultura perpetuamente superficial e cada vez mais ateia, não existe nada bom da igreja. Assim que, em vez de serem selados com o estigma da religião, alguns crentes tratam de viver discretamente sua fé por meio de uma filiação frouxa com uma – e às vezes mais de uma – congregação. Outros se limitam a evitar por completo a igreja, envergonhados de que alguém poderia saber que elas pertencem a tal coisa.

A ideia de ceder a esse tipo de pressão pobre seria risível se muitos cristãos não o fizessem todos os dias. Porem, em vez de orgulhosamente unir-se publicamente com outros crentes, eles buscam uma popularidade volúvel.   Talvez você esteve tentando às vezes fazer o mesmo.

O que se faz frente essa tentação revela muito sobre o verdadeiro estado de seu coração. A melhor indicação de suas prioridades é como e onde gasta seu tempo e energia, trate de um movimento político, um conselho escolar, um comitê de bairro ou um clube de fãs.

E de todas as organizações as que se poderia pertencer, a igreja é deveras a mais importante. Seu compromisso e identificação com sua congregação local diz muito sobre quem você é e o que é mais importante para você. De fato, sua participação em sua igreja é muito mais que uma vez ou duas por semana, mas é uma reunião de pessoas que já não são mais cidadãos desse mundo, uma comunidade de homens e mulheres que foram transformados em novas criaturas e unidos na fé. A igreja é uma antecipação da glória que nos espera na eternidade.

Assim que, se você diz que ama ao Senhor, mas se nega a identificar-se com Seu povo, levante perguntas compreensíveis sobre a veracidade de seu amor. Ao mesmo tempo, se sua reputação com o mundo não convertido significa o suficiente para se manter afastado da Igreja, em primeiro lugar você tem provocado sérias preocupações sobre se você se arrependeu e creu verdadeiramente.

Outra coisa a se ter em conta quase se trata da reputação: é verdade que você poderia sofrer em alguns círculos se publicamente se identifica com sua igreja local, inclusive poderia ser humilhante para você. Porem, isso não é nada comparado com as humilhações que Cristo voluntariamente e com sacrifício sofreu por nós. E se o Senhor está disposto a associar-se com pessoas débeis e pecadoras como nós, não podemos manter Ele ou Sua igreja à distância. Se Ele não se envergonha de nos chamar Seus, não podemos ter vergonha de chamá-lo nosso.

TRADUZIDO DE: http://evangelio.wordpress.com/2013/01/23/la-membresa-es-identidad/

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